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O novo PREC do PS.

Sábado, 24.10.15

 

 PS promete "muralha de aço" erguida até segunda-feira. Lá no PS vão então todos começar a trautear esta música, agora integralmente dedicada ao camarada Costa.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:01

Em pratos limpos.

Sexta-feira, 23.10.15

Já considerei aqui que Cavaco tinha dado desnecessariamente a mão a António Costa quando apelou à formação de um governo maioritário, obrigando a coligação a fazer negociações com um PS que, com esta liderança, deixou de ser um partido credível. Se não o tivesse feito, nunca teríamos assistido a estas cenas ridículas de uma peça encenada, a fingir que não se conseguia progredir com a coligação, mas que se conseguia progredir com o PCP e o BE, que já tinham abandonado posições radicais e dado as mãos para formar um governo que iria respeitar a união europeia, o euro, o tratado orçamental e o pacto de estabilidade e crescimento. É evidente que nada disto era possível e Costa apresentou-se em Belém com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Nenhum dos outros partidos aceitou ir para o governo e a única coisa que António Costa conseguiu foi um compromisso de os outros partidos darem apoio parlamentar a um governo do PS, depois de chumbarem o governo da coligação.

 

Isto é precisamente a coligação negativa que António Costa tinha rejeitado na noite eleitoral, sendo certo que esse governo do PS cairia no momento em que propusesse a sua primeira medida de austeridade. Um político responsável nunca sujeitaria o país a um risco desses, mas António Costa parece julgar que ainda está a disputar eleições para a Associação Académica da Faculdade de Direito, querendo formar um governo em joguinhos infantis.

 

Na comunicação de ontem Cavaco Silva demonstrou-lhe, no entanto, que não vai pactuar com esses joguinhos e pôs tudo em pratos limpos. Não só indigitou Passos Coelho como primeiro-ministro, como avisou expressamente que não daria posse a um governo de esquerda. Por muito que se diga o contrário, no nosso sistema político o Presidente da República tem esse poder e está farto de o exercer. Eanes já rejeitou o governo Vítor Crespo e Soares o governo Vítor Constâncio, tendo ambos maioria no parlamento, sendo que a única vez em que o Presidente aceitou um governo que não tinha saído das eleições foi com Santana Lopes, e tanto se arrependeu de o ter feito, que seis meses depois estava a dissolver o parlamento. 

 

É claro que se pode contrapor que neste momento o Presidente não pode dissolver o parlamento, mas isso não o obriga a aceitar um governo que entende não ser credível, podendo manter perfeitamente em funções de gestão o governo anterior até que o novo Presidente recupere esses poderes. Neste quadro, bem podem PS, BE e PCP andar a berrar aos quatro ventos que têm um governo de maioria na assembleia, e rejeitar o governo nomeado, uma vez que só formam governo se o Presidente assim decidir. E, ao contrário do que diz Vital Moreira, na nossa história constitucional um governo de gestão já fez aprovar um orçamento no parlamento. Foi o que aconteceu quando Eanes recusou o governo de Vítor Crespo, após a demissão do governo de Balsemão, tendo dito na altura que iria aguardar que o parlamento aprovasse o orçamento antes de o dissolver, como efectivamente ocorreu. 

 

A saída mais provável disto é assim novas eleições a partir de 4 de Abril. O que me pergunto, no entanto, é o que leva o PS a insistir nesta deriva suicidária, sabendo que chegará esfrangalhado a essas eleições. O novo PS aparecerá aos eleitores como um partido de perdedores ressabiados, que terá como única bandeira constituir um governo de frente popular, baseado num acordo parlamentar risível, que não lhe dará um único voto ao centro, nem sequer o voto útil da esquerda. Irá o PS seguir António Costa nesta sua proposta de suicídio colectivo do partido? É o que iremos ver.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:31

Como se forma um governo (1).

Quinta-feira, 22.10.15

O Bloco de Esquerda revela quatros dos temas sobre os quais chegou a acordo com PS e PCP, para a formação de um governo estável: aborto, adopção, exames do primeiro ciclo e a entrega de hospitais às misericórdias. Numa sessão pública do partido, ontem à noite, Catarina Martins revelou ainda que vai contestar o tratado orçamental e que se fosse governo nacionalizava as empresas que foram privatizadas.

 

Parece assim que as reuniões técnicas entre o PS e o Bloco de Esquerda chegaram a bom porto e temos finalmente um acordo de governo. Calculo que esse acordo deve estar expresso nos cadernos e nos papéis que se vêem em cima da mesa e que demonstram que houve um trabalho exaustivo de muitas horas, que levou a que tudo tivesse sido discutido e acordado ao pormenor, como se vê pelo brilhante resultado alcançado.

 

Havendo acordo sobre o aborto, a adopção, os exames do primeiro ciclo, e a entrega de hopitais às misericórdias estão obviamente preenchidas todas as condições para que o governo possa imediatamente tomar posse e governar em paz e estabilidade durante quatro anos. Quanto ao tratado orçamental e à nacionalização das empresas privatizadas, são obviamente questões menores, a discutir futuramente em sede de conselho de ministros, quando o Bloco de Esquerda apresentar as suas propostas. Relativamente ao euro e aos limites do défice e da dívida, trata-se de assuntos que nem sequer merecem qualquer discussão. O importante é acabar rapidamente com a austeridade, que tem destruído o país, e irá naturalmente surgir o orçamento expansionista, que todos desejam.

 

De facto, com tão magnífico acordo de governo, para que é que Cavaco Silva há-de indigitar Passos Coelho primeiro-ministro? É uma verdadeira perda de tempo, quando o país está impaciente para que comece o espectáculo anunciado. Venha o governo estável da maioria de esquerda e depressa. Parece-me que ainda nos vamos divertir muito com ele. 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:08

Contributo do PCP para o programa de governo de António Costa.

Terça-feira, 20.10.15

PCP propõe em Bruxelas apoios a quem saia do euro.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 21:31

Regresso ao futuro do PREC.

Sábado, 17.10.15

No mês em que supostamente Marty McFly teria chegado ao futuro numa máquina do tempo (nós também chegámos e nem precisámos de máquina do tempo, só levámos mais trinta anos), sente-se cada vez mais o regresso ao PREC. Parece que de facto recuámos numa máquina do tempo quarenta anos e que 2015 é afinal 1975.

 

Voltámos ao velho tempo dos governos provisórios formados pelas vanguardas da classe operária que se estão nas tintas para os resultados eleitorais, e só almejam uma plataforma revolucionária. Vasco Gonçalves então proclamou que não poderia deixar que fossem perdidas em eleições as conquistas revolucionárias duramente obtidas pelo povo português. É assim que António Costa, que foi entrondosamente derrotado nas urnas, acha que pode afinal constituir um governo, só que será sempre um governo provisório, ainda mais fraco do que um governo de gestão.

 

Efectivamente, o PCP e o Bloco apenas garantiram ao PS um governo provisório de um ano, sendo manifesto que depois exigirão que seja feito o corte com a União Europeia, o euro, e proclamada a reestruturação da dívida. Só que, como numa espécie de futuro alternativo, em que Mário Soares teria sido derrotado por Vasco Gonçalves, o PS deixou de ser um partido do arco da governação e passou a ser o que na altura se ambicionava: o "verdadeiro partido socialista". É assim que António Costa está a considerar seriamente a hipótese de constituir um governo frentista, ainda que limitado a um ano, o qual transformará o PS num partido sem futuro, um mero compagnon de route do PCP e do BE, que rapidamente será atirado para o caixote do lixo da História, como Lenine fez aos mencheviques na Rússia.

O outro aspecto interessante destes tempos do PREC, é termos voltado a ouvir o inesquecível Arnaldo Matos, que já disse o que pensava de qualquer governo: "Qualquer que seja o governo que saia da Assembleia da República eleita no sufrágio do último domingo, seja da coligação Coelho/Portas, seja o do arco governativo Coelho/Portas e Costa, seja o governo de Costa com o apoio directo ou apenas parlamentar dos revisionistas do PCP ou das meninas oportunistas do Bloco, qualquer desses três governos é um governo da Europa Alemã, do capital germânico, da Tróica, de Ângela Merkel e de Schäuble, mas nunca um governo do povo português, nunca um governo ao serviço da classe operária e dos trabalhadores". Arnaldo Matos continua a ser o grande educador da classe operária e mostra de facto que as eleições só servem para pôr em causa o seu papel de vanguarda. Isto mesmo que respeitem a candidatos do seu próprio partido. Como ele de facto assume: "se alguns dos nossos candidatos fossem eleitos, eu emigrava…". Só faz lembrar aquele anarquista espanhol que proclamava: "Hay gobierno? Se hay, soy contra! Se non hay, también soy!".

 

Como é que terminará este novo futuro alternativo do PREC? É que isto não é um filme. É a sério.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:29

Afinal o MRPP continua a ser o que era.

Quinta-feira, 15.10.15

Como se comprova por este comunicado, o MRPP afinal voltou à linha justa. O secretário-geral já foi suspenso devido ao seu inaceitável "anticomunismo primário" e o partido assume-se como a verdadeira vanguarda da classe operária, correndo das suas fileiras "com os social-revisionistas, social-fascistas e demais oportunistas que tomaram conta do seu quartel-general". O partido vai continuar assim a prosseguir o caminho glorioso indicado pelo camarada Estaline e pelo Grande Timoneiro. Retiro por isso tudo o que disse.  É agora manifesto que este grande partido comunista e operário não pode deixar de ter lugar no futuro Governo Provisório unitário liderado pelo camarada António Costa. Viva o Partido Comunista Operário! Viva o Governo de Unidade Democrática e Patriótica! Fora o Euro! Queremos o Escudo Novo! Morte aos Traidores!

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:25

Não há que ter receio.

Quarta-feira, 14.10.15

António Costa quer acalmar os mercados e as chancelarias europeias. Com este tipo de declarações, calculo que isso não será difícil.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:22

O princípio da incerteza.

Segunda-feira, 12.10.15

Helena Roseta, em entrevista ao i publicada hoje declara que "acabou o tabu de que os partidos à esquerda não se podem entender", considerando que devemos estar felizes, uma vez que "há muitos anos que não havia no PS um secretário-geral capaz de fazer pontes à esquerda". E quando lhe perguntam o que diria às pessoas assustadas com o impasse, responde: "Que a incerteza é um princípio fundamental da física descoberto nos anos 30 do séc. XX por um senhor chamado Heisenberg, e que há cem anos percebeu que há uma coisa chamada princípio da incerteza e que isso comanda um pouco da vida física e, portanto, também da nossa vida humana. Não é nenhum mal e veio para ficar. Temos que saber viver na incerteza".

 

Tenho um palpite que as agências de rating e os próprios mercados vão adorar este discurso. E responder que também já foi descoberta a teoria do caos, segundo a qual "mesmo sistemas determinísticos (os quais têm resultados determinados por leis de evolução bem definidas) apresentam uma grande sensibilidade a perturbações (ruído) e erros, o que leva a resultados que são, na prática, imprevisíveis ou aleatórios". É o tipo de avaliação que os investidores adoram… Corremos assim o risco de estas declarações produzirem um efeito borboleta que provoca a tempestade perfeita, com os capitais a fugirem, os bancos a colapsar, e o país em caos total. A isso Helena Roseta responderá com o seu princípio da incerteza: "Não é nenhum mal e veio para ficar". Valha-nos Deus!

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:55

Eis o Presidente.

Domingo, 11.10.15

Marcelo Rebelo de Sousa é indiscutivelmente um dos maiores talentos políticos da sua geração. Apesar de ter simultaneamente construído uma brilhante carreira universitária, a sua vida tem essencialmente dois pilares fundamentais: a comunicação social e a política. São eles que lhe permitiram chegar aonde chegou e lhe vão garantir o acesso ao palácio de Belém.

 

Na comunicação social foi sempre absolutamente temível: Desde a página 2 do Expresso, em que Marcelo criava sucessivos factos políticos que ocupavam o país todas as semanas, passando à TSF e depois à TVI (com a RTP em interregno), Marcelo ia sempre marcando a agenda política. Os jornalistas eram por ele facilmente manipulados, como o episódio da vichyssoise com Paulo Portas demonstrou. Na TVI Marcelo arrasou sistematicamente todos os governos, mesmo que fossem do PSD. O governo de Santana Lopes chegou ao ponto de pôr as embaixadas a pesquisar se noutros países existia algum caso comunicacional como o de Marcelo, e fez pressão para o pôr fora da antena, o que conseguiu. Mas foi o princípio do fim desse governo. A partir daí os governos continuaram a temer Marcelo, mas nunca mais se atreveram a tentar removê-lo.

 

Já na política Marcelo nunca teve o mesmo sucesso, sendo há muitos anos uma esperança adiada. Quando concorreu à Câmara Municipal de Lisboa, fez das maiores campanhas mediáticas alguma vez feitas, com mergulhos no Tejo, condução de táxi, e arruadas constantes, mas Sampaio impôs tranquilamente a solução da união de esquerda com o PCP e ganhou a eleição, num episódio que António Costa parece querer agora recuperar. Mais tarde Marcelo ainda chegou à liderança do PSD, mesmo depois de ter prometido que não o faria "nem que Cristo descesse à terra", mas o seu consulado no PSD não deixou boas recordações. Muitos militantes me diziam que era muito difícil lidar com alguém que escreve com as duas mãos, pois nunca se sabia qual das mãos lhes tinha escrito aquela carta. Só que Marcelo deu-se mal quando tentou jogar dessa maneira com Paulo Portas. Portas deu uma entrevista arrasadora em que pôs tudo em pratos limpos e terminou com a liderança de Marcelo, assim como com as suas hipóteses de chegar a primeiro-ministro.

 

Marcelo preparou-se então para uma longa travessia do deserto rumo às presidenciais. Há dez anos poderia ter avançado, mas preferiu ceder o palco a Cavaco. Há uns meses Passos Coelho, que não esquece o abandono a que foi votado por Marcelo quando este foi líder do PSD, fez aprovar uma moção no congresso a excluir o apoio do partido a Marcelo. Este mais uma vez preferiu esperar e foi pacientemente ganhando a simpatia do povo laranja, o que conseguiu, de tal forma a que nem o líder pode agora impedir a sua candidatura.

 

Tudo dependia, no entanto, dos restantes candidatos. Sempre achei que Marcelo só se candidataria à presidência se pudesse ir num andor, com a vitória assegurada na linha da partida. Era por isso evidente que se tivesse que travar um combate difícil como, por exemplo, com António Guterres, não avançaria. Mas António Costa fez-lhe o favor de arranjar um candidato folclórico de esquerda radical, como Sampaio da Nóvoa, e as outras candidaturas que foram entretanto surgindo à esquerda, como Maria de Belém ou o ex-padre Edgar Silva, serão facilmente descartáveis com uma pequena dose de paciência evangélica. Quanto a Rui Rio, já perdeu o momentum, e mesmo que agora avançasse com o apoio dos líderes da coligação, já não iria a lado nenhum.

 

O andor está assim assegurado e Cristo pode então finalmente descer à terraEcce homo! Eis o Presidente.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:02

Atirados borda fora.

Sexta-feira, 09.10.15

António Costa tinha uma estratégia que sempre achei absolutamente suicidária para o PS, mas que tinha alguma lógica política. A lógica passava pela repetição da velha FRS, uma ideia de Soares de abrir o PS à esquerda como contraponto à AD, sem, no entanto, fazer acordos com o PCP. António Costa imaginou assim fazer o PS apresentar-se a eleições com um discurso mais à esquerda, que seria apoiado por outros partidos de esquerda, mais colaborantes do que o Bloco e o PCP. Essa fórmula visaria dar ao PS uma imagem frentista que permitisse roubar algum voto aos habituais irredutíveis partidos da esquerda parlamentar, tradicionalmente incapazes de qualquer concessão ideológica a troco de lugares de governo.

 

É assim que surge o Livre de Rui Tavares, a partir de uma cisão do Bloco de Esquerda, que propugnava o apoio ao PS. O Livre chegou mesmo a ser convidado para os congressos do PS e, se tivesse eleito deputados, faria um grupo parlamentar totalmente alinhado com o PS, imitando a relação do PEV com o PCP.

 

Ao mesmo tempo, qual cereja em cima do bolo, o PS apoiaria um candidato presidencial que encabeçasse essa nova frente de esquerda. Sampaio da Nóvoa, com o seu discurso gongórico e o seu inexistente passado político, era a pessoa ideal para o efeito, podendo atrair as esquerdas desavindas e tapar o caminho a Marcelo. Foi assim que Sampaio da Nóvoa foi estimulado a avançar por António Costa, com o apoio de três anteriores presidentes da república e era convidado habitual em todas as sessões públicas organizadas pelo PS.

 

Esta estratégia era, no entanto, absolutamente assustadora para o eleitorado do centro, que nesse cenário iria obviamente apoiar a coligação, e nas presidenciais irá todo direitinho para Marcelo. E a verdade é que também foi ferozmente combatida pelos partidos à esquerda do PS. Catarina Martins encarregou-se de reduzir o LIvre a zero, e agora Jerónimo de Sousa, ao mesmo tempo que promete apoio a um governo PS, já apresentou um candidato presidencial próprio "para a primeira volta", o que reduz a nada as hipóteses de Sampaio da Nóvoa ser eleito. E o próprio PS mostrou que não se deixava arrastar desta maneira para o desastre, tendo surgido a candidatura de Maria de Belém, que obviamente tem muito mais hipóteses do que a de Nóvoa.

 

Perante isto António Costa esqueceu-se do apoio que deu ao Livre e a Sampaio da Nóvoa, avisando agora que vai dar liberdade de voto "na primeira volta", ao mesmo tempo que os próprios iniciais apoiantes de Nóvoa lhe dão indicações para desistir. Este, no entanto, parece que ainda não percebeu o que lhe aconteceu e deu ontem uma conferência de imprensa a avisar que não desiste, salientando que as eleições legislativas reforçaram a "urgência da candidatura" e apelando ao "compromisso histórico" com os partidos que ainda não tiveram oportunidade de formar governo, parecendo assim querer liderar uma coligação PS+PCP+BE. Só se estivesse tudo doido no PS é que os seus militantes alinhariam num disparate semelhante.

 

Neste momento António Costa só quer salvar a pele como líder do PS e já atirou pela borda fora Rui Tavares e Sampaio da Nóvoa. O Livre provavelmente irá acabar, estando hoje reduzido a fazer peditórios para pagar as despesas da campanha. Já Sampaio da Nóvoa está muito enganado se julga que vai a algum lado sem o apoio do PS. Alguém que lhe explique como é que vai acabar o filme em que deixou que o colocassem como actor principal. É que a história da sua candidatura arrisca-se a ser a triste demonstração de que a política é um campo minado, e que não vale a pena alguém que nada sabe de desminagem, nem sequer onde as minas estão, entrar nesse terreno. 

 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:49


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