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A Europa a seus pés.

Domingo, 13.05.12

Desde o fim da II Guerra Mundial que não temos um chanceler alemão com o poder na Europa que possui a chancelerina Angela Merkel. Desde que surgiu a crise do euro que todas as instituições da União Europeia se apagaram e o verdadeiro poder na Europa se deslocou totalmente para Berlim. Os portugueses puderam assistir a Sócrates ser chamado a Berlim ou a Passos Coelho levar um puxão de orelhas por ter reprovado o PEC 4. Desde então Passos Coelho está tão disciplinado à ortodoxia germânica que até declara publicamente que Portugal é contra os eurobonds, os quais, apesar de inaceitáveis para a Alemanha, nos seriam altamente favoráveis. E para que não tenhamos sequer ilusões sobre a actual realidade em que estamos, Passos Coelho mandou até abolir o feriado que comemora a independência de Portugal.

No resto da Europa, por muito que os países votem contra as medidas impostas pela Alemanha, os governos acabam por se vergar. A Grécia já foi avisada que, sejam quais forem os resultados eleitorais, nem sonhe em formar um Governo com os partidos opositores da troika. Se o fizer, o dinheiro é cortado no minuto seguinte, caso em que os gregos terão o exemplo vivo do significado da sua expressão kaos. E a França, depois das ridículas bravatas eleitorais do senhor Hollande, assiste agora a este ir, no próprio dia da sua tomada de posse, a Berlim ao beija-mão, num acto de vassalagem inacreditável para um Presidente francês. 

Já se viu assim que as eleições nos restantes países europeus não servem para nada, que a senhora Merkel continua a pôr e dispor como quer na Europa. Curiosamente, no entanto, tem vindo a perder todas as eleições na Alemanha, de que a estrondosa derrota hoje no Nordrhein-Westfallen é o mais recente exemplo. Começa a ser, no entanto, estranho que as eleições regionais alemãs tenham mais peso para o resto da Europa que as eleições nacionais dos restantes países. Se é o Governo alemão que actualmente manda na Europa, não deveriam os restantes europeus ter uma palavra a dizer sobre esse governo?

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publicado por Luís Menezes Leitão às 21:48





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