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Um conto de Natal.

Quinta-feira, 24.12.15

 

Esta mensagem de Natal de Pedro Passos Coelho constitui um disparate a todos os níveis. Ao afirmar que vai ter uma atitude construtiva e deixar governar aqueles que quiseram assumir essas responsabilidades, Passos Coelho afirma no fundo que o PSD vai ser a muleta do governo, reconhecendo a legitimidade de António Costa como Primeiro-Ministro. Fazer isso apenas um mês depois de ter sido derrubado pela esquerda do cargo de primeiro-ministro pode ser uma atitude muito cristã e típica da época natalícia, mas não é seguramente a que se espera de um líder partidário que foi remetido para a oposição depois de ter ganho as eleições legislativas. Especialmente quando se viu que a coligação de esquerda se desfaz ao mais pequeno sopro, sendo por isso absolutamente incapaz de aguentar uma tempestade.

 

De um líder partidário, que passou à oposição nestas condições, esperar-se-ia um combate frontal a este governo, prometendo para breve um novo governo que assegure melhores dias aos portugueses. Esta mensagem de Natal parece pelo contrário um acto de rendição de Passos Coelho ao governo de António Costa. É verdade que pelo cenário e pelo tom institucional faz lembrar as mensagens de Passos Coelho quando ainda era primeiro-ministro. Só que esse enquadramento parece estranho para quem é hoje líder da oposição, dando a imagem de que Passos Coelho desistiu totalmente do combate político nesta legislatura. 

 

Se o PSD continuar a fazer circular mensagens de Natal deste teor, o seu regresso ao governo será um conto de Natal.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 19:37


2 comentários

De Gil Teixeira a 24.12.2015 às 20:57

Os sopros e as brincadeiras.

Fazendo algumas precisões, Passos Coelho ganhou as eleições mas ainda lhe faltou ganhar 61% (1-89/230) do parlamento e a democracia tem destas brincadeiras. Por outro lado ainda não se sabe qual é o tamanho do sopro para fazer cair o governo de António Costa, e há muita coisa em jogo e tudo indica que o PCP não esteja muito interessado em brincar aos governos nos tempos mais próximos. Seja como for Paulo Portas, a meio do anterior governo soprou aos ouvidos de Passos Coelho com uma mensagem irrevogável…

Em relação do discurso de Passos Coelho não o vejo como uma rendição mas como uma mensagem de passagem de testemunho ao freguês que se segue, entenda-se o próximo chefe do PSD. De facto é muito tempo a apanhar tareia e nada justifica tanto sacrifício a troco de tão pouco. Vitor Gaspar já está no quentinho e sem ter tido tantas chatices. O PSD vai iniciar a sua travessia no deserto.

Passos Coelho aqui, nesta mensagem, está a acenar ao PS com a bandeira branca, e para que Angela Merkel não se esqueça do seu discípulo e mandatário em Portugal.

Tudo tem um princípio e um fim. O de Passos Coelho político chegou agora.

GT

De PiErre a 29.12.2015 às 11:02

Pedro Passos Coelho vai ter oportunidade de voltar ao governo, mas só daqui a 40 (quarenta) anos. No fundo, ele quer é dançar o tango com o PS, como dizia Sócrates.

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