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A intolerância religiosa dos deputados.

Quarta-feira, 03.05.17

Tenho acompanhado com um sorriso nos lábios a magna questão sobre a discussão da tolerância de ponto a propósito da vinda do Papa Francisco. Estou particularmente chocado com os deputados intolerantes que se manifestaram contra essa benesse aos funcionários públicos, ansiosos por ir ver o Papa ao Algarve num fim-de-semana prolongado.

 

O que ninguém está, porém, a referir é a escandalosa discriminação de não conceder a tradicional amnistia pela vinda do Papa Francisco a Portugal. Em anteriores vindas de Papas não havia apenas uma tolerância de ponto, mas também uma amnistia que limpava todas as multas, coimas e quejandos, a bem da caridade cristã, misericordiosa para com esses pecados veniais.

 

Afinal de contas perante uma vinda de um Papa tão importante como o Papa Francisco, a amnistia era um "must" que se impunha, tendo aliás sido pedida pelo Papa. Pelos vistos os deputados não estão abrangidos pelo espírito da visita papal.

 

Os deputados que deixem de ser religiosamente intolerantes e aprovem mas é a amnistia. Todo o país cristão — e não apenas os funcionários públicos — o exige.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:36


6 comentários

De X a 04.05.2017 às 09:41

?

De Alexx a 04.05.2017 às 11:47

Mas pelos vistos, apenas os funcionários públicos podem ir ver o Papa. Também é bom saber que ser católico e crente em Fátima, faz parte do CV do funcionário público. Atenção precários, toca a ler o catecismo. Fico agradado por se reconhecer que os não-crentes católicos e de outras confissões terão oportunidade, no futuro, de usufruir de idênticas regalias de estar junto dos seus lideres ... judeus, muçulmanos, ortodoxos, budistas,hindus, taoístas, nerds e outras, não esquecendo os mormons, adventistas, evangelistas ... não esquecendo, benfiquistas, portistas e sportinguistas!

De Rui Pinto a 05.05.2017 às 08:47

Serviços públicos? Li hoje a Lei n.º 42/2012, de 28/8 que controla a atribuição de certificação aos Técnicos de segurança, pelo Estado (Autoridade para as condições do Trabalho -ACT), após exigência de um porradão de coisas, diz assim o seu artigo 6.º:
n.º 3 - O título profissional é emitido no prazo de 40 dias após a receção, pela entidade certificadora, do requerimento do interessado.

n.º 6 - O decurso do prazo previsto no número anterior, sem que o título profissional tenha sido emitido ou a decisão de recusa do mesmo tenha sido notificada ao interessado, tem como efeito o seu deferimento tácito, valendo o diploma de qualificação e, quando tal seja exigível, o certificado de qualificações que comprove a conclusão com aproveitamento do respetivo curso de formação inicial, acompanhado do comprovativo de pagamento da taxa devida, como título profissional para todos os efeitos legais”;
Como se vê, tolerância têem eles todos os dias...

De Anónimo a 04.05.2017 às 11:48

Pois acho que sim. Os muçulmanos, Hindus, Budistas e todos os outros que se lixem. Aliás, dêem pontes quando o Benfica for campeão (os do sporting e afins têm que ter "tolerância) e pontes também quando o Manuel Luís Goucha der uma bufa (que é tão boa pessoa, eu gosto tanto dele...).
Aliás, deviam até reforçar o nosso título de "Estado Laico", pois eu pessoalmente não sou católico, do Benfica ou mesmo funcionário público. Portanto, estou totalmente de acordo consigo!

De Anónimo a 04.05.2017 às 15:27

Acho interessante que esteja toda a gente contra a tolerância de ponte aos funcionários públicos no 12/Maio do corrente ano, mas ninguém se tenha manifestado contra a "intolerância" de ponte no Carnaval nos tempos do governo PSD, nem contra a "intolerância" de ponte desde sempre em datas como o 31/Dezembro. É que nessas datas, os funcionários públicos têm que tirar dias de férias porque as escolas privadas dos seus filhos estão fechadas. E estão fechadas também muitas outras empresas privadas porque os transportes públicos estão vazios. A vida é dar e receber. E para saber isto não é preciso ser católico, basta ser bem educado.

De zé pagante a 04.05.2017 às 15:28

Luís Menezes Leitão, o Papa Francisco pediu amnistia para os presos e não para os prevaricadores que estacionam onde não devem e passam nas portagens sem pagar. Quanto à tolerância de ponto, é só inveja, coisa mesquinha, pequena, que é do que o português é feito, de mesquinhez!

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