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As eleições no PSD.

Sexta-feira, 15.12.17

Esta história dos debates demonstra bem a instabilidade crónica que caracteriza Santana Lopes. Primeiro exige dezenas de debates. Depois faz um acordo com Rui Rio para realizar apenas dois. Depois de o acordo estar firmado, aparece a pedir ainda um terceiro. Quando não lhe dão o terceiro, amua e afinal cancela o debate que tinha marcado. Se alguém quer convencer os eleitores de que Santana Lopes evoluiu desde os tempos que foi primeiro-ministro, que se desengane. Isto é a sua marca de água de sempre. E por isso é que António Costa adoraria ter Santana Lopes na liderança do PSD, que derrotaria em qualquer eleição com a mesma facilidade com que o derrotou nas eleições para a Câmara. Imaginem este tipo de campanha, com exigências e desmarcações de debates, no quadro de uma eleição nacional.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:26

Um homem à frente do seu tempo.

Quinta-feira, 14.12.17

Não há ninguém que possa ultrapassar Marcelo Rebelo de Sousa. Ele está sempre à frente do próprio tempo. Já avisou que o governo já tem uma equipa pronta para tomar conta da Raríssimas. O governo, que pelos vistos ainda não sabe do assunto, diz que não comenta. O presidente da mesa da instituição, que vai convocar uma assembleia geral para eleger a nova direcção, também pelos vistos não foi informado. Mas Marcelo, que tudo sabe e tudo faz, já informou que há uma nova equipa para gerir a instituição. Só falta o resto do mundo descobrir qual é.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 16:39

Um ano particularmente saboroso.

Quinta-feira, 14.12.17

Agora António Costa resolveu declarar que o ano de 2017 foi particularmente saboroso para Portugal. Depois dos 64 mortos do incêndio de Pedrógão Grande em Junho, a que se somaram os 45 mortos do incêndio da Lousã em Outubro, sem que nenhuma destas famílias tenha recebido até agora um cêntimo de indemnização, mas antes se tenha defrontado com uma teia de burocracias, segredos e impunidades em que o Estado é fértil, só faltava mesmo que o Primeiro-Ministro viesse avaliar assim o ano. Mas as suas declarações não espantam ninguém. Depois de António Costa ter avisado que só podiam esperar que ele se risse, quando lhe sugeriram que demitisse a sua Ministra depois dos fogos, está à vista a sua insensibilidade para o estado do país. E no fundo tem razão. Como o governo não quer saber do país para nada, para o governo na verdade 2017 foi um ano particularmente saboroso. Já para o resto do país foi um ano particularmente amargo.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:30

Uma justiça politizada.

Terça-feira, 05.12.17

Quem acredita na capacidade de Espanha julgar de forma isenta e imparcial os independentistas catalães, bem pode perder as ilusões com o que se tem passado nois últimos dias. Primeiro são mantidos na prisão os membros do governo catalão que não fugiram, não porque haja perigo de fuga, mas por receio de continuação da actividade criminosa, leia-se, continuarem a defender a independência da sua região. Depois revoga-se o mandado de detenção europeu dos que fugiram, a pretexto de que disseram que iriam regressar, mas com o fim óbvio de evitar que os tribunais belgas se pronunciem sobre essa questão. Adivinha-se o que eles iriam dizer sobre o assunto.

 

Acrescento que estive há dias em Barcelona e estou convencido de que a situação está muito longe de estar resolvida com a aplicação do art. 155. Aguardemos pelo pelo resultado do 21 de Dezembro.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:57

O sucesso de Mário Centeno.

Terça-feira, 05.12.17

O mal do governo de Passos Coelho (entre muitos outros) foi nunca ter tido um Ministro das Finanças de jeito. Escolheu Vítor Gaspar porque ele próprio se candidatou ao cargo, depois da recusa de Vítor Bento, e foi um desastre. Basta recordar que foi dele a ideia louca de aumentar a TSU dos trabalhadores, com custos brutais para o PSD. Quanto a Maria Luís Albuquerque, nunca passou de uma secretária de Estado promovida, certinha mas sem rasgo. A única ideia que se viu dela foi a devolução da sobretaxa, medida tão absurda que ainda hoje cobre de ridículo o seu governo. Paulo Portas teve toda a razão na crise do irrevogável, quando lutou para que Paulo Macedo fosse para o lugar, tendo mais uma vez perdido face à obstinação de Passos Coelho. É por isso que quando há um Ministro das Finanças a sério como, diga-se o que se disser, é o caso de Mário Centeno, as diferenças vêm ao de cima. Por isso, enquanto o centro-direita continuar a chorar pelo governo perdido de Passos Coelho, estará a contribuir para a sua derrota.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:59

Belmiro de Azevedo (1938-2017).

Quinta-feira, 30.11.17

Gostava especialmente de Belmiro de Azevedo. Era um grande empresário, que transformou uma empresa familiar num grande grupo económico, que aguentou contra ventos e marés, fazendo da vida empresarial praticamente um duelo. Curiosamente perdeu as duas maiores batalhas em que se envolveu: a oposição à OPA do BCP sobre o BPA, que perdeu, e a OPA da Sonaecom sobre a PT, que também perdeu. Mas, mesmo quando perdia, estava sempre pronto para a batalha seguinte, já que, como ele dizia, não há derrotas eternas, nem vitórias definitivas.

 

Mas o que gostava mais em Belmiro era o seu estilo truculento e a capacidade de impor os seus pontos de vista. Num país onde se considera que o respeitinho é muito bonito e em que a maior parte das pessoas só diz meias palavras, com receio das consequências, Belmiro dizia e fazia o que pensava, sem constrangimentos de qualquer ordem, sendo absolutamente demolidor quando era necessário. Recordo-me uma vez que o Parlamento o queria ouvir num inquérito, e ele disse que só estaria disponível às oito da manhã, pois tinha que apanhar o avião para o Porto. Pois não é que os deputados, que habitualmente só chegavam às 9h30m, foram abrir propositadamente o Parlamento às oito da manhã, com receio de serem chamados de preguiçosos por aquele homem que fazia do trabalho a sua divisa.

 

Ficou na história o conflito de Belmiro com Marcelo Rebelo de Sousa, quando ele era presidente do PSD, e criticou o facto de a Sonae estar a fazer investimentos no Brasil com apoio do Estado. Belmiro respondeu-lhe à letra, exigindo que tirassem Marcelo da presidência do PSD, e que ele fosse erradicado da sociedade portuguesa. Lembro-me de que o artigo que escreveu na altura terminava assim: "Aqui tem, professor Marcelo Rebelo de Sousa. Por mim, escusamos de ficar por aqui: não me calo nem que Cristo desça à terra. E desengane-se: dito por mim, isto quer dizer realmente isso mesmo". Cristo desceu efectivamente à terra e nem assim Belmiro se calou, só o tendo feito em definitivo ontem. E os poderes do Estado mostraram mais uma vez a sua verdadeira natureza. O Presidente fez uma declaração formal de condolências e, no Parlamento, que em tempos tinha aberto de propósito para o ouvir, houve deputados a abster-se ou mesmo a votar contra um simples voto de pesar. Só que Belmiro de Azevedo era muito superior a esse tipo de posições oficiais e só podemos imaginar o que diria sobre as mesmas. Ontem partiu um grande homem.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:18

Duas perguntas em Aveiro.

Segunda-feira, 27.11.17

Querido Líder e Primeiro-Ministro:
 
Quero em primeiro lugar agradecer a oportunidade que V. Exª deu a humildes cidadãos como eu, de virem aqui a Aveiro confrontar V. Exª com uma simples pergunta, que seguramente o seu superior génio não terá qualquer problema em responder. A minha pergunta é apenas como é possível que, perante o extraordinário sucesso do seu governo, continue a haver portugueses que não vêem a luz? Afinal de contas os fogos já estão todos apagados, as armas de Tancos já foram restituídas e, se o Porto não ganhou a EMA, pelo menos vai receber o Infarmed. Tudo graças a V. Exª e ao seu magnífico governo, que vai de vento em popa no seu segundo aniversário, apesar do que alguns maldizentes andam por aí a dizer.
 
Penso que já fiz aquilo para que fui contratado. Agora permita-me ainda uma segunda pergunta. Já posso ir buscar o vale e ir-me embora?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:29

Entrevista literária.

Sexta-feira, 24.11.17

Pode ver-se aqui uma entrevista sobre os livros de um autor consagrado e que tem tido um enorme sucesso de vendas em Portugal. A não perder.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 17:35

O prémio de consolação.

Terça-feira, 21.11.17

Aqui está o prémio de consolação pela iniciativa falhada de Rui Moreira. Já que o Porto não consegue ganhar a candidatura à Agência Europeia do Medicamento, dá-se-lhe desde já a Agência Portuguesa do Medicamento, ou seja, o Infarmed. Quanto às centenas de funcionários que o Infarmed tem, eles que se preparem para se mudar de armas e bagagens para o Porto ou fazer diariamente 300 km para ir para o trabalho.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 16:25

O governo que temos.

Terça-feira, 21.11.17

Uma boa demonstração de como funciona este governo é este processo da candidatura à Agência Europeia do Medicamento. Por pressão do autarca do Porto, retira-se a candidatura de Lisboa, que tinha todas as hipóteses de ganhar, para lançar a do Porto, e depois fica-se contente por este ter ficado em sétimo lugar. A Agência Europeia do Medicamento estava em Londres, a capital do Reino Unido, não estava em Manchester, nem em Southampton. Era evidente que, a ir para Portugal, só podia ir para a sua capital. Por isso mesmo acabou por ir para Amesterdão. É por isso que no governo alguém devia assumir responsabilidade pela condução deste processo, que prejudicou seriamente o país. Mas já se sabe que tal nunca acontecerá.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:31





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