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Um crime.

Quarta-feira, 29.07.15

A esquerda nacional andava deslumbrada com Tsipras e Varoufakis. Como quando se zangam as comadres, sabem-se as verdades, ficou agora claro o que esses dois andavam a arquitectar desde o início: a saída do euro. Se a medida em si é legítima, parece óbvio que os meios não o eram. Estava em causa fazer um ataque informático à autoridade tributária, apreender as reservas em euros do banco central, que é independente do governo, e se necessário prender o seu governador. Temos aqui medidas ao puro estilo do PREC, que é o que actualmente se vive na Grécia. Isto em política tem um nome: golpe de Estado. E o mesmo é um crime em qualquer país do mundo. O Ministro que chamava terroristas aos seus parceiros do Eurogrupo, afinal comportava-se como um verdadeiro terrorista. Não admira por isso que se multipliquem as acções contra ele na Grécia. Mas se Varoufakis vier a ser preso, já se sabe que iremos ter uma peregrinação internacional de apoiantes a protestar, e a qualificá-lo como preso político. Coisa que nunca aconteceria ao desgraçado do governador do banco central, se por acaso o golpe de Estado tivesse tido sucesso. Como salientava Orwell, há sempre uns mais iguais que outros.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 06:52

O cavalo de Tróia do euro.

Segunda-feira, 27.07.15

Há dias escrevi aqui que me parecia que a situação na Grécia tinha atingido uma irracionalidade de tal ordem, que não se sabia o que o governo grego pretendia. O tempo levou a descobrir que, com ou mais ou menos planos rocambolescos, o que ele pretendeu desde o início foi a saída do euro e o regresso ao dracma. Tsipras parece por isso Hamlet, de quem se dizia que estava numa verdadeira loucura, mas havia método nisso ("Though this be madness, yet there is method in't").

 

Efectivamente, Atenas só não saiu do euro porque não teve apoio externo para o fazer. O problema de um país adoptar uma moeda própria é que ninguém a aceita no estrangeiro. Por isso, em ordem a poder manter o pagamento dos bens importados, esse país tem que antes de tudo ter uma reserva grande de divisas. Ora, a Grécia não tinha quaisquer reservas. Correu por isso literalmente seca e meca para as arranjar. Tsipras pediu auxílio aos EUA, à Rússia, à China e até ao Irão, para obter um financiamento que lhe permitisse sair do euro. De todos estes países ouviu um sonoro e terminante não. Pode haver desavenças com a Europa, mas a nenhum destes Estados interessava contribuir para o colapso da zona euro. Por isso Krugman, um dos maiores apoiantes do Grexit, acabou a chamar incompetente ao governo grego.

 

Rejeitado por todos, Tsipras voltou, qual filho pródigo, para os braços do Eurogrupo. Mas voltou sem qualquer convicção, referindo que um dia a batalha vai dar frutos. Parece que estamos assim perante a velha estratégia leninista de dar dois passos atrás para dar um passo em frente.

 

Em qualquer caso, não parece que as feridas tenham ficado minimamente saradas e que Tsipras tenha desistido dos seus intentos. A Grécia é por isso hoje o cavalo de Tróia do euro, de onde os seus soldados estão preparados para sair a qualquer momento, voltando a fazer colapsar a cidadela.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:09

O sarilho do PS.

Sexta-feira, 24.07.15

Há uma coisa que sempre admirei em António Costa: a sua enorme capacidade para ter boa imprensa. Era praticamente impossível algum líder do PS arranjar semelhante sarilho com as listas de deputados do seu partido, e com o seu candidato presidencial, e contar com um silêncio total na comunicação social. Imagine-se o que não se diria de António José Seguro se tivesse provocado uma confusão semelhante num partido que deveria estar totalmente unido nas vésperas do combate eleitoral mais importante dos próximos anos.

 

Os critérios de António Costa para compor as listas do seu partido são elucidativos. Diz que fez uma "renovação geracional", mas a mesma passa por chamar antigos líderes da JS, que obviamente hoje nada têm de jovens. Apresenta, no entanto, alguns professores universitários, cuja experiência política é absolutamente nenhuma, e dos quais nada se espera no parlamento, mas que servirão para dar uma imagem mais técnica a um partido cujas propostas políticas parecem muito pouco ponderadas. Mas o essencial é ajustar contas internas. Os seguristas sofreram uma razia total de tal forma que nem a Presidente das Mulheres Socialistas consta das listas, o que já a levou a apresentar a sua demissão do cargo. Também António Galamba foi corrido das listas, o que o levou a escrever este artigo arrasador para António Costa.

 

Mas se António Costa procurou ajustar contas com os apoiantes de Seguro, curiosamente também não poupou os seus próprios apoiantes, os socráticos, que foram o seu principal esteio para derrubar Seguro. Tenho vindo a defender que o derrube de Seguro foi uma estratégia conjunta de José Sócrates e António Costa, uma vez que o primeiro queria ser candidato presidencial, o que Seguro nunca permitiria. Mas mal Sócrates foi preso, nas vésperas do congresso que o deveria entronizar como candidato presidencial, Costa largou-o e agora pretende criar uma espécie de chinese wall em torno dos seus apoiantes. E chega ao ponto de criticar o governo de Sócrates, esquecendo-se de que era o número 2 desse governo e que a recuperação do passado de Sócrates foi um dos pontos essenciais da sua candidatura à liderança.

 

A demonstração da confusão com que Costa encara as listas é também exemplificada no episódio Maria do Rosário Gama. Costa tem propostas eleitorais completamente absurdas, como delapidar 10% do Fundo de Estabilização da Segurança Social e baixar a TSU. Compreendendo que tal arrasaria definitivamente a Segurança Social, Maria do Rosário Gama opôs-se a essas propostas. Logo a seguir António Costa indicou-a, porém, publicamente como candidata a deputada, o que esta compreensivelmente rejeitou. Na verdade, passa pela cabeça de alguém com o mínimo de bom senso indicar como deputado quem não se revê no programa eleitoral do partido?

 

O outro ponto em que António Costa insiste num desastre total é o seu apoio a Sampaio da Nóvoa. Maria de Belém ainda não anunciou qualquer candidatura e já está nas sondagens à frente desse candidato que, mesmo que dê trinta vezes a volta a Portugal, não tem a mínima hipótese de ser eleito. Mas Maria de Belém foi presidente do PS nos tempos de Seguro, o que justifica que Costa continue a preferir Nóvoa, apenas para tapar o caminho à ala segurista do PS.

 

Está à vista que a única coisa que Costa conseguiu ao derrubar Seguro foi arranjar ao PS um sarilho monumental. Como já se está a ver e irá ver-se seguramente nas próximas eleições.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:07

A saída da Alemanha do euro.

Sábado, 18.07.15

 

Num texto mais abaixo, o Sérgio Almeida Correia cita um autor a defender a saída da Alemanha do euro. Essa hipótese já tem barbas, sendo desde 2013 defendida na Alemanha pelo partido Alternativ für Deutschland. Há, por isso, um forte receio que um dia os alemães se fartem mesmo da irresponsabilidade orçamental dos países do Sul e abandonem o euro.

 

É por isso que para aliviar consciências se sugere que seria bom para o euro a saída da Alemanha, uma vez que levaria a uma depreciação da moeda europeia, que hoje é considerada demasiado forte para os países do Sul. Só que as consequências económicas do Germanexit seriam desastrosas, fazendo o Grexit parecer uma brincadeira de crianças. Basta ver que a Alemanha é a quarta economia do mundo e, se esta abandonasse a zona euro, a moeda perderia o seu principal sustentáculo, desencadeando uma forte apreciação do novo marco e uma inflação geral em toda a zona euro sobrante. Por isso, os restantes países do Norte sairiam também a correr da moeda única, que se transformaria assim na moeda descredibilizada do Sul da Europa, aumentando ainda mais a inflação nessa zona. Enquanto que o Grexit geraria inflação apenas na Grécia, o Germanexit provocaria uma inflação galopante em todos os outros países que permanecessem no euro.

 

Um dia assisti a uma conferência de um professor de economia em Dublin sobre as dificuldades que a Irlanda tinha com o euro, defendendo ele, porém, que, apesar disso, se devia manter na moeda única. Pedi-lhe então que contemplasse a hipótese de ser a Alemanha a decidir abandonar o euro. A resposta dele foi elucidativa. Simplesmente, benzeu-se.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:08

Uma campanha alegre (3).

Sábado, 18.07.15

A campanha presidencial de Alberto João Jardim vai de vento em popa. Como não podia deixar de ser, um dos principais pontos do programa de Jardim, caso venha a ser eleito Presidente da República, é o de estabelecer um referendo à Constituição. A solução tem precedentes históricos interessantes. O primeiro é o de Louis Bonaparte, o sobrinho de Napoleão, que depois de ser eleito presidente da república francesa, decidiu em 1851 abolir a constituição, recorrendo ao referendo, primeiro para estender o seu mandato presidencial e depois para se fazer coroar imperador, tendo reinado com o cognome de Napoleão III. Victor Hugo deu a essa iniciativa uma qualificação célebre, dizendo que depois de Napoleão I, o Grande, a França tinha passado a ter como imperador Napoleão III, o Pequeno. Em Portugal, Sá Carneiro também chegou a defender a possibilidade de uma revisão constitucional por referendo, mas nessa altura não se vivia numa democracia consolidada, uma vez que o país ainda estava sujeito à tutela militar do Conselho da Revolução. Hoje é expressamente previsto no art. 115º, nº4, d) da Constituição que não é admissível sujeitar a referendo alterações à Constituição. Por isso, o que Jardim está a anunciar na sua campanha presidencial é que promoverá um golpe de Estado se for eleito presidente. Mas a esse golpe de Estado assenta que nem uma luva, a análise de Karl Marx, precisamente no início da obra Der achtzehnte Brumaire des Louis Bonaparte (O 18 de Brumário de Louis Bonaparte): "Hegel observa em determinado lugar que todos os factos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. Esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa". Sobre esta campanha, há portanto que perguntar uma coisa. Será que algum dos candidatos faz a mínima ideia de quais são as funções presidenciais e qual o conteúdo do cargo a que se candidatam? É que é suposto que uma campanha presidencial sirva para algo diferente de provocar a hilaridade geral.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:40

Uma campanha alegre (2).

Quarta-feira, 15.07.15

 

Já tinha dito aqui que não consigo resistir ao bom humor que me provoca a candidatura presidencial de Sampaio da Nóvoa. Este, porém, ultimamente tem andado a perder a graça, especialmente desde que António Costa lhe tirou o tapete. Já perdi a conta à enésima vez que nos apresenta a sua comissão de honra, composta pelos três ex-presidentes da república, a que agora procura juntar algumas personalidades do PS, a ver se consegue disfarçar o abandono a que foi votado por parte deste partido. Não conseguiu, no entanto, levar Basílio Horta a apoiá-lo, o que não espanta. Basílio Horta conseguiu fazer um percurso extraordinário, tendo passado de candidato presidencial do CDS contra Mário Soares a compagnon de route do PS. Pedir-lhe, no entanto, que apoie Nóvoa já representa um sacrifício superior a tudo o que ele pode suportar.

 

Mas hoje a alegria da campanha vem do anúncio da candidatura de Alberto João Jardim à presidência. O anúncio é tão absurdo que me pergunto se não será mais uma manobra de Marcelo Rebelo de Sousa para travar o avanço de Rui Rio. Na verdade, Marcelo já recorreu a este golpe uma vez, quando quis travar a candidatura de Mota Amaral à presidência da república em 1985. Percebendo o risco de o PSD apoiar Mota Amaral, Marcelo convenceu Jardim de que ele poderia ser candidato presidencial e que o iria apoiar. E de facto, quando o Congresso estava a discutir a candidatura de Mota Amaral, Marcelo vai ao palanque e anuncia que lhe parecia que Mota Amaral era um candidato fraco e que, a optar por um líder regional, o PSD deveria escolher antes um candidato populista, como Alberto João Jardim. Para surpresa de Jardim, os congressistas desataram a rir às gargalhadas, e assim morreu a candidatura de Mota Amaral.

 

Hoje, no entanto, Jardim preocupou-se em arranjar um programa presidencial revolucionário, não por acaso chamado "Tomada da Bastilha". Nesse programa refere que "o Presidente é o chefe do Governo", mas que "não pode ser demitido pela Assembleia da República, salvo incapacidade física comprovada". Teríamos assim uma espécie de sistema presidencial, mas ao contrário do que neste sucede, o Parlamento não teria poder legislativo, mas antes "poderes de vetar os decretos-leis do executivo nas matérias a serem constitucionalmente expressas". Eis o mundo de pernas para o ar. Em vez de ser o presidente a vetar os actos legislativos do Parlamento, é este que veta os actos legislativos daquele e só nalgumas matérias. Resta perguntar porque é que o país elegeria deputados para fazerem tão pouco. 

 

Mas, se o Parlamento perde poderes legislativos, Jardim, como fervoroso adepto da regionalização, admite dar esses poderes a nove regiões com órgãos de governo próprio em que o país seria dividido, ficando apenas na alçada do Estado algumas poucas matérias. Teríamos assim que o país passaria a ter nove sistemas jurídicos diferentes, podendo, por exemplo, o cidadão ter um Código da Estrada diferente a cada 100km.

 

Ainda vamos rir muito com estas presidenciais. 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 18:12

Saída de sendeiro.

Terça-feira, 14.07.15

 

Depois de tantas bravatas, referendos, e discursos demagógicos, Tsipras acabou por se render à dura realidade, aceitando para a Grécia condições muito piores do que aquelas que tinha há seis meses. Graças ao Syriza, a Grécia deixou praticamente de ser um Estado soberano, não passando agora de um protectorado europeu, sendo obrigada a criar um fundo com os bens do seu Estado, que fica afecto como garantia aos credores. E o que choca é que esta alternativa é bem capaz de ser a menos má pois, se este acordo não fosse aceite, a Grécia seria obrigada a abandonar o euro, declarar a bancarrota e afundar-se numa inflação galopante.

 

Mas esta terrível situação por que os gregos agora passam, devido à irresponsabilidade do governo que elegeram, deveria servir de lição para os partidos de esquerda que em Portugal defendem políticas semelhantes, como desde sempre o Bloco de Esquerda e agora o PS de António Costa. É que quem quer defender o alívio da austeridade tem que estar preparado desde o início para propor aos eleitores a saída do euro, como aliás já o fazem o PCP e o MRPP. Porque dentro do euro não é possível qualquer fuga às suas regras, nem os outros Estados-membros aceitarão que permaneça no clube quem não as quer cumprir. E perante esta evidência não vale a pena contrapor a soberania nacional, e a vontade democrática do povo expressa num referendo convocado à pressão. É que só é soberano quem não precisa do dinheiro dos outros. Quem precisa, mais vale deixar-se de bravatas disparatadas. Porque corre-se o risco de às entradas de leão se seguirem as saídas de sendeiro. Como foi agora o caso do Syriza.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:35

O vencedor.

Sexta-feira, 10.07.15

Temos que reconhecer que Tsipras é um vencedor nato, tendo conseguido vergar totalmente os credores. Depois de inicialmente ter tido um sucesso retumbante ao conseguir que a troika se passasse a chamar as instituições, venceu estrondosamente o referendo que rejeitou um pacote de austeridade proposto pelo Eurogrupo. Com isto conseguiu aceitar agora um pacote de austeridade ainda pior. Como Tsipras sempre salientou "hoje a democracia vence o medo". Os gregos que o digam.

 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 13:33

Apocalypse now na Grécia.

Quarta-feira, 08.07.15

A princípio pensei que os sucessivos disparates que o governo grego ia fazendo resultavam pura e simplesmente de incompetência, que os gregos iriam pagar muito caro. Depois convenci-me que isto afinal era uma estratégia pensada desde o início para atirar a Grécia para fora do euro. Neste momento, a irracionalidade é de tal ordem que já nem sei o que pensar. Isto só me faz lembrar o diálogo entre o Coronel Kurt e o soldado que o persegue, no Apocalypse Now. O primeiro pergunta: "Are my methods unsound?". Ao que o outro responde: "I don´t see any method at all". E de facto não podemos encontrar qualquer método nisto, entendida a palavra no seu sentido epistemológico grego, methodos (μέθοδος), que significa literalmente "seguir um caminho", de metá (μετά), "a seguir", e hodós (οδός), "caminho". Na verdade, não se compreende minimamente qual o fim que visa o governo da Grécia e qual o caminho que se propõe seguir. O que vemos constantemente são passos erráticos que não se percebe aonde visam conduzir o povo grego.

 

Num dia o governo grego negoceia um acordo no Eurogrupo. No outro dia, logo que recebe uma proposta deste, propõe um referendo sobre a mesma, o qual é votado numa semana, e dá uma esmagadora vitória ao não. Durante a campanha, o Ministro das Finanças Varoufakis, ao mesmo tempo que chama terroristas aos seus parceiros do Eurogrupo, garante que, se o não vencer, consegue um acordo com eles em 24 horas. No dia seguinte à vitória do não, o vencedor Tsipras oferece a cabeça de Varoufakis numa bandeja ao Eurogrupo, substituindo-o pelo mais moderado Tsakalotos, em ordem a conseguir um rápido acordo com os pretensamente derrotados no referendo. 24 horas depois a mensagem é de desespero: a Grécia pede mais 7.000 milhões de euros em 48 horas, sendo pedida uma reunião de emergência do Eurogrupo. Mas o tal Tsakalotos chega a Bruxelas sem uma única proposta concreta, limitando-se a levar umas notas manuscritas em papel de hotel. E para isto obrigou 18 ministros das Finanças europeus a uma reunião urgente em Bruxelas, tendo alguns, como por exemplo o de Portugal e o da Lituânia, tido que se deslocar do outro extremo do continente para nada, e sendo por isso obrigados a marcar outra reunião. A menos que Tsakalotos signifique em grego "saca a tolos", não estou a ver como é que alguém pode esperar que lhe entreguem 7.000 milhões de euros desta maneira.

 

Há dias a saída da Grécia do euro era uma hipótese quase inverosímil. Hoje tornou-se uma probabilidade cada vez mais forte. Tsipras pode ter saído reforçado do referendo mas, como o Coronel Kurt do Apocalypse Now, pode passar a governar um país em cinzas. Porque se a Grécia sair do euro, numa bancarrota descontrolada, é esse o estado em que vai ficar.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:45

De novo o Dr. Doom.

Terça-feira, 07.07.15

Em 2013 quando tive ocasião de receber Roubini em Lisboa, ele fez uma previsão que achei muito mais arrepiante do que as preocupações que já então tínhamos com a crise grega, da qual na altura Portugal ainda não se dissociado claramente. A sua previsão foi a de que a China iria inevitavelmente cair, só não sabia se seria uma queda a pique ou uma aterragem suave. Pouco tempo depois em Davos repetiu essa previsão. Agora com a bolsa chinesa em queda imparável parece que os seus piores receios se confirmaram. Conforme diz a velha maldição chinesa, estamos manifestamente a viver em tempos interessantes.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 18:50


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