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Passos, o cómico.

Terça-feira, 25.12.12

 

Ao assistir à comunicação de hoje à noite do Primeiro-Ministro a procurar inspirar os portugueses e incutir optimismo para um ano que vai representar a maior crise de sempre, só me vieram à memória dois episódios. O primeiro foi a reacção da França nos primeiros meses da II Guerra Mundial. O país lançou um slogan que dizia: "Vamos vencer porque somos os mais fortes". Três semanas depois Hitler entrava em Paris. O segundo foi o célebre ministro da propaganda de Saddam Hussein que garantia estar o Iraque a esmagar as tropas americanas às portas de Bagdad. Ficou conhecido pelo nome de "Ali, o cómico", embora os iraquianos não lhe devam ter achado graça absolutamente nenhuma. Passos Coelho tem uma atitude semelhante, proclamando que "ainda não podemos declarar vitória sobre a crise, mas estamos hoje muito mais perto de o conseguir", quando o país cada vez mais se enterra. Merece justamente o cognome de Passos, o cómico. O problema é que isto aos portugueses também não dá nenhuma vontade de rir.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 21:19

Um sintoma.

Segunda-feira, 24.12.12

Este caso é um sintoma do estado do nosso país. Quando nos anos 60 Portugal travava uma guerra colonial sem sentido, o regime dizia que não tínhamos outra alternativa e que o mundo acabaria por nos dar razão. O mundo, porém, deixava-nos completamente isolados. Precisamente por isso quando houve uns pândegos que se resolveram mascarar de sheiks árabes em visita ao país foram recebidos pelas mais altas instâncias nacionais e objecto de grande cobertura mediática. Depois o país descobriu estupefacto que tudo não passava de uma brincadeira e que os verdadeiros árabes não nos ligavam absolutamente nenhuma.

 

Hoje o país trava igualmente uma guerra perdida, sendo que os resultados do combate ao défice que são anunciados correspondem a derrotas sucessivas. Mas mesmo assim o Governo prossegue inabalável até ao colapso final. O país sonhava por isso que aparecesse alguém com credibilidade internacional a chamar a atenção do Governo para os riscos em que estava a colocar o país e o sofrimento que causava às pessoas. E nestes casos há sempre alguém disposto a aproveitar a oportunidade, bastando invocar uma qualquer pertença internacional, que os indígenas acolhem-no veneradamente. Para isso as Nações Unidas eram o organismo ideal. Assim, se alguém aparecesse a dizer que vinha da ONU a avisar da preocupação do organismo com o estado do país, naturalmente que teria tempo de antena e exigir-se-ia que o Governo o ouvisse. E se ele dissesse que tinha uma tropa de capacetes azuis pronta a invadir Portugal para pôr o Governo na ordem, continuariam a dar-lhe o mesmo crédito.

 

Como nos anos 60, o país acaba assim a descobrir que as Nações Unidas também não ligam nada a Portugal e que o país vai afundar-se completamente sozinho. O que é grave é que esta credulidade é um péssimo sintoma do actual estado dos portugueses.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:43

Minable, vous avez dit "minable"?

Domingo, 23.12.12

 

Ao contrário do que se pretende sustentar neste artigo, não me parece que o caso Depardieu seja pretexto para uma maior harmonização fiscal europeia. Nesta época de crise económica, é evidente que os Estados europeus não vão abdicar de ter uma política fiscal própria, depois de terem perdido a sua política monetária. O que o caso Depardieu demonstra é que, numa Europa integrada, os Estados  passam a ter que ser competitivos também na sua política fiscal, já que se lançarem impostos exagerados, correm o risco de que os grandes contribuintes procurem outras paragens. E insultar esses contribuintes ou fazer declarações patéticas sobre a grandeza do país a que todos devem ter honra de pertencer nada resolverá. A carta aberta que Depardieu escreveu a Ayrault ficará na história como a reacção de um grande francês a uma tributação confiscatória e a um inacreditável insulto. "Minable, vous avez dit "minable"? Comme c’est minable."

 

Se a França tributasse Depardieu a uma taxa na ordem dos 40% ficaria seguramente com 40% dos milhões que ele ganha. Ao subir essa taxa para 75% verá todo esse dinheiro ir para outras paragens. A ganância nunca foi boa conselheira e a ganância fiscal ainda o é menos. E, como se vê, há muitos países que recebem de bom grado o Sr. Depardieu. Até Putin lhe ofereceu um passaporte. Já as irritações do Governo francês nada podem contra esta frase lapidar com que Depardieu termina a sua carta: "Qui êtes-vous pour me juger ainsi, je vous le demande monsieur Ayrault, Premier ministre de monsieur Hollande, je vous le demande, qui êtes-vous? Malgré mes excès, mon appétit et mon amour de la vie, je suis un être libre, Monsieur, et je vais rester poli". Só é pena que os cidadãos comuns, quer em França, quer em Portugal não tenham a mesma liberdade do Sr. Depardieu, e tenham que sofrer na pele estas tributações confiscatórias. E ainda por cima pela mão de partidos que se diziam liberais e defensores dos contribuintes.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:53

Portugal à venda.

Sexta-feira, 21.12.12

 

Se há algo que achava impensável assistir neste país era a que nuestros hermanos do país vizinho dissessem que o nosso Governo está a vender Portugal. Mas para piorar tudo isto, essa venda está a ser feita a pataco, por tuta e meia, com o Conselho de Ministros a pedir dinheiro ao potencial comprador logo na sua própria reunião. Neste momento, empresas públicas portugueses de longa tradição, como a TAP e a ANA, vendem-se como se fossem produtos da feira do relógio. Será possível termos descido tão baixo?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:38

O cerco.

Quinta-feira, 20.12.12

 

Já se sabia que Cavaco Silva não iria suscitar a fiscalização preventiva do Orçamento de Estado, apesar das inúmeras suspeitas de inconstitucionalidade que sobre o mesmo incidem. Conforme aqui escrevi, entendo que tal representa quebra do seu compromisso de defesa da Constituição pelo que, não querendo o Presidente exercer os seus poderes, melhor seria que renunciasse. O que, no entanto, não se sabia é que o Presidente iria apenas deixar passar o prazo para requerer essa fiscalização, não dando sobre essa questão uma única explicação aos cidadãos, nem sequer via facebook. O país assiste com perplexidade a um Presidente ausente, incapaz de qualquer intervenção na altura da maior crise nacional de que há memória.

 

Esta ausência do Presidente permite ao Governo uma estratégia de cerco total aos restantes órgãos de soberania. Ao contrário do que muitos julgaram, a começar por Marcelo Rebelo de Sousa, a mensagem de Passos Coelho sobre aqueles que beneficiam de pensões para as quais não descontaram o suficiente não visou apenas o Presidente da República. Visou ainda a Presidente da Assembleia da República, mas principalmente o Tribunal Constitucional, já que, nos termos do art. 23º-A da respectiva Lei Orgânica, os seus juízes possuem um regime de aposentação bastante mais favorável do que o comum. Passos Coelho avisou assim o Tribunal Constitucional de que, se se atrevesse a declarar inconstitucional a hipocritamente chamada "contribuição especial de solidariedade", não deixaria de o incluir nos pensionistas privilegiados que ele afirma querer combater. E está à vontade para o fazer pelo facto de, quando foi deputado, não ter requerido a pensão que generosamente o Estado concedia aos deputados.

 

Este cerco do Governo aos restantes órgãos de soberania põe em causa a sobrevivência do país como Estado de Direito. Hoje não há quaisquer garantias de que a Constituição seja respeitada e os direitos fundamentais das pessoas podem a todo o momento ser postos em causa, seja pela via de cortes nos salários e pensões, seja por tributações expropriatórias. Resta-nos esperar, como o moleiro de Sans-Souci, que ainda haja juízes comuns em Berlim...

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:57

O discurso do Presidente.

Sábado, 15.12.12

Dizia Maurice Duverger na sua obra sobre o sistema semipresidencial que não se elege um Presidente da República por sufrágio universal para que ele inaugure exposições, mas antes para ele agir. Quando vemos o Presidente da República dedicar este discurso à inaguração de uma árvore de Natal, na altura da maior crise que o país atravessa, ao mesmo tempo que vai promulgar de cruz o Orçamento de Estado mais violento das últimas décadas, temos a sensação de que o País caminha para o desastre.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 13:09

O desastre de Lisboa.

Quarta-feira, 12.12.12

 

A gestão de António Costa na Câmara de Lisboa constitui a maior calamidade que aconteceu nesta cidade desde o terrramoto de 1755. A cidade está cada dia mais suja, uma vez que a recolha do lixo passou a ser feita em dias irregulares. O trânsito tornou-se completamente caótico. Não satisfeita com o deserto em que transformou o Terreiro do Paço, a Câmara resolveu destruir a circulação no Marquês de Pombal, tornando-a um autêntico pesadelo para quem tem que circular nessa área. O ACP acaba de salientar muito justamente os disparates que ali foram feitos, sendo de antologia a ideia de pôr bicicletas a circular nos corredores dos autocarros. Mas já se sabe que nada vai ser alterado, pois isso significaria assumir que foram mal gastos os 750.000 euros do dinheiro dos contribuintes que ali foram dispendidos, sem ninguém perceber com que necessidade. A não ser que o objectivo fosse criar a lagoa do Marquês, como um reformado avisou atempadamente e as últimas chuvas confirmaram.

 

Como Presidente da Câmara António Costa mal se vê. Toda a gestão da Câmara parece ser efectivamente exercida por Manuel Salgado, a ele se devendo decisões juridicamente inenarráveis como a de transformar toda a cidade de Lisboa em área de reabilitação urbana, um reconhecimento antecipado do desastre em que estão a fazer cair a cidade. António Costa aparece apenas em cerimónias protocolares, e mesmo nessas as coisas têm corrido pessimamente, como se verificou pelo hastear da bandeira ao contrário na cerimónia do 5 de Outubro.

 

Era por isso fundamental que surgisse em Lisboa uma candidatura alternativa a António Costa que não hesitasse em denunciar o caos em que tinha caído a cidade. Fernando Seara, tendo um perfil simpático, não me parece que tenha o peso político necessário para ombrear com Costa, um político já muito experimentado nestas andanças. Mas, como bem salientou Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Relvas decidiu dar o beijo da morte à sua candidatura, coisa que Costa imediatamente aproveitou, desafiando o próprio Miguel Relvas a concorrer.

 

Não consigo compreender a razão porque o Governo quer tanto favorecer António Costa em Lisboa. Em Julho o Governo injectou na Câmara 286 milhões de euros, a troco de um simples "reconhecimento de propriedade" dos terrenos do aeroporto, o que permite a António Costa aparecer agora a oferecer na véspera das eleições reduções de impostos aos lisboetas. Com este apoio encapotado do Governo, é evidente que António Costa vai ser reeleito e lá continuarão os lisboetas a suportar este desastre por mais quatro anos.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:44

O caso da enfermeira.

Segunda-feira, 10.12.12

 

O caso da enfermeira revela a meu ver duas coisas. Em primeiro lugar, uma grande ingenuidade da própria, e em segundo lugar uma enorme falta de sensibilidade dos jornalistas, que, ao se depararem com essa ingenuidade, deveriam ter imediatamente posto termo à brincadeira. 

 

Há uns anos aconteceu um episódio absolutamente ao inverso. O papa João Paulo II telefonou para um hospital suíço, apresentando-se com um "daqui fala o papa". A resposta que ouviu da enfermeira foi: "se o senhor é o papa eu sou a imperatriz da China". Passando algum tempo a situação foi esclarecida. Era mesmo o papa que pretendia saber notícias de um bispo suíço, seu amigo, que tinha sido internado de urgência nesse hospital. Naturalmente que a reacção normal de qualquer enfermeiro é duvidar que está a falar com uma pessoa famosa. A enfermeira Jacintha Saldanha era ingénua ao ponto de admitir que a rainha lhe ligaria pessoalmente para saber da Duquesa de Cambridge e cometeu a atitude — grave para os padrões de um hospital — de transmitir dados de saúde dos pacientes ao telefone. Provavelmente por isso estaria na iminência de receber uma punição disciplinar severa.

 

Quanto aos jornalistas, quiseram fazer de facto uma brincadeira. Segundo eles, estavam à espera que lhes desligassem o telefone na cara. Mas quando isso não aconteceu, a meu ver deveriam ter terminado imediatamente com a brincadeira, antes de lhes revelarem os dados de saúde. Não só tinham o dever de não explorar a vida privada de terceiros, mesmo pertencendo à família real, como também tinham obrigação de saber as consequências para a enfermeira da sua actuação. Não podiam prever a sua morte, mas podiam prever as consequências disciplinares e de vexame público à escala global que a enfermeira sofreria.

 

Efectivamente, a enfermeira tornou-se alvo de chacota mundial pela sua ingenuidade. Mesmo que o hospital não a tivesse sancionado, sabia que nunca poderia dissociar do seu nome a indiscrição que tinha cometido em relação a uma paciente famosa. E neste mundo indelével da internet até lhe seria negado o direito a esquecer esse episódio infeliz da sua vida. Não sei se se suicidou por esse motivo, mas acho muito provável que o tenha feito.

 

É por isso que acho absolutamente impróprio o comportamento dos jornalistas que quiseram explorar essa ingenuidade da enfermeira para efeitos de diversão dos seus ouvintes. Pirandello fez uma vez uma análise do D. Quixote de Cervantes, que acho absolutamente apropriada a este caso. Segundo ele o D. Quixote tem cenas absolutamente hilariantes, mas os leitores não riem, e é nisso que está o génio de Cervantes. Tal sucede porque a figura de D. Quixote provoca nos leitores um enorme sentimento de piedade e essa piedade impossibilita o riso. Foi esse sentimento de piedade que me parece que faltou aos jornalistas neste episódio.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 18:28

Os meninos do coro.

Domingo, 09.12.12

 

 

Em Portugal há uma frase emblemática e bastante realista que se limita a dizer: "Ou comem todos ou haja moralidade". É por isso evidente que a partir do momento em que são dadas condições especiais à Grécia, Portugal deve imediatamente beneficiar de idêntico tratamento, como aliás reconheceram logo Jean-Claude Juncker e Vítor Gaspar. No entanto, como a Alemanha está empenhada em tratar a Grécia como um caso particular em ordem a abrir o mínimo possível os cordões à bolsa, lá irão apenas os gregos beneficiar de algum alívio enquanto Portugal ficará a penar com um dramático e provavelmente mortal aperto de cinto em 2013.

 

Isto só por si não deveria ser motivo de espanto. O espanto é, no entanto, a forma como políticos que deveriam defender com convicção os interesses dos que os elegeram se transformam em meninos do coro, mal Wolfgang Schäuble exprimiu a sua posição, passando todos a entoar a nova canção. Jean-Claude Juncker disse que tinha sido apanhado num canto escuro por uns perigosos jornalistas portugueses, balbuciando questões incompreensíveis para ele. Vítor Gaspar desdisse as suas próprias palavras, acusando os jornalistas de quererem simplificar questões complexas. Passos Coelho quer-nos fazer crer que Portugal foi muito elogiado por Schäuble, quando este recusou dar-lhe as condições da Grécia. Marcelo Rebelo de Sousa também veio dizer que considera irrealista Portugal beneficiar dessas mesmas condições da Grécia, sem explicar se é mais realista apostar no Orçamento para 2013. E agora até Durão Barroso, que se julgava ser  Presidente da Comissão Europeia, também veio alinhar obedientemente com Schäuble, pedindo a Portugal que não peça condições idênticas às da Grécia. A única voz desalinhada deste coro parece ser Cavaco Silva, mas não sei por quanto tempo.

 

É inacreditável ver políticos portugueses e europeus transformados em meninos do coro a entoar colectivamente a voz de Berlim. Não haverá em Portugal e já agora na Europa alguém que defenda coerentemente uma posição própria e não se limite a ser his master's voice?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:11

Mata-os suavemente.

Domingo, 02.12.12

 

Fui ver ao cinema ver o filme Mata-os suavemente, com Brad Pitt, Ray Liotta e James Gandolfini. O filme é absolutamente espantoso, não apenas pelo trabalho extraordinário dos actores, mas principalmente pela forma como retrata uma América praticamente moribunda durante a grande crise de 2008. A história é sobre um assassino a soldo, que vai fazendo o seu trabalho enquanto o país assiste ao gasto de 800.000 milhões de dólares do orçamento americano para evitar a falência dos bancos. Vamos assistindo pelo caminho aos discursos de Bush, explicando que não gostava dessa decisão mas que era obrigado a tomá-la devido à irresponsabilidade dos banqueiros. Em contraponto surge a campanha eleitoral de Obama a prometer um futuro melhor, mas em que ninguém acredita, sabendo quais as consequências daquela decisão. Na altura não pude deixar de sorrir, pensando como é parecido o discurso actual dos políticos portugueses, lavando a sua consciência em torno do Orçamento de 2013, ao dizer que por muito mau que seja não têm outra alternativa senão aprová-lo.

 

O título original do filme "Killing them softly" é ambíguo. Remete em primeiro lugar para uma frase do assassino sobre os seus métodos de trabalho: "I like killing them softly, from a distance". Os seus assassínios são, no entanto, brutais, nada tendo de suave. Mas ao mesmo tempo, enquanto no filme ouvimos os discursos dos políticos americanos temos igualmente a sensação que não se apercebem de que os seus cidadãos estão também a morrer (nada) suavemente em consequência das medidas que aprovam.

 

O filme tem uma cena que corresponde à maior crítica da América que alguma vez vi surgir num filme. Enquanto o assassino está discutir com o mandante o pagamento dos seus serviços, surge na televisão o discurso de vitória de Obama em Chicago, apelando à união de todos os americanos e exaltando a grandeza dos valores da América. O assassino comenta então que esses valores nunca existiram. O país tinha sido criado com base numa fraude de Thomas Jefferson, que embora proclamasse que todos os homens nasciam iguais, ele próprio era proprietário de escravos, alguns deles seus próprios filhos, que não se importava que vivessem na escravatura. Thomas Jefferson não passava assim de um snob rico, que não queria pagar os impostos que devia. E por isso na América não se podia esperar nada de ninguém: "This is America and in America you are on your own. America is not a country, it's just a business". Mas se a América é isso, o que será afinal a União Europeia?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:59








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