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Bem prega Frei Tomás!

Segunda-feira, 20.03.17

Leio aqui que Marques Mendes considera desastrosa a forma como Passos Coelho geriu a escolha do candidato a Lisboa e que, se as coisas correrem mal, a culpa é do líder. Não poderia estar mais de acordo. Só estranho é que seja Marques Mendes a dizê-lo. Na verdade, se bem me lembro, em 2007 a Câmara de Lisboa estava nas mãos do PSD e só passou para o PS porque Marques Mendes quis demitir Carmona Rodrigues e, quando este recusou, obrigou todos os vereadores do PSD a se demitirem, fazendo cair a Câmara. A seguir lembrou-se de candidatar Fernando Negrão que fez uma campanha desastrosa, só obtendo 15% dos votos, e entregando a Câmara de bandeja a António  Costa. Desde então que a Câmara de Lisboa está nas mãos do PS.

 

Por tudo isto me parece claro que Marques Mendes é a última pessoa que pode falar de estratégias desastrosas para Lisboa. Mas este exemplo também serve para questionar os nossos jornalistas. Será que nestes espaços de comentário político não há nenhum jornalista que faça lembrar ao comentador o seu próprio currículo no assunto que comenta?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 16:34

Marcelo, o ardina.

Sábado, 04.03.17

Marcelo Rebelo de Sousa tem um problema político sério. Desde muito novo se habituou a marcar a agenda política, especialmente através da sua célebre página 2 do Expresso onde todas as semanas inventava factos políticos como quem constrói castelos de cartas. Por isso, quando foi desafiado para concorrer à Câmara de Lisboa nos anos 80, Marcelo ficou convencido de que facilmente poderia ganhar a eleição. Nessa altura recebeu, porém, com grande surpresa a notícia de que era totalmente desconhecido do grande público. Desde então Marcelo passou de criador de factos políticos para criador de factos mediáticos, inventando sucessivos shows, apenas com o fim de se tornar conhecido, como mergulhar no Tejo ou conduzir um táxi em Lisboa. Não percebeu, no entanto, que esses shows eram fatais para a credibilidade da sua candidatura. Jorge Sampaio apresentou apenas um slogan: "a responsabilidade" e facilmente ganhou essa eleição.

 

Marcelo perdeu, mas não desistiu de até hoje manter uma presença constante nos media, julgando ser esse o caminho para atingir o poder.  Inicialmente na TSF, e depois na TVI ou na RTP, Marcelo foi laboriosamente, ao longo de mais de duas décadas, construindo uma persona televisiva, julgando que o amplo reconhecimento do grande público seria suficiente para ganhar todas as eleições a que se apresentasse. Mas a verdade é que o mediatismo é insuficiente, e até permite expor muitas vezes a falta de conteúdo da mensagem política dos candidatos mediáticos. Ao contrário do que muitos julgam, Donald Trump não ganhou as eleições presidenciais americanas por ser uma estrela de reality shows, mas antes porque surgiu com um dicurso político que teve grande impacto nos estados decisivos. Ora, Marcelo nunca conseguiu ter qualquer discurso político consistente e daí o seu fracasso na liderança do PSD, perdendo a oportunidade de ser primeiro-ministro. É verdade que conseguiu ganhar as eleições presidenciais, apenas falando em afectos, mas isso aconteceu porque António Costa quis essa eleição, tendo por isso apresentado contra ele um candidato anódino, cujo discurso radical de esquerda afugentava o eleitorado de centro. Pode dizer-se que António Costa ofereceu a eleição presidencial numa bandeja a Marcelo Rebelo de Sousa, e ele não tem deixado de lhe retribuir o favor, apoiando o seu governo em tudo e mais alguma coisa, até nas críticas a um simples aviso de Teodora Cardoso.

 

A questão é que, da mesma forma que Donald Trump não consegue largar o twitter, Marcelo está absolutamente viciado na presença mediática e não perde uma oportunidade para surgir nos meios de comunicação social, enquanto que o cargo de Presidente exigiria antes recato e distanciamento. Parece que Marcelo não acredita que existe se não aparecer nos media. É assim que agora vai aparecer como ardina a vender a revista Cais nas ruas. Maurice Duverger disse uma vez que se virmos o Rei na rua, sempre que vamos ao quiosque comprar jornais, a Coroa deixa de inspirar respeito. Imagino o que ele diria se o Rei aparecesse nas filas de trânsito a vender uma revista aos automobilistas. As boas intenções, que o povo diz que enchem o inferno, não justificam tudo. E a dignidade do cargo de Chefe de Estado deve ser sempre preservada.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:41

De facto inaceitável.

Sexta-feira, 24.02.17

Dou inteira razão à Ministra sueca. É de facto inaceitável que um país se proponha isentar reformados estrangeiros de imposto sobre as pensões ao mesmo tempo que sangra os seus nacionais com taxas de imposto sobre o rendimento expropriatórias e, não contente com isso, ainda vem a seguir lançar mais impostos sobre o património que os desgraçados ainda conseguiram poupar, apesar da sangria fiscal sobre o seu rendimento. Se os reformados suecos estão cá a residir, e beneficiam dos nossos serviços públicos, então que paguem impostos como toda a gente. Basta o que basta!

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:17

As eleições presidenciais francesas.

Sexta-feira, 17.02.17

Há uma coisa que me tem surpreendido em absoluto nos últimos tempos: a total falta de profissionalismo na condução das campanhas eleitorais. Mesmo na América, onde as campanhas eleitorais são habitualmente conduzidas com enorme eficácia, Hillary Clinton fez uma campanha desastrosa, acabando por perder a eleição.

 

Em Franca, no entanto, parece que isto atingiu o absurdo total, estando todos os candidatos a dar sucessivos tiros no pé, parecendo que a única coisa que querem garantir a eleição a Marine Le Pen. O último episódio é esta entrevista de Macron. Será que ele acha mesmo que este discurso é a resposta adequada a esta campanha da sua adversária principal? Depois não estranhem o resultado.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:17

O novo sistema político.

Terça-feira, 14.02.17

Se há alguém que tenha dúvidas sobre a fraqueza que constitui a solução política engendrada por António Costa, o imbróglio em que se envolveu Centeno e especialmente a resposta de Marcelo demonstram-no claramente. Sobre Centeno nada mais há a dizer e a avaliação está feita. Vir afirmar que houve conversas informais, mas não acordo, e que tudo não passou de um mal-entendido, corresponde à velha desculpa esfarrapada de quem não honra a palavra dada, quando António Costa gosta tanto de dizer que ela tem que ser honrada. Querer fazer as pessoas acreditarem que não havia acordo, quando até se colocou um escritório de advogados a redigir leis à medida do presidente da Caixa, que pelos vistos foram depois assinadas e promulgadas de cruz pelos órgãos de Estado, é chamar parvos aos portugueses. Mas a personagem vai se manter no cargo, em homenagem ao "estrito interesse nacional", que determina a abolição de qualquer responsabilidade política. Noutros países há outra concepção do "estrito interesse nacional" que implica não deixar degradar as instituições. Mas aqui, tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.

 

O que é novo, no entanto, nisto tudo é o comunicado de Marcelo, que dá a entender que o Ministro das Finanças se mantém no cargo por decisão sua. Será que Marcelo não conhece o art. 191º da Constituição que diz claramente que não há responsabilidade política dos Ministros perante o Presidente da República? Como se já tinha visto no caso da Cornucópia, Marcelo parece querer assumir-se como chefe do governo, ouvindo explicações dos Ministros, dando-lhes ordens e até os podendo demitir, enquanto que o Primeiro-Ministro assiste a isto tudo sem um protesto, assumindo perante o presidente a posição mais subserviente que alguma vez teve um Primeiro-Ministro de um governo constitucional. Nem nos governos de iniciativa presidencial de Ramalho Eanes se assistiu a algo semelhante.

 

Há uns anos, quando estava na Guiné-Bissau, houve nesse país uma crise política, porque o Presidente exigiu a demissão de um Ministro e o Primeiro-Ministro recusou-se a fazê-lo, dizendo que a competência era sua, o que era verdade em termos constitucionais. Na altura, discutindo com colegas juristas guineenses, os mesmos foram de opinião que tinha sido um erro o país ter adoptado o sistema político semipresidencial, por recomendação dos constitucionalistas portugueses. Segundo eles, em África o sentimento popular exigia uma autoridade forte, e o povo não conseguia compreender que alguém pudesse ser Presidente e não mandar no governo. Concordei com eles, e por isso não me espantei quando posteriormente Angola alterou a sua constituição, abandonando o sistema semipresidencial, e concentrando o poder executivo no Presidente.

 

O que nunca pensei é que em Portugal o sistema político também pudesse ficar ameaçado por estas sucessivas investidas de Marcelo, a querer assumir competências que manifestamente não tem. Mas o que isto demonstra claramente é a fragilidade política de António Costa. Estando o seu apoio parlamentar em colapso, Antóno Costa precisa do braço do presidente para se manter no arame, pelo que o deixa ingerir-se nas suas próprias competências. Só que em política nem tudo vale a pena, e António Costa deveria pensar se o seu apego ao poder justifica permitir tanta menorização do seu próprio cargo.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:05

Viagem ao Egipto (20).

Domingo, 29.01.17

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Para concluir estes já longos apontamentos da minha viagem ao Egipto, falta falar dos colossos de Mémnon. Estes colossos são tudo o que resta do que se julga ser um gigantesco templo funerário construído pelo Faraó Amenófis III, cuja entrada era guardada por estes dois enormes colossos. Mas o templo foi sucessivamente destruído pelas cheias do Nilo e pela invasão das areias, restando apenas os colossos. Estes mesmos, porém, ainda ruiriam parcialmente antes da nossa era por um terramoto ocorrido em 27 a. C., que abriu uma fenda na cabeça de um dos colossos.

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Essa fenda causou, porém, um fenómeno estranho, já que a estátua passou a cantar ao amanhecer, segundo se julga devido a um fenómeno de concentração de humidade dentro da fenda, que seria expelida com o surgimento dos raios do sol. Por isso, os gregos passaram a associar a estátua a Mémnon, herói da guerra de Tróia. Segundo Homero refere na Ilíada, Mémnon era um rei etíope, que levou um exército para Tróia, em ordem a defender Príamo da invasão grega. No entanto, foi morto por Aquiles em vingança pela morte do seu companheiro Antíloquo. Por isso, depois da sua morte, a sua mãe Eos, a deusa da aurora, passou a chorar a morte do filho todos os dias à alvorada. Em resultado disto, até o nome de Amenófis III deixou de estar associado a estas estátuas, a benefício de uma nova mitologia.

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Mas o choro de Eos duraria apenas duzentos anos, um instante na história milenar do Egipto, uma vez que o imperador romano Septímio Severo, em 199 d.C., mandou reparar a fenda na estátua, que desde então nunca mais cantou.

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Olhando para estes colossos, tem-se a verdadeira sensação da eternidade. Como dizia Camões: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Muda-se o ser e muda-se a confiança. Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades". Estes colossos foram construídos em homenagem a um faraó, foram destruídos, passaram a cantar, foram associados a um herói grego, deixaram de cantar, e aqui agora permanecem, como testemunhos de um tempo perdido, cuja busca agora termina.

 

Finis

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:10

Viagem ao Egipto (19).

Sexta-feira, 27.01.17

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Muito perto do Vale dos Reis, encontra-se o templo da rainha Hatchepsut, a única mulher que assumiu no Egipto a dignidade de faraó. Mulher de Tutmés II, quando ele morreu, em lugar de se limitar a assumir a regência em nome do seu enteado Tutmés III, decidiu ela própria coroar-se faraó, passando a governar o país. 

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Em sua homenagem foi construído este magnífico templo, estando a rainha representada como qualquer outro faraó, incluindo com uma barba postiça.

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O reinado de Hatchepsut não foi, no entanto, aceite pelo seu enteado, Tutmés III, que, quando lhe sucedeu, mandou apagar todas as representações da madrasta, querendo eliminar o seu reinado da memória colectiva. Tanto foi assim que o calendário que mandou elaborar transita directamente do reinado de Tutmés II para o de Tutmés III, apagando à maneira orwelliana o reinado de Hatchepsut da história do Egipto.

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Tutmés III não se atreveu, no entanto, a desafiar os sacerdotes, destruindo o templo que a rainha tinha querido construir. E assim este magnífico templo permanece até aos nossos dias, recordando para a posteridade a corajosa história de uma mulher se atreveu a assumir um cargo até então reservado aos homens.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:20

Viagem ao Egipto (18).

Quarta-feira, 25.01.17

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Constitui um absoluto fascínio visitar o Vale dos Reis, onde se encontram os túmulos dos faraós entre a XVIII e a XX dinastia. Infelizmente é totalmente interdito tirar fotografias deste local, talvez o mais precioso da arqueologia egípcia. Aqui foram encontradas as múmias dos grandes faraós, incluindo Ramsés II, hoje na sala 52 do museu do Cairo, e foi encontrado em 1922 inviolado o túmulo de Tutankhamon, também no museu do Cairo. 

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Desde sempre se ficou a pensar que, se o túmulo de um faraó tão pouco importante tinha tantas riquezas, que verdadeiros tesouros esconderiam os túmulos dos grandes faraós?

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No Vale dos Reis é permitido entrar em três túmulos. Os mesmos estão escavados na rocha e desce-se a grande profundidade até à cripta onde o faraó repousava. Os egípcios fechavam os sarcófagos em três recipientes de pedra, madeira e ouro, todos enchidos de areia. Assim, a múmia ficava envolvida numa atmosfera de 20,9% de oxigénio, 78,1% de azoto e 1 por cento de humidade, sendo que cinco anos depois, o oxigénio caía para 1,2%, matando todos os fungos e micróbios. As múmias ficavam assim conservadas para a eternidade, podendo durar milhões de anos, se os egiptólogos não tivessem vindo perturbar este repouso. E hoje são os turistas, vindos dos quatro cantos do mundo, a entrar no que deveria ser a morada eterna dos faraós.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:15

Viagem ao Egipto (17).

Domingo, 22.01.17

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A apenas alguns quilómetros do templo de Karnak, encontra-se o templo de Luxor, que já só conseguimos visitar de noite. É um templo magnífico, que tem a curiosidade de ter estado séculos enterrado debaixo das areias, tanto assim que acima do mesmo foi construída uma mesquita. Após a redescoberta do templo no séc. XIX, a mesquita mantém-se, estando situada a um plano superior.

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Igualmente dedicado ao deus Amon e à sua esposa Mut, o templo foi iniciado por Amenófis III, mas a parte mais importante foi construída pelo sempre presente Ramsés II. 

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À entrada possuía dois grandes obeliscos, cujos hieróglifos extremamente bem conservados retratam os grandes feitos deste faraó, mas um dos obeliscos foi, como se referiu, trocado por um relógio de torre que nunca funcionou, e hoje encontra-se na Place de la Concorde em Paris. É inacreditável que este magnífico templo esteja mutilado de uma das suas peças principais. A França que devolva o obelisco de Luxor a Luxor e já. 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:51

Viagem ao Egipto (16).

Sábado, 21.01.17

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Continuando a descer o Nilo, chegamos quase ao pôr do sol ao templo de Karnak, dedicado ao grande deus Amon. Uma vez que se iniciou a construção deste templo no ano de 2.200 a.C., mas só foi terminado no ano 360 a.C., é o equivalente egípcio às nossas obras de Santa Engrácia, ainda que com muito maior dimensão temporal.

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É um templo imponente, guardado para a eternidade por duas enormes fileiras de esfinges, só que desta vez com cabeça de carneiro, que correspondia à forma tradicional de representação do deus Amon. Olhando para esta estranha série de leões com cabeça de carneiro, não pude deixar de pensar no célebre cão Cérbero da mitologia grega, que guardava o reino dos mortos, despedaçando os que tentassem de lá sair. E as estátuas quebradas no interior do templo dão-nos esta sensação de que o tempo foi inexorável para aqueles que tentaram ir-se da lei da morte libertando.

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Mas lá dentro, como não podia deixar de ser, encontra-se, bem conservada, mais uma gigantesca estátua do maior faraó do Egipto, o grande Ramsés II, como sempre com a sua esposa preferida, Nefertari, aqui representado como Osíris. É claro que, no templo do grande deus Amon, teria que estar uma estátua deste grande faraó, que seguramente alcançou a eternidade, olhando desafiante para os visitantes que aqui vêm perturbar o seu sossego de milénios. 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:12








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