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Derrotado em toda a linha.

Quinta-feira, 17.09.15

O debate de hoje teve um vencedor claro: Passos Coelho. Hoje apresentou-se pela primeira vez em forma, perante um António Costa que se manteve absolutamente igual ao debate anterior. Só que a prestação de António Costa, se lhe permitiu vencer um Passos Coelho apagado, já não lhe evitou uma derrota colossal com Catarina Martins. Era por isso evidente que bastaria Passos Coelho crescer um pouco para António Costa sair derrotado em toda a linha. Foi o que se passou.

 

Passos Coelho começou por corrigir os erros do anterior debate, ao não ter respondido à crítica disparatada do aumento da dívida e ao auto-elogio (falso) da sua redução em Lisboa. Desta vez fê-lo de forma esclarecedora, aproveitando ainda para chamar a atenção para as miríficas promessas que António Costa tinha feito aquando da sua campanha em Lisboa.

 

Passos Coelho percebeu ainda o que já era óbvio depois da entrevista com Vítor Gonçalves e do debate com Catarina Martins: António Costa passa a vida a dizer que tem compromissos escritos no programa, mas não percebe nada do que lá está. A Vítor Gonçalves nada respondeu, tendo tido a atitude ridícula de lhe entregar um resumo do programa e a Catarina Martins limitou-se a repetir as acusações ao corte de pensões da direita, sendo incapaz de explicar os números que constavam do seu programa. 

 

Hoje António Costa foi igualmente incapaz de dar explicações sobre o seu programa, dizendo apenas generalidades ou acusando o adversário. Até numa pergunta simples sobre o modelo de escalões que defende para o IRS nada disse, alegando que lhe faltava "informação fina". O quadro de receita fiscal constante do orçamento e os dados da sua execução são por acaso "informação grossa"?

 

Curiosamente a estocada decisiva em António Costa não foi dada por Passos Coelho, embora este a tenha imediatamente cavalgado, mas por Graça Franco. Esta perguntou a António Costa a que prestações da segurança social queria aplicar a condição de recurso, conforme tinha previsto no seu programa. António Costa foi incapaz de dar qualquer resposta e, apesar das insistências da jornalista e de Passos Coelho, limitou-se mais uma vez a papaguear generalidades. Provavelmente bem lhe apeteceria repetir o número que fez com Vítor Gonçalves, mas percebeu que não tinha condições para o fazer.

 

No fim do debate, após um briefing com Mário Centeno, lá foi capaz de responder alguma coisa aos jornalistas. A meu ver, foi pior a emenda do que o soneto, pois a imagem que ficou foi a de um político impreparado, que se limita a debitar um programa elaborado por Mário Centeno, do qual nada percebe, a não ser que o mesmo Centeno lhe explique. António Costa bem pode protestar que isto é um "não caso", que a generalidade dos analistas vê nisto um caso muito sério.

 

Tem sido afirmado que os debates em nada influenciam o resultado eleitoral, a não ser que um dos candidatos cometa uma gaffe monumental. A meu ver foi o que se passou hoje. O que torna imprevisível quem vai vencer as eleições. A partir de agora all bets are over.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 17:04








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