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Não sabe se a História o absolverá.

Segunda-feira, 31.03.14

 

"A História me absolverá" corresponde a uma célebre alegação de defesa de Fidel Castro no julgamento de Moncada em 16 de Outubro de 1953 em que, em vez de terminar pedindo a sua absolvição pelo Tribunal como habitualmente fazem os advogados, terminou declarando irrelevante que os juízes proferissem a sua condenação, pois apenas lhe interessava a absolvição da  História: "Condenadme, no importa. La historia me absolverá". A repercussão causada por esse discurso seria o rastilho que levaria à revolução que derrubou Fulgencio Baptista.

 

Passos Coelho, pelos vistos, não se importa minimamente com a História, uma vez que perguntado se esperava a absolvição desta, respondeu com um singelo "não sei". Conclui-se assim que Fidel Castro pode ter atirado Cuba para o desastre, mas ao menos tinha convicções. Passos Coelho nem isso tem. A sua política resume-se assim a aplicar o Diktat germânico, qualquer que ele seja. Faz lembrar Groucho Marx: "Those are my principles, and if you don't like them... well, I have others."

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:47

O refeitório do Parlamento.

Segunda-feira, 31.03.14

 

Consta que na Casa da Democracia se come muito bem e a preços módicos. Talvez por esse motivo, é-nos relatado aqui que se verificou um "aumento inusitado de utentes" no acesso ao refeitório do Parlamento, o que obrigou a Assembleia a estabelecer novas e severas regras de acesso. Estranho é que a Assembleia não tenha simplesmente aplicado a velha lei da oferta e da procura, segundo a qual quando um bem é muito procurado, sobe-se o respectivo preço. Aqui o preço mantém-se, mas restringe-se o acesso aos utentes. Este comportamento do Parlamento totalmente contrário à lógica do mercado é espantoso nos dias de hoje, em que os mercados são reis e senhores. Como já aqui se ensaiou, é necessário realizar rapidamente um inquérito parlamentar em ordem a esclarecer esta inusitada alteração às regras do refeitório. Afinal, como diz o povo, ou comem todos ou haja moralidade.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:17

Mudança de hora.

Domingo, 30.03.14

 

Se há algo que eu detesto é esta disparatada mudança de hora, que não tem qualquer utilidade e é altamente prejudicial à saúde das pessoas, como esta notícia demonstra. Felizes os países que não alinham neste disparate de inventar uma hora de Verão no início da Primavera para depois voltar à hora de Inverno em pleno Outono. Até quando continuaremos a insistir numa coisa tão absurda?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:13

O candidato.

Sábado, 29.03.14

 

Esta entrevista constitui a demonstração acabada para quem tivesse dúvidas de que Durão Barroso não quer outra coisa do que ser candidato a Belém, e que tem o apoio do actual Governo para lá chegar. Há muito que se viam sinais nesse sentido. Primeiro foram as contínuas peregrinações de Passos Coelho a Bruxelas ou às sucessivas homenagens que Barroso ia recebendo pela Europa. Depois foi a sucessiva ascensão de barrosistas no PSD e a sua inclusão no Governo, onde até o antigo chefe de gabinete de Barroso foi feito secretário de Estado e conservado depois do desastre comunicativo desta semana. E finalmente ocorreu a tentativa de rejeitar logo no Congresso a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, que este habilmente desmontou com uma intervenção que pode ter tocado o coração dos militantes mas manifestamente não conseguiu convencer Passos Coelho.

 

O problema de Durão Barroso é que o seu abandono em 2004 e a sua desastrada actuação na comissão europeia causou tão profunda irritação nos portugueses que ele sabe que não tem a mínima hipótese de ser eleito, mesmo com o apoio do PSD e do CDS. Ensaiou por isso uma estratégia simples. As sondagens demonstram que o PS vai vencer as próximas eleições, mas não terá maioria para governar. Como não é credível que o PS se alie ao PCP ou ao BE e com o CDS não deve ter condições para formar maioria, atento o previsível castigo que os pensionistas, seu eleitorado tradicional, lhe vão aplicar, resta apenas o PSD para formar governo com o PS. Ora, como se sabe que Passos Coelho não sobreviveria a uma derrota eleitoral, o que Durão está a dizer publicamente a António José Seguro é que neste momento, com os seus homens em lugares-chave, já tem o partido na mão e que oferece o apoio do PSD a um governo PS a troco de um apoio do PS nas presidenciais. Assim já conseguiria ser eleito como os exemplos históricos têm demonstrado em relação a um candidato apoiado pelos dois maiores partidos. Eanes teve 61% dos votos em 1976 e Soares 70% dos votos em 1991. Apoiado pelos dois maiores partidos, e até eventualmente pelo CDS, Durão Barroso teria seguramente muito menos votos, mas os suficientes para ser eleito. Aliás, já começou na entrevista a inverter o discurso, proclamando a sua paixão pelo país, a sua simpatia pelas classes sacrificadas e a declarar ter avisado Passos de havia limites para esta política, tudo a contrastar com as suas anteriores declarações de que que estaria o caldo entornado se o país não aplicasse as medidas de austeridade que lhe foram exigidas.

 

Resta saber apenas duas coisas: o que pensam do negócio que hoje é proposto por Barroso os militantes do PS e do PSD. Palpita-me que a resposta não vai ser do agrado dele.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:50

Ucrânia: a irresponsabilidade europeia.

Quinta-feira, 27.03.14

 

Ao contrário do que sustenta o Pedro Correia, parece-me evidente, como aqui escrevi, que o comportamento da União Europeia na crise ucraniana foi de uma gigantesca irresponsabilidade, especialmente devido à excessiva influência alemã na Europa. Como é óbvio, tal não implica considerar que a Rússia não tenha sido agressora neste âmbito, mas quem conhecesse um mínimo de lógica geopolítica sabia que isso iria acontecer e poderia e deveria tê-lo evitado. É isso o que se faz todos os dias na arena internacional onde, por muito que gostássemos, as coisas não são a preto e branco, e todos sabem que não se pode alterar o status quo sem haver consequências, podendo as coisas ficar muito piores.

 

Kissinger referiu que, durante a presidência de Nixon, os EUA foram avisados pela URSS de que poderia haver um litígio com a China. Em linguagem diplomática, isso significa que preparavam uma guerra, tendo tido a imediata resposta de que os EUA não ficariam indiferentes perante um ataque à China, o que levou a que a guerra não tivesse ocorrido. Em 1990 Saddam Hussein perguntou à embaixadora dos EUA o que pensava de um litígio entre o Iraque e o Kuwait tendo tido como resposta de que os EUA não tinham opinião sobre litígios entre países árabes. Naturalmente que o Kuwait foi invadido e os EUA viram-se obrigados a travar uma guerra com muitos mais custos neste âmbito.

 

Hoje sabe-se que os EUA, depois da crise e com a presidência Obama, deixaram de estar disponíveis para ser o polícia do mundo. Sabe-se também que a dissolução da URSS criou um seriíssimo problema de populações russas espalhadas pelas antigas repúblicas soviéticas, cuja protecção foi assumida por Moscovo, e que têm vivido de forma mais ou menos autónoma em relação ao país onde estão. Quando em 2008 a Geórgia decidiu ocupar pela força as suas regiões da Ossétia do Sul e da Abkházia, de maioria russa, teve imediatamente uma invasão da Rússia, tendo ficado bem claro para todos que a Rússia não deixaria de agir em defesa das suas populações, estivessem elas onde estivessem. E argumentar que a maioria era outra antes das deportações da época soviética, como sucedia com os tártaros na Crimeia, é anunciar que pode haver novas deportações, agora de russos. Só que não é possível fazê-lo sem entrar em guerra com a Rússia, como esta já deixou bem claro.

 

Todos sabiam isto quando começou a crise ucraniana. Ora, Ianukovich podia ser um bandido, mas fora eleito democraticamente, com os votos das populações russas, podendo ter sido substituído nas eleições subsequentes. Apenas porque ele tomou a decisão de não assinar o acordo com a União Europeia, foi deposto num putsch à antiga, e substituído por um governo de extremistas, formado na Praça Maidan, que declarou ilegal o uso da língua russa no país. Como é óbvio, esta atitude poderia atirar a Ucrânia para a guerra civil, pois é claramente uma declaração de guerra aos russófonos, dizendo-lhe que os seus votos já não contam pois o governo passa a ser eleito na praça. Alguém imagina que as populações russas não reagiriam e que a Rússia ficaria quieta? Imagine-se o que teria sido se em Portugal em 1975 dissessem ao resto do país que os governos iam passar a ser formados por uma manifestação de extremistas no Terreiro do Paço. O norte do país não aceitaria e o leste da Ucrânia também hoje não o admite, como se vê por esta manifestação em Donetsk.

 

O bom senso implicaria que a União Europeia tivesse imediatamente dito que o novo governo não era reconhecido e que só assinaria o acordo de associação com um governo democraticamente eleito por todo o país. Foram a correr reconhecer o novo Governo, prometeram mundos e fundos aos novos governantes, e já assinaram o acordo, só que já não sabem com que Ucrânia. É por isso evidente que a actuação europeia foi de uma enorme irresponsabilidade. Se isso não desculpa a invasão russa, também não deve levar a que não se apurem as responsabilidades europeias por este desastre. Desastre de que ainda só vimos o princípio, pois parece-me que a procissão ainda vai no adro. 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:06

Um país sem soberania.

Quinta-feira, 20.03.14

 

Se há coisa que me revolta profundamente é o estado a que se deixou chegar a soberania nacional num país com oito séculos de história. No dia em que na Europa se assiste à emergência de nações a reclamarem a independência, como a Escócia no Reino Unido, ou a Catalunha na nossa vizinha Espanha, Portugal afunda-se completamente, não parecendo capaz de tomar qualquer decisão soberana. Basta alguém sequer aventar essa hipótese, como sucedeu com o manifesto dos 74, hoje cada vez com mais apoios, para ser imediatamente acusado de crime de lesa-majestade, por indispor os verdadeiros soberanos, neste caso os credores. Como já aqui escrevi, esta situação começa a parecer-se com o fim do Estado Novo.

 

Os nossos governantes passaram a dedicar-se exclusivamente à encenação. O actual Primeiro-Ministro, numa prática inaugurada pelo seu antecessor, passou a ir a despacho a Berlim, o que considera um acto de grande soberania. De lá, ao lado da verdadeira soberana, pretende convencer-nos que a Alemanha aguarda com expectativa a decisão do Governo Português, e que a apoiará qualquer que ela seja. Como se nós não tivéssemos percebido que a decisão já foi tomada pela chancelerina alemã, e que o Governo se limitará a executá-la. Porque se não o fizesse, nas imortais palavras do outro, estaria o caldo entornado. Vai estar de qualquer maneira, mas para quem conta isso pouco importa.

 

Mas a encenação mais grave foi a do Presidente na sua comunicação de ontem. Pretendeu, em primeiro lugar, convencer-nos que, depois de uma audição aos partidos políticos, tinha decidido marcar a data das eleições europeias para 25 de Maio. Como se nós não soubéssemos que essas eleições estão marcadas pelo Conselho Europeu desde 14 de Junho passado, só podendo os Estados-Membros decidir sobre se se realizam entre a quinta-feira e o domingo, sendo que o Reino Unido opta habitualmente pelo primeiro dia e os restantes Estados-Membros pelo último. Em segundo lugar o Presidente, numa nova versão de que a pátria não se discute, pede aos partidos políticos que apenas discutam os temas europeus e não os nacionais. Estou mesmo a imaginar um debate entre os portugueses sobre se o melhor presidente da Comissão será Alexis Tsipras, Martin Schulz, Guy Verhofstadt, ou Jean-Claude Juncker. Depois o Presidente pede aos portugueses que sejam bem comportados, e evitem crispações, para não prejudicar os "futuros consensos", que naturalmente outros se encarregarão de decretar. E finalmente o Presidente termina dizendo que o futuro da Europa é o futuro de Portugal. Esta frase lapidar significa apenas que o país já não tem futuro. Como num prefácio recente o Presidente fez questão de explicar.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:26

E depois da Crimeia?

Domingo, 16.03.14

 

Seguramente que, no final do dia de hoje, Putin dirá que a Crimeia já cá canta e agora seguir-se-á o resto, ou seja, o leste da Ucrânia, a Transnístria, e se calhar até territórios dos estados bálticos que lhe permitam o acesso terrestre a Kaliningrad, a antiga Königsberg. Já alguém disse que o mal da Europa era ter demasiada história para tão pouca geografia. Eu digo que neste momento o mal da Europa é ter-se transformado numa plutocracia, em que os mercados são reis e senhores e os governos estão nas mãos do poder financeiro. Foi por isso que a resposta pífia da Europa ao avanço russo passou apenas por ameaçar a Rússia com sanções económicas. Putin ri-se das sanções económicas. Não só é a maior parte da Europa que está dependente do gás russo como, ao contrário do que sucede no ocidente, Putin não se deixa influenciar pelo poder financeiro. Pelo contrário, os milionários russos sabem que só serão milionários enquanto Putin quiser. Basta ele não querer para que surja qualquer acusação criminal que lhes tirará a fortuna toda, se não forem mesmo atirados para a prisão. É por isso que a Europa nada pode contra Putin. Quanto aos Estados Unidos, desde a presidência de Obama que voltaram a um cíclico isolacionismo, o qual já pagaram muito caro em ocasiões anteriores. Já a ONU, será naturalmente paralisada pelo veto russo. Putin tem assim o caminho livre para reconstituir o império russo. Resta saber se será o único. Depois da vitória russa, será que a China não encarará isto como um precedente que lhe permita avançar também para Taiwan? Quando se começa a ceder, nunca se sabe onde as cedências param.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:44

O contra-ataque.

Sexta-feira, 14.03.14

 

Houve dezenas de manifestos nos últimos tempos por tudo e mais alguma coisa. Poucos ligaram a eles, por muito justificados que fossem. O manifesto pela reestruturação da dívida causou, porém, um coro de reacções indignadas, desde o Primeiro-Ministro ao Presidente da República, levando até à demissão de consultores da Presidência. Agora até o Secretário de Estado Carlos Moedas se vê obrigado a abjurar anteriores declarações suas no mesmo sentido. Pelo caminho, tivemos argumentações inqualificáveis como esta carta a uma geração errada por parte de alguém que, apesar de ter quase 50 anos, se julga um jovem promissor, pronto a elaborar um programa de governo, e que defende por isso que tudo não passa de um conflito de gerações. 

 

Porque é que ocorreu este contra-ataque? Porque o manifesto diz o que é óbvio e toda a gente sabe, mas os actuais governantes não querem assumir, preferindo viver numa realidade virtual. Em lugar de os seus apoiantes apresentarem ataques ad hominem contra os autores do manifesto, eu gostaria de ter visto era alguém demonstrar com argumentos convincentes que esta dívida é sustentável. Eu, não sendo especialista na área, leio este estudo de David Salanic e fico com a certeza absoluta de que a reestruturação da dívida é inevitável. E por muitos Moedas que surjam a abjurar as suas anteriores declarações, parece-me sempre ouvir ao mesmo tempo eppur si muove.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:29

Delito de opinião.

Quarta-feira, 12.03.14

 

Vítor Martins e Sevinate Pinto acabam de ser exonerados das suas funções por Cavaco em virtude de defenderem a reestruturação da dívida. Ficamos a saber que em Portugal há opiniões que não se podem ter. Toda a gente sabe que a dívida é impagável, mas não se pode falar da sua reestruturação. Os nossos credores podiam-se ofender e aí, como disse o outro, teríamos o caldo entornado. O país deixou de ser soberano e já não temos o governo do povo, pelo povo e para o povo, como proclamava Lincoln. O nosso governo é hoje o governo dos credores, pelos credores e para os credores. E até a liberdade de expressão em Portugal deixou de ser tolerada. Futuramente, em vez de se falar da reestruturação da dívida, falar-se-á da medida cujo nome não pode ser pronunciado. Resta saber por quanto tempo. 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 19:40

A reestruturação da dívida.

Terça-feira, 11.03.14

 

Antes desta polémica sobre a reestruturação da dívida já tinha aqui escrito que se alguém acreditasse que era realizável a proposta de Cavaco para reduzir a dívida para 60% do PIB até 2035 bem podia acreditar no Pai Natal. Não admira, por isso, que logo a seguir ao conto de fadas por ele redigido, tenha de imediato surgido um manifesto de notáveis a propor a reestruturação da dívida. O que espanta na lista de nomes é lá se encontrarem pessoas muito próximas de Cavaco, o que mostra que nem no seu círculo restrito se encontra alguém disposto a acreditar nessas contas. Na verdade, já alguém me tinha dito textualmente o seguinte: "É um erro pensar que Portugal pode alguma vez pagar esta dívida. Nós não vamos pagar coisíssima nenhuma. Por isso a estratégia é mesmo a de ir sucessivamente apertando o cinto às pessoas, para no fim dizer aos credores que lamentamos, mas não temos nada mais que os ossos para lhes entregar". No fundo, é o mesmo que está a suceder na Grécia só que forma mais lenta.

 

Perante esta óbvia estratégia, não admira que Passos Coelho tenha ficado furioso com o manifesto, acusando os notáveis de "irrealismo" e de "porem em causa o financiamento do país". Se a tão apreciada queda dos juros vai abaixo com qualquer manifesto de notáveis, é evidente que nada disto é sustentável, como a breve trecho se verá. O Governo bem pode anunciar aos quatro ventos uma saída limpa. Quem percebe do assunto já se apercebeu do que se passa, como se pode ver aqui e aqui. Cedo ou tarde, o que Portugal vai ter será mesmo uma saída muito suja.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 16:58


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