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A extinção dos dinossauros.

Segunda-feira, 30.09.13

 

Se as eleições autárquicas serviram para alguma coisa foi para derrotar estrondosamente a estratégia suicida de candidatar dinossauros às câmaras vizinhas numa clara fraude à lei de limitação de mandatos, escandalosamente sancionada pelo Tribunal Constitucional. De facto, com as excepções de Ribau Esteves em Aveiro e Álvaro Amaro na Guarda, as candidaturas de dinossauros autárquicos foram estrondosamente derrotadas. Seara teve um resultado humilhante em Lisboa e Luís Filipe Menezes deixou que a Câmara do Porto fosse parar às mãos de um independente sem qualquer currículo político. De Fernando Costa em Loures e Moita Flores em Oeiras nem vale a pena falar. Para a próxima é bom que os partidos aprendam a lição e saibam sobrepor ao interesse pessoal dos candidatos a concorrer eternamente às autarquias o interesse público da renovação de mandatos. Se não o fizerem nunca conseguirão ter o respeito dos eleitores.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 00:25

Uma campanha feita com os pés.

Quinta-feira, 19.09.13

 

Acho que constitui um autêntico recorde a quantidade de disparates que foram ditos por Fernando Seara nos cerca de três minutos que durou esta entrevista. A culminar na frase "tu pour moi viens de charrette". Pode ter a certeza que os lisboetas lhe vão dizer isso em português vernáculo já no próximo dia 29 de Setembro.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:26

As eleições alemãs.

Sábado, 14.09.13

 

Por razões profissionais estive na semana passada na Alemanha e pude assistir à campanha eleitoral alemã. Da mesma pude concluir que a aspiração de tantos políticos portugueses de que alguma coisa possa mudar após essas eleições é perfeitamente ridícula. Angela Merkel está de pedra e cal na chancelaria, e não vai alterar um milímetro a política que desenhou para a Europa. Quanto a Peer Steinbrück, já tinha concluido que tinha tantas hipóteses de ser eleito chanceler como o Reichstag de dançar o samba. Mas depois desta entrevista bem pode ir já para casa. Merkel vai ser assim naturalmente reeleita e a única dúvida é se os seus parceiros de coligação, os liberais do FDP, conseguem ou não entrar no parlamento. Mas, com eles ou sem eles, não haverá solução de governo que não tenha Merkel na chancelaria.

 

Verifiquei ainda que o discurso radical contra os países do sul da Europa está a ter grande sucesso na Alemanha. Por todo o lado vi cartazes com frases como esta: "os gregos que paguem sozinhos as suas dívidas". Ou: "os resgates do euro põem em causa as nossas pensões". É espantoso que a opinião pública alemã não se aperceba do que o país já ganhou com a crise do euro. Mas como a política não é racional, é de prever que a prazo termine a paciência dos alemães para continuar a financiar estes resgates.

 

Neste enquadramento, não deixei de achar curioso que Wolfgang Münchau tenha vindo cá sugerir a Portugal que ameace com a saída do euro como estratégia negocial para obter melhores condições para nele permanecer. Acho que se Portugal adoptar essa estratégia o mais provável é do outro lado ouvir: "Excelente ideia! Estávamos mesmo a pensar propor-lhe isso".

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:25








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