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O medo e a coragem.

Quinta-feira, 08.01.15

Um dos ataques mais brutais à civilização ocidental é a criação de um clima de medo que acaba por condicionar a liberdade de expressão. O exemplo desse medo é a fotografia abaixo referida que encontrei na internet. Para ilustrar o ataque é exibido o jornal atacado, mas o órgão de informação recusa-se a exibir a caricatura de Maomé que o jornal tinha publicado.

 

É por isso que me parece de especial louvor a capa do i de hoje que o Pedro reproduz abaixo. Penso que foi o único jornal que se atreveu a quebrar um interdito que o medo está a criar: a interdição nas sociedades ocidentais, por natureza laicas, de representações do profeta Maomé. Os terroristas estão neste âmbito a criar através do medo uma censura implícita que os jornais consciente ou inconscientemente aceitam. O i não aceitou esse condicionalismo e com isso prestou uma muito melhor homenagem às vítimas do que a colocação de um fundo negro no jornal. Hoje por isso tive um grande orgulho em ser colunista do i.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 20:56


1 comentário

De Gil Teixeira a 13.01.2015 às 13:57

O lápis azul.

Como declaração de interesses digo que tenho o bicho da escrita publicada alojado nas meninges, - umas vezes mais adormecido do que outras, - e devo muito à imprensa escrita que nunca pagarei enquanto andar a (per)correr este mundo.

O "lápis azul" existe em todas as obras publicadas, assumida e não assumidamente, a coberto das “linhas editoriais”.

No caso do "hebdo" os terroristas já fizeram 17 vítimas mortais em França acobardados numa pseudo religião que nada tem a ver o islamismo, ou outra qualquer religião.

Esta é a verdadeira questão, deve a liberdade de expressão ceder à barbárie dos ataques terroristas?

De forma nenhuma, em tempo e lugar nenhuns.

Todavia, a liberdade de expressão deve ser exercida em condições que não ponha em risco a vida de tantos inocentes. Nem todos somos jornalistas ou comentadores, e a prosa, ou o verso, ou a imagem, ou o boneco, ou a mensagem não deve servir de pretexto para matar o destinatário.

Acima de tudo preservar a vida deve ser objectivo de todos os povos, ocidentais e não ocidentais.

Um terrorista morre compensado com 71 virgens celestiais. Um cidadão inocente morto selvaticamente é uma perda insubstituível e não voltará a desfrutar da liberdade de expressão.

Enquanto não estiverem criadas as condições de segurança para que a liberdade de expressão esta deve ser observada calculando todos os riscos, e sem heróis, mortos ou vivos.

O terrorismo não tem religião.

GT

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