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O combate dos chefes.

Quinta-feira, 17.10.13

 

Se há coisa para que não há verdadeiramente pachorra é para a constante troca de mimos entre Soares e Cavaco. Já vemos isto desde 1985. Soares, quando Cavaco surgiu, qualificou-o como alguém sem currículo político, tendo depois que engolir que ele tenha causado ao PS a maior derrota política que alguma vez o seu partido sofreu. Soares vingou-se, fazendo-se eleger Presidente da República, derrotando por uma unha negra o candidato de Cavaco, Freitas do Amaral. Cavaco teve assim que engolir Soares como Presidente da República durante dez anos, não deixando de o mimosear com epítetos como "força de bloqueio" e garantindo que o iria fazer "terminar o mandato com dignidade". E Soares de facto terminou dignamente o mandato, conseguindo derrotar Cavaco e eleger Jorge Sampaio, garantindo em seguida que a presidência ficava "em boas mãos". 

 

Cavaco viu-se assim obrigado a uma travessia no deserto durante dez anos. Mal se quis candidatar a Presidente, Soares atravessou-se, tentando evitar a sua eleição, o que redundou na derrota mais humilhante que alguma vez teve. Mas a partir daí não deixou de infernizar a vida a Cavaco em sucessivas declarações assassinas. A última foi a de que Cavaco deveria ser julgado no caso BPN, o que levou Cavaco a esta declaração de ataque claro a Soares.

 

Por muitas voltas que dê a política em Portugal, estes dois vão continuar em combate permanente. É a nossa versão do combate dos chefes.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 14:49


1 comentário

De Gil Teixeira a 17.10.2013 às 16:13


Mário Soares na recta final verbaliza publicamente os seus pensamentos que são autênticas achas. Valha-nos que não temos dinheiro para acender as fogueiras e vivemos num regime sem lume. Seja como for, pondo agora de parte as declarações de Mário Soares, penso que não estamos perante dois chefes, mas um monarca, o primeiro, que conquistou a democracia, e um vulgar cidadão, com todo o respeito, e outro, o segundo, que vive à conta da democracia conquistada pelo primeiro, sem prejuizo dos seus deveres cívicos.

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