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Saída de sendeiro.

Terça-feira, 14.07.15

 

Depois de tantas bravatas, referendos, e discursos demagógicos, Tsipras acabou por se render à dura realidade, aceitando para a Grécia condições muito piores do que aquelas que tinha há seis meses. Graças ao Syriza, a Grécia deixou praticamente de ser um Estado soberano, não passando agora de um protectorado europeu, sendo obrigada a criar um fundo com os bens do seu Estado, que fica afecto como garantia aos credores. E o que choca é que esta alternativa é bem capaz de ser a menos má pois, se este acordo não fosse aceite, a Grécia seria obrigada a abandonar o euro, declarar a bancarrota e afundar-se numa inflação galopante.

 

Mas esta terrível situação por que os gregos agora passam, devido à irresponsabilidade do governo que elegeram, deveria servir de lição para os partidos de esquerda que em Portugal defendem políticas semelhantes, como desde sempre o Bloco de Esquerda e agora o PS de António Costa. É que quem quer defender o alívio da austeridade tem que estar preparado desde o início para propor aos eleitores a saída do euro, como aliás já o fazem o PCP e o MRPP. Porque dentro do euro não é possível qualquer fuga às suas regras, nem os outros Estados-membros aceitarão que permaneça no clube quem não as quer cumprir. E perante esta evidência não vale a pena contrapor a soberania nacional, e a vontade democrática do povo expressa num referendo convocado à pressão. É que só é soberano quem não precisa do dinheiro dos outros. Quem precisa, mais vale deixar-se de bravatas disparatadas. Porque corre-se o risco de às entradas de leão se seguirem as saídas de sendeiro. Como foi agora o caso do Syriza.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:35


1 comentário

De Gil Teixeira a 14.07.2015 às 10:58

Deve dizer-se que Tsipras trouxe (ou quer trazer) para casa mais dinheiro do que há seis meses, e não há almoços grátis...

Depois, fosse o governo de esquerda, direita, ou extremista, nada faz supor que os alemães fossem mais brandos.

O problema dos gregos, como o dos portugueses, é mais do desgoverno do que dos governos.

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