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Os políticos sem soluções.

Terça-feira, 01.03.11

Fazer política é uma actividade nobre, que deveria implicar o traçar de um caminho claro e a busca de soluções para os problemas. Mas em Portugal parece que que estamos a assistir a uma total ausência de resposta dos políticos às angústias da sociedade, o que leva a uma crise de legitimação, que só me lembro que tenha paralelo com o descalabro da I República.

 

Todos sabemos que está convocada uma manifestação para 12 de Março para protestar contra a dramática situação da geração mais jovem, perante um desemprego que não para de aumentar. Pois o que responde a esta manifestação um dos fundadores do regime, Mário Soares? Frases como estas: "Serão movidos tão-só pelo desespero? Tratando-se de desempregados e de precários, pode-se talvez compreender. Mas não, seguramente, apoiar. Porque são perigosos, antidemocratas, niilistas. Parece que esperam que alguém lhes indique um caminho. Mas qual e quem? A isso respondo: não, muito obrigado! Já tivemos disso 48 longos anos e não queremos mais...". Parece-me que o problema está precisamente aí. É que os jovens de hoje não têm ninguém que lhes indique um caminho. E deviam ter.

 

Já quanto ao Presidente da República, Cavaco Silva, continua empenhado em demonstrar que só à força promulga certos diplomas, devido às suas deficiências técnico-jurídicas. É extraordinário que isto seja dito por parte de quem promulgou sem qualquer hesitação a Reforma Penal e Processual Penal de 2007, que dá origem a discussões como esta. O país está à beira da bancarrota e o que ocupa o Presidente são este tipo de questões.

 

Quanto ao Governo, é bom nem sequer falar. Depois de ter ameaçado com novas medidas de austeridade, vai amanhã em procissão, com a corda ao pescoço qual Egas Moniz, implorar a ajuda da chancelerina alemã. E é a isto que estamos reduzidos depois de todas as medidas de austeridade que os portugueses sofreram.

 

Os políticos têm que perceber que a paciência dos cidadãos não é infinita. Se os que se encontram instalados não se mostram capazes de arranjar soluções para os problemas, o desespero alastrará. Ignorar os sinais da sociedade é péssimo. É preciso preparar eleições o mais rapidamente possível.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 20:17








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