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O estado da Nação.

Quinta-feira, 15.07.10

O debate sobre o estado da Nação confirma o que penso há muito tempo: que é insustentável continuar com uma solução de Governo minoritário nesta época de crise, que todos os dias se agrava. Seja qual for a solução de Governo, o País anseia neste momento por um Governo maioritário, que tenha sobrevivência assegurada até 2013, e que possa tomar as medidas de austeridade que se impõem. Paulo Portas percebeu isso perfeitamente e o coelho que tirou da cartola em pleno Parlamento acabou por se tornar no momento-chave do debate.

Os portugueses estão neste momento fartos das discussões sobre as isenções ou reduções que existirão ou não existirão nas SCUT e sobre o próximo PEC, que se seguirá ao PEC anterior, e sobre se o orçamento para 2011 deve passar ou não. E muito menos estão interessados em discussões bizantinas sobre a revisão constitucional. A crise é neste momento o objecto de todas as preocupações e não faz qualquer sentido não encarar de frente as medidas para a resolver. O problema é que este Governo minoritário está esgotado, e sem credibilidade para resolver a crise. Não é por acaso que todos os dias se sucedem as notícias da quebra do rating da dívida portuguesa. O PSD deveria enfrentar já este problema, em lugar de se preocupar com uma revisão constitucional que já se percebeu que não há condições políticas para ser feita.

Neste momento, isto encaminha-se para que não seja aprovado o orçamento para 2011, o que levará o Estado a ser gerido por duodécimos nesse ano, o que me parece calamitoso em termos de crise. A partir de Setembro inicia-se o período de seis meses em que o Presidente não pode dissolver o Parlamento, pelo que apenas a partir de Março de 2011 seria possível pensar numa dissolução do Parlamento, pelo que eventuais eleições só provavelmente em Setembro desse ano. Pensem agora na situação em que estaremos no debate do estado da Nação no próximo ano.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 19:55


1 comentário

De Pedro Sousa a 06.08.2010 às 11:03

Bom dia,
Li atentamente este seu "post" e sobre o qual, se me permite faria a seguinte observação: a questão de governos maioritários ou minoritários é uma falsa questão, dado que antes da mesma há uma questão essencial: a moralização das contas públicas do Estado português.
Se houvesse rigor na gestão (como se exige às empresas) não teria havido um "buraco" de 1.800 milhões de euros face ao que estava orçamentado em 2009, face ao qual foi-nos exigido um aumento de impostos extraordinário e abusivo neste ano.
Mesmo um Governo minoritário poderia praticar uma boa gestão. O grande problema deste País é a generalizada falta de seriedade de quem gere os nossos dinheiros.
No meu blog poderá, se quiser, perceber o porquê.
Melhores cumprimentos,
Pedro Sousa

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