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Uma campanha alegre.

Terça-feira, 02.06.15

Não consigo resistir ao bom humor que provoca a pré-campanha de Sampaio da Nóvoa. Agora teve uma intervenção no Comedy Lisboa, que de facto pelas notícias mais parecia uma stand up comedy do que uma sessão política.

 

O candidato apresentou três ideias, qual delas a mais absurda. A primeira ideia é aproveitar "os movimentos de renovação artística" para inspirar uma mudança profunda. Segundo o candidato, “andamos o tempo todo a ouvir os mesmos, a falar com os mesmos". Por isso, o debate público faz-se com as “ideias de sempre, um bocadinho gastas” o que deixa os portugueses “prisioneiros de um pensamento que vem de trás”. Por isso, Nóvoa defende que “é preciso chamar pessoas improváveis e grupos improváveis”. Já sabemos assim que se for eleito Presidente, Nóvoa formará um governo de improváveis. Resta saber como é que esse governo passa na Assembleia...

 

A segunda ideia resume-se numa frase: “Portugal tem tudo para ser um país diferente”. Isto de ideia não tem nada, mas é capaz de ser bem verdade. Se Nóvoa fosse eleito, Portugal seria de facto um país muito diferente, gerido pelos tais improváveis. Arrisca-se a não fica pedra sobre pedra.

 

E para demonstrar que Nóvoa nada aprendeu com a quase-bancarrota nacional, defende "investimentos estratégicos continuados, sustentados”, criticou os “últimos quatro anos” em tudo parece ter parado. “Se eu num determinado momento da minha vida venho para a política é por não aceitar esse corte na escola, na educação, nas artes, na segurança social”.

 

Aqui até os apoiantes de Nóvoa vacilaram. Uma apoiante achou que ele seria melhor candidato a primeiro-ministro. Outro apoiante, Elísio Summavielle, que fora responsável pela cultura nos tempos de Sócrates, e portanto um dos autores dos cortes que Nóvoa tanto critica, achou que ele tinha que se deixar de conversas e passar à campanha, designadamente aos outdoors. Sugeriu até que ele fosse como Soares à Marinha Grande sujeitar-se a "duas bofetadas". Imaginar Nóvoa a ser atacado na Marinha Grande, ele que é de uma esquerda ainda mais radical que os operários que lá andam, é de facto o non sense político absoluto.

 

Mas o candidato rejeita manobras eleiçoeiras deste género e até diz: "Eu não quero a minha cara nos outdoors". Mais vale tirá-la também dos boletins de voto.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:12








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