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Zangas de comadres.

Sexta-feira, 05.05.17

Não me espantou nada o apoio do PS a Rui Moreira na Câmara do Porto, uma vez que sempre me pareceu evidente que Rui Moreira estava a fazer no Porto uma gestão integralmente socialista. O que sempre estranhei foi que o CDS continuasse a apoiá-lo. Encarei por isso com muita naturalidade o facto de Ana Catarina Mendes dizer que a vitória de Rui Moreira no Porto será a vitória do PS. Isso é evidente para qualquer observador minimamente atento. Azeredo Lopes e Matos Fernandes, respectivamente chefe de gabinete do presidente da câmara do Porto e presidente das Águas do Porto na gestão de Rui Moreira, não são hoje ministros de António Costa?

 

Mas Rui Moreira, pelos vistos tem um ego do tamanho do mundo, pelo que acha que a vitória será exclusivamente sua e decidiu agora rejeitar o apoio do PS, embora estranhamente não tenha reclamado a restituição dos seus ministros a António Costa. Pelo caminho poderia igualmente rejeitar o apoio do CDS que nunca lhe fez falta alguma na gestão da Câmara.

 

Isto só demonstra que os partidos erram profundamente quando apoiam candidaturas pretensamente independentes. Se não têm nenhum militante para apresentar como candidato, mais vale irem pastar para outras paragens. E sinceramente um independente, que consegue simultaneamente receber o apoio do PS e do CDS é alguém que eu não quereria a gerir a minha cidade. Felizmente que não moro no Porto. Alguém nesta história andará seguramente enganado. Em qualquer caso os eleitores bem podiam ser poupados a estas zangas de comadres.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 16:13

O CDS no seu labirinto.

Quarta-feira, 15.01.14

episódio da Meta dos Leitões, diga-se de passagem a meu ver o melhor restaurante da Mealhada, é apenas um símbolo. Está a verificar-se na opinião pública uma rejeição brutal aos partidos do Governo, cujo principal motivo reside na falta de ética com que o Estado apregoa a liberdade de quebrar unilateralmente dos seus compromissos. É fácil depois a qualquer restaurante vir dizer que da mesma maneira que alteraram unilateralmente as pensões aos reformados, ele também se sente no direito de aumentar unilateralmente o preço das refeições que fornece a essas pessoas. Mesmo que a história não esteja bem contada, aplica-se aqui o adágio do si non é vero, é bene trovato. Mas o que parece elucidativo é isto ter ocorrido com o CDS. É que enquanto o PSD se sente mais livre para fazer estas malfeitorias, pois tem um eleitorado transversal, que até é capaz de se sentir pouco solidário com os reformados, o eleitorado do CDS é maioritariamente constituído por estas pessoas. Esta ultrapassagem das linhas vermelhas representa assim o suicídio político do partido, como fica demonstrado com esta entrevista demolidora efectuada por Mário Crespo a Assunção Cristas. Neste momento o CDS só está a olhar para a floresta, perdendo de vista as árvores que são os seus votantes. E assim enfiou-se num labirinto: Ou concorre sozinho a eleições, e será o principal castigado eleitoralmente por todas as mafeitorias feitas pelo Governo ou concorre em listas conjuntas com o PSD, sujeitando-se assim ao abraço de urso que lhe retirará a sua identidade política. O Congresso albanês do passado fim-de-semana, em que só Filipe Anacoreta Correia foi capaz de quebrar o unanimismo em torno do estado de espírito irrevogável de Paulo Portas, é bem capaz de representar por isso o dobre a finados deste partido. O que é estranho é que os seus militantes não consigam ver isto.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:56





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