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Ofereçam-lhes mas é um vôo para a Venezuela!

Quinta-feira, 06.07.17

Ontem, quando passei de carro na Avenida da Liberdade, assisti a um enorme aparato policial, com carros de polícia no corredor central. Depois reparei que se tratava de uma manifestação de apoio ao inenarrável Maduro, não por acaso no dia em que alguns dos seus jagunços tinham tentado assaltar o parlamento do país, exercendo violência sobre os deputados. Depois de todas as notícias sobre a gravidade do que se está a passar na Venezuela, pelos vistos ainda há 200 alminhas em Portugal que acham que se deve apoiar Maduro e a sua tirania. Como são apenas 200, proponho que se arranje rapidamente um avião que leve todos estes manifestantes com um bilhete só de ida para a Venezuela. Assim, os manifestantes poderão experimentar as delícias do regime de Maduro e talvez no regresso o avião pudesse trazer alguns portugueses que desejam sair de lá. Isso sim, era verdadeiro serviço público.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:18

Um parlamento vazio II.

Quarta-feira, 05.07.17

Parece que os eurodeputados portugueses acham normal deixar um plenário vazio. É um problema deles. E também de quem lhes paga.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:40

O Presidente em Tancos.

Quarta-feira, 05.07.17

Se Marcelo quisesse actuar como um verdadeiro Presidente, exigia as demissões dos Ministros. Foi o que Sampaio fez com Armando Vara e Luís Patrão no episódio da Fundação para a Prevenção e Segurança perante um governo, que até era do seu partido, num episódio com gravidade muito inferior ao que se está a passar. Mas Marcelo sempre foi um "entertainer" político, pelo que prefere recorrer a actos de "show off" como uma passeata a Tancos, que naturalmente não terá quaisquer consequências. Outros podem apreciar este estilo. Eu não. Acho que o Presidente deve estar em Belém a exigir do governo as medidas que se impõem e não a passear por quartéis para a comunicação social ver. De um presidente eleito por sufrágio universal espera-se que assegure o regular funcionamento das instituições e não que se dedique a operações de propaganda. Para a mesma, já basta a que vem do próprio governo.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:04

O Sebastião Pereira ataca de novo.

Quarta-feira, 05.07.17

Agora também escreve no El País.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:54

Um parlamento vazio.

Terça-feira, 04.07.17

Queixa-se Juncker com razão de que é ridículo o Parlamento Europeu estar quase vazio para fazer um balanço da presidência de Malta. É estranho ele só reparar nisto agora, pois eu tenho visto sempre os deputados portugueses a discursarem para uma sala vazia. Tal é a consequência de termos instituições europeias que não servem absolutamente para nada. Se o Parlamento Europeu se levasse a sério estabeleceria um quorum mínimo de funcionamento, coisa que até uma assembleia de condomínio tem. Mas como isto é tudo a fazer de conta, salvo nos principescos ordenados pagos aos deputados europeus, o Parlamento Europeu pode funcionar completamente vazio, que ninguém quer saber. Afinal de contas para que serve um Parlamento sem iniciativa legislativa? Criticaram o Brexit mas ponham mas é os olhos no Parlamento Britânico, que está sempre cheio. É a diferença entre uma instituição parlamentar a sério e outra de faz de conta.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 21:19

António Costa em férias

Segunda-feira, 03.07.17

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que fui mas é veranear
Antes de férias, só existi
Cansado e sem nada para dar

 

Portugal, ouve as minhas preces
Não peças que regresse, não quero perder
Estes dias a apanhar um solzinho
Talvez, devagarinho, continues a arder

 

Portugal, ouve as minhas preces
Não peças que regresse, não quero perder
Estes dias a apanhar um solzinho
Talvez, devagarinho, continues a arder

 

Se os meus Ministros não quiserem ceder
Não se demitirem, não quiserem perder
O cargo actual p'lo que virá depois,
Eu e o Marcelo aguentaremos os dois.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 20:59

Jornalismo ZEN.

Segunda-feira, 03.07.17

Confesso que não tenho paciência nenhuma para assistir a políticos travestidos de comentadores. O comentário pressupõe distanciamento sobre o que se comenta, o que alguém envolvido no combate político manifestamente não tem. Mas em Portugal entrou na moda os políticos com ar mais senatorial vestirem o fato de comentadores. Foi assim sucessivamente com Marcelo Rebelo de Sousa, António Vitorino, José Sócrates, Marques Mendes, Santana Lopes e Francisco Louçã. Claro que os mesmos pretendem convencer-nos de que a sua carreira política terminou, e que por isso estão à vontade para comentar, mas tal é completamente falso. Marcelo Rebelo de Sousa construiu laboriosamente a sua campanha presidencial na televisão e José Sócrates, se o tivessem deixado, também o teria feito.

 

Mas o que me choca mais não são esses espaços de verdadeira propaganda política, que as televisões permitem, e que já se sabe que esses políticos aproveitarão no seu próprio interesse. O que me preocupa é a figura do jornalista ali presente que, ou faz de ponto, ou assiste passivamente a autênticas manipulações sem fazer a mínima correcção ou esclarecimento ou sequer uma simples pergunta. Com a honrosa excepção de José Rodrigues dos Santos, que muita polémica deu, os jornalistas alinham pacificamente nestas verdadeiras operações de propaganda.

 

Vem isto a propósito do momento ZEN de Francisco Louçã, em que ele resolveu comparar as questões de Assunção Cristas no parlamento sobre o combate aos fogos com declarações anteriores da mesma de que, como pessoa de fé, aguardaria pela chuva. O problema é que essas declarações de Assunção Cristas, proferidas em 21 de Fevereiro de 2012, eram relativas à seca e não aos fogos, que não se verificam no pico do Inverno. Quem referiu que a chuva poderia combater os fogos foi Catarina Martins, mas sobre ela obviamente que Louçã não abre a boca.

 

Não me espanta nada que Louçã use o seu espaço televisivo para operações de manipulação, uma vez que nunca esperei dele outra coisa. O que me espanta é que esteja uma jornalista presente a permitir esta operação sem um único comentário ou questão ao entrevistado. É com este tipo de jornalismo ZEN que a comunicação social vai perdendo credibilidade.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 14:30

O massacre de sábado à noite.

Domingo, 02.07.17

Já tinha tido a ocasião de comparar a tentativa deste governo de fuga às suas responsabilidades com o comportamento de Nixon no Watergate. Mas agora Azeredo Lopes resolveu fazer uma imitação total de Nixon, reproduzindo o episódio do massacre de sábado à noite, em que Nixon demitiu o procurador independente que o estava a investigar, levando à resignação do Attorney-General e o seu vice. Indo ainda mais longe que Nixon, Azeredo Lopes demitiu de uma assentada cinco comandantes, apenas para assegurar, imagine-se, que "as averiguações decorrerão de  forma absolutamente isenta e transparente".

 

Só há uma pergunta a fazer. O nosso querido e afectuoso presidente, que até é o comandante supremo das Forças Armadas, vai continuar a permitir esta permanente fuga às responsabilidades dos nossos governantes e este constante enxovalhar das instituições sob a sua tutela? Por muito menos que isso Jorge Sampaio dissolveu o parlamento e mandou Santana Lopes para casa. Marcelo deveria perceber rapidamente que a chefia do Estado exige algo mais do que selfies, afectos, beijinhos e abraços. Exige que o presidente tenha sentido de Estado e garanta o regular funcionamento das instituições democráticas. O que manifestamente não está a acontecer no Portugal de 2017.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:41

O colapso do Estado.

Quarta-feira, 28.06.17

Quando Nixon percebeu que o Watergate o estava a atingir, resolveu pedir a um dos seus assessores que fizesse um relatório a explicar tudo o que sabia sobre o assunto, obviamente para lhe passar as culpas pelo caso. Ele respondeu-lhe imediatamente que não iria ser o bode expiatório das decisões do presidente e passou a colaborar directamente com as investigações a Nixon. António Costa também está a tentar desesperadamente salvar Constança Urbano de Sousa, apesar de ser neste momento evidente para todos que o sector que ela tutela colapsou em Pedrógão Grande. Para essa operação de salvamento obteve o apoio directo de Marcelo Rebelo de Sousa, que na própria noite do incêndio fez a maior declaração de absolvição política de que há memória em Portugal. Mas, apesar de popularidade de Marcelo, isso não chegou e a opinião pública começou a exigir responsabilidades. Por isso António Costa resolveu arranjar um bode expiatório que pudesse assumir as culpas pela tragédia, pedindo relatórios a diversos serviços para lhe permitir encontrar um culpado e salvar a sua Ministra.

 

O problema é que, como também seria de esperar, ninguém nos serviços está na disposição de ser imolado em holocausto e sucedem-se os relatórios a passar as culpas uns aos outros. Assim, a protecção civil diz que a culpa do SIRESP. O SIRESP, num relatório que publicou, nega que a culpa seja sua.  Os bombeiros respondem que a culpa é dele. Assiste-se assim a um jogo de pingue-pongue entre os serviços da administração interna, mostrando que neste ministério já não há rei nem roque. Já se percebeu, no entanto, que ninguém vai assumir responsabilidades.

 

A primcipal função do Estado é proteger os seus cidadãos. Um Estado que deixa morrer 64 pessoas é um Estado que colapsou. Quando deixam que tudo se passe sem consequências, Marcelo e Costa admitem que não se importam de estar à frente de um Estado nessas condições. E isto só demonstra que não deveriam estar nos cargos que ocupam.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:01

O amadorismo na política.

Segunda-feira, 26.06.17

Um líder da oposição não pode soprar um bitaite que acabou de ouvir de uma pessoa ao lado. Especialmente quando esse bitaite seria uma notícia em primeira mão, que ninguém até então tinha dado, e que portanto não se poderia repetir sem ser confirmada. Passos prejudicou objectivamente o PSD com este amadorismo e permitiu que o PS saísse por cima. Mas já se sabe que haverá muitos militantes a tudo perdoar, sabe-se lá à espera de quê. Para mim, há muito tempo que Passos Coelho deveria ter percebido que a sua oposição está a ser totalmente ineficaz e dar lugar a outro. O dia de hoje foi apenas infelizmente mais um exemplo de algo que tem sido recorrente e que explica as sondagens dramáticas que o PSD tem. Agora Passos Coelho vai ter pelo menos que passar a pasta a outra pessoa na questão de Pedrógão Grande, pois já ninguém dará qualquer crédito ao que ele disser sobre este assunto. Vamos ver quanto tempo durará até que venha a ter que passar a pasta nas restantes matérias.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 20:33








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