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Isto ainda agora começou.

Terça-feira, 30.06.15

Esta entrevista de José Sócrates é um tiro mortal em António Costa, precisamente na pior altura, quando lhe começam a cair em cima os estilhaços da crise grega, depois do seu irresponsável apoio ao Syriza. Sócrates diz: "Não esperem de mim, em período pré-eleitoral, qualquer palavra que possa prejudicar a liderança do PS. Até porque me ficaria mal". Mas imediatamente a seguir responde à tentativa de António Costa de desligar o PS da sua prisão com uma frase lapidar: "É muito frequente ser difícil distinguir o discurso da responsabilidade do da covardia e da rendição". É assim evidente que Sócrates vai fazer António Costa pagar caro a sua tentativa de colocar o PS num assento etéreo acima de Sócrates. É por isso que Sócrates responde à pergunta sobre se a política para ele acabou com outra resposta elucidativa: "Isto ainda agora começou". Que não haja dúvidas a esse respeito.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:51

Crisis? What crisis?

Segunda-feira, 29.06.15

 

Cavaco: "Se a Grécia sair ficam 18".

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publicado por Luís Menezes Leitão às 19:44

Valha-nos Santa Apolónia!

Terça-feira, 23.06.15

 

Há muito tempo que critico as ideias delirantes de quem governa Lisboa, que não tem a mínima ideia do que é a gestão de uma cidade e que, em vez de se preocupar com o lixo e com os buracos nas ruas, só avança com propostas para impedir a circulação dos transportes, a benefício das bicicletas e dos passeantes. Já há muito que tinha aqui criticado o disparate que se fez no Marquês, e cada vez que lá passo amaldiçoo quem teve a ideia peregrina de substituir uma rotunda onde se circulava por duas que se entrecruzam e por isso não se circula, ficando os carros  amontoados em frente a semáforos. 

 

Mas depois do transporte automóvel, agora chegou a vez do transporte ferroviário e a Câmara de Lisboa propõe-se trocar a estação de Santa Apolónia por um jardim. Só quem não percebe a importância do transporte ferroviário se pode lembrar de encerrar a terceira estação do país, com três milhões de passageiros por ano, para a substituir por um jardim, que provavelmente deve depois ficar tão bem tratado como o jardim do Torel, abusivamente transformado em "praia urbana". E tudo isto, segundo se diz, para favorecer o transporte fluvial e as sempres estimáveis bicicletas. Calcula-se por isso que em lugar do comboio, os visitantes de Lisboa e as pessoas que aqui trabalham, devam antes usar o Tejo para chegar de barco a remos, ou vir de bicicleta a partir do Porto ou do Algarve. 

 

Há limites para o disparate. Até quando os lisboetas vão continuar sujeitos a estes delírios da sua Câmara Municipal?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:09

A grande ilusão.

Domingo, 21.06.15

 

António Costa acusa Passos Coelho de criar a ilusão de que o país está melhor. Trata-se de uma ilusão tão grande que até António Costa foi iludido. Afinal não foi ele que há quatro meses foi dizer à comunidade chinesa que Portugal está melhor hoje do que há quatro anos? Mas António Costa não é ilusionista e por isso não faz promessas que não pode cumprir, como a abolição ou redução das portagens na via do Infante. António Costa limitou-se a descobrir a solução para a crise. A solução não está nem "na saída do euro, nem na prossecução da austeridade". Está na "coesão e convergência das economias europeias". Acho que o Syriza fez mais ou menos a mesma promessa, de que iria abolir a austeridade sem sair do euro, apostando na coesão e convergência dos restantes países europeus. Os quais, diga-se de passagem, não lhe têm faltado com o seu apoio nesta fase crítica.

 

Mas António Costa tem todas as garantias para conseguir ter sucesso nas suas promessas eleitorais. Para isso conta com o seu candidato presidencial que já avisou que, se for eleito (longe vá o agoiro), vai exigir que as promessas eleitorais sejam cumpridas. Isto porque, como bem salienta o candidato, "um Presidente da República pode exigir que as promessas sejam cumpridas. Pode exigir e vigiar e se entender que as promessas não estão a ser cumpridas, deve usar todos os meios ao seu dispor para encetar uma renovação política". Ficamos assim a saber que Sampaio de Nóvoa admite demitir o governo e dissolver a assembleia, se chegar à conclusão que as promessas feitas na campanha não estão a ser cumpridas. Se calhar alguém já lhe chamou a atenção de que a assembleia pode nesse caso renovar a confiança no governo, ou o país reeleger novamente o mesmo partido, caso em que ao presidente só resta renunciar ao cargo. Mas isso não preocupa nada o candidato. "Serei um Presidente da República despojado porque não tenho nenhuma carreira política ou outra qualquer pela frente. Não hesitarei nunca em tomar as decisões que eu ache que devem ser tomadas”. Teríamos assim um Presidente cheio de iniciativa. Como o próprio assume: "Todos os dias acordarei a pensar e a mobilizar os portugueses para as grandes causas”.

 

Estes dois precisam rapidamente de um profundo mergulho na realidade.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:06

O último a rir.

Sexta-feira, 19.06.15

 

Em oito meses, o PS de Costa é apanhado pela coligação.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:35

Sobre o joelho.

Quinta-feira, 18.06.15

A Grécia precisa urgentemente  de um empréstimo de 7,2 mil milhões de euros. Já declarou que não vai pagar os empréstimos que lhe foram concedidos pelo FMI. Apesar disso, acha que os credores lhe vão fazer esse empréstimo, sem se comprometer com quaisquer reformas que sejam. Tudo graças ao seu brilhante Ministro das Finanças, que antes era um "economista acidental" e agora é um "político relutante". Tão relutante que nem sequer está apegado ao seu gabinete, preferindo assumir-se como a estrela mediática que é, e passear de mota e casaco de couro. Mas o Ministro das Finanças fala a verdade, ao assumir que "a Grécia não precisa de liquidez, está é insolvente. E não há empréstimo que a cure". Mas então o que pode salvar a Grécia? Não é o investimento dos outros, mas "a generosidade do espírito". O Ministro das Finanças grego é um optimista e até acha que vai "consertar o euro". Deve ser isso o que está fazer, sentado no chão do parlamento grego a trabalhar sobre o joelho. Porque de facto o que a sua actuação tem demonstrado ao longo destes meses é o seu total amadorismo e a sua absoluta impreparação, que os gregos vão pagar caro. E então o "político relutante" voltará calmamente aos meios académicos, deixando atrás de si uma verdadeira tragédia grega. A política é uma coisa demasiado séria para ser entregue a amadores.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:41

Jeb 2016

Terça-feira, 16.06.15

 

Há um livro de Michael Moore, Dude, Where's my Country?, publicado em 2003, que constitui uma sátira feroz à presidência de George W. Bush. Há uma cena em que ele se imagina no futuro, a ser interrogado pela sua bisneta, ironicamente denominada Ann Coulter Moore, que lhe pergunta como foi possível terem deixado acabar o petróleo no mundo. O bisavô Moore responde que tal resultou de uma política enérgica errada dos EUA, mas que não se lembrava se a mesma tinha sido tomada no mandato do segundo ou do terceiro Bush, estando, porém, seguro que já não tinha sido no tempo do quarto Bush. Conclui dizendo: "O culpado foi um desses Bush que nós estávamos sempre a eleger".

 

Há muito que na América se sabe que o candidato mais forte da dinastia Bush é Jeb Bush, que já tinha voluntariamente recuado em 2000 para permitir ao seu irmão George Walker assumir a presidência. O desastre que foi o mandato deste levou-o a guardar-se para o futuro, pois percebeu que não tinha quaisquer condições de suceder directamente ao irmão. Em 2008, desde o seu primeiro discurso no Iowa, que se percebeu que Obama seria imbatível nas eleições. Mas a presidência de Obama está a acabar e Jeb Bush assume assim finalmente a candidatura que todos na América esperavam.

 

Obama foi indiscutivelmente um bom presidente, mas tem um grande calcanhar de Aquiles na política externa. No seu mandato apostou no isolacionismo americano, o que o levou a perder completamente o controlo sobre o mundo árabe, tendo hoje o Estado Islâmico a ocupar um grande território no médio oriente. Para além disso, assistiu pacificamente à ascensão da Rússia como potência regional, que assumiu uma vocação expansionista que não tinha desde os tempos da guerra fria.

 

Curiosamente, a Obama pretende suceder Hillary Clinton, que não é uma candidata muito apreciada pelos americanos. Teve um papel muito controverso como primeira dama, não fez nada de relevo como senadora de New York e não conseguiu bater Obama nas primárias de 2008. Foi depois por este recompensada com o cargo de Secretária de Estado, mas não se se desembaraçou bem do cargo, já que, como se referiu, foi na política externa que Obama foi mais fraco. Não por acaso, abandonou o cargo no segundo mandato de Obama, para se resguardar para as presidenciais.

 

Tudo indica que iremos assim assistir a um segundo duelo Clinton-Bush. Mas, ao contrário do que aconteceu com Bill Clinton e George Bush pai, desta vez não me parece que Hillary Clinton tenha qualquer hipótese de bater Jeb Bush. Depois de ver esta campanha, fiquei seguro de que é este o próximo Presidente dos Estados Unidos.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:27

Merkel de braços abertos.

Segunda-feira, 08.06.15

A fazer lembrar a Música no Coração.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 19:27

Uma campanha alegre.

Terça-feira, 02.06.15

Não consigo resistir ao bom humor que provoca a pré-campanha de Sampaio da Nóvoa. Agora teve uma intervenção no Comedy Lisboa, que de facto pelas notícias mais parecia uma stand up comedy do que uma sessão política.

 

O candidato apresentou três ideias, qual delas a mais absurda. A primeira ideia é aproveitar "os movimentos de renovação artística" para inspirar uma mudança profunda. Segundo o candidato, “andamos o tempo todo a ouvir os mesmos, a falar com os mesmos". Por isso, o debate público faz-se com as “ideias de sempre, um bocadinho gastas” o que deixa os portugueses “prisioneiros de um pensamento que vem de trás”. Por isso, Nóvoa defende que “é preciso chamar pessoas improváveis e grupos improváveis”. Já sabemos assim que se for eleito Presidente, Nóvoa formará um governo de improváveis. Resta saber como é que esse governo passa na Assembleia...

 

A segunda ideia resume-se numa frase: “Portugal tem tudo para ser um país diferente”. Isto de ideia não tem nada, mas é capaz de ser bem verdade. Se Nóvoa fosse eleito, Portugal seria de facto um país muito diferente, gerido pelos tais improváveis. Arrisca-se a não fica pedra sobre pedra.

 

E para demonstrar que Nóvoa nada aprendeu com a quase-bancarrota nacional, defende "investimentos estratégicos continuados, sustentados”, criticou os “últimos quatro anos” em tudo parece ter parado. “Se eu num determinado momento da minha vida venho para a política é por não aceitar esse corte na escola, na educação, nas artes, na segurança social”.

 

Aqui até os apoiantes de Nóvoa vacilaram. Uma apoiante achou que ele seria melhor candidato a primeiro-ministro. Outro apoiante, Elísio Summavielle, que fora responsável pela cultura nos tempos de Sócrates, e portanto um dos autores dos cortes que Nóvoa tanto critica, achou que ele tinha que se deixar de conversas e passar à campanha, designadamente aos outdoors. Sugeriu até que ele fosse como Soares à Marinha Grande sujeitar-se a "duas bofetadas". Imaginar Nóvoa a ser atacado na Marinha Grande, ele que é de uma esquerda ainda mais radical que os operários que lá andam, é de facto o non sense político absoluto.

 

Mas o candidato rejeita manobras eleiçoeiras deste género e até diz: "Eu não quero a minha cara nos outdoors". Mais vale tirá-la também dos boletins de voto.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:12








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