Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O castelo de cartas.

Terça-feira, 10.02.15

Por acaso acho que Varoufakis tem inteira razão. O euro não passa de um castelo de cartas e a retirada da carta grega vai ser a queda de todo o castelo, a começar por Portugal e Itália.

 

Bem pode o Ministro das Finanças italiano proclamar que "a dívida italiana é sólida e sustentável". Não só a dívida italiana já atingiu os 132% do PIB, como a Itália tem uma população idosa a rondar os 30%, cinco pontos acima da média europeia e continua a crescer. Quem hoje empreste dinheiro a longo prazo à Itália, arrisca-se daqui a uns anos a que o devedor seja um Estado em que a maioria da população é pensionista. Não sei como é que alguém pode considerar uma dívida destas sustentável.

 

Já Portugal, que também tem uma dívida que já ultrapassou os 130% do PIB, e uma população idosa acima dos 20%, reagiu ao anúncio grego com a antecipação do reembolso ao FMI. Sabendo-se que o total da dívida pública portuguesa é de € 217.126.401.453 o reembolso antecipado de 14 mil milhões de euros, totalmente financiado com a aquisição de nova dívida, não me parece que faça grande diferença. É verdade que os juros estão a cair, mas estamos praticamente em deflação, a qual é mortal para quem tem dívidas. Não foi Cavaco Silva que disse que precisaríamos de um crescimento nominal de 4% todos os anos para conseguir baixar a dívida para 60% em 2037? E onde pára esse crescimento?

 

O único país que me parece que está verdadeiramente a ganhar com o euro é a Alemanha. E como isto é um jogo de soma zero, os benefícios da Alemanha são negativos para os outros países. Não sei por quanto tempo iremos continuar nesta viagem na irrealidade quotidiana, em que ninguém assume o que parece óbvio para todos. A Grécia pelos vistos já se fartou disto. Vamos ver quanto tempo os outros Estados aguentam.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Luís Menezes Leitão às 18:25

Paz e concórdia.

Terça-feira, 10.02.15

Há uma coisa que sempre admirei no PS, que é a profunda paz e concórdia entre os seus militantes. Pode haver velhos conflitos, que eles são sempre encerrados, ficando todos amigos de novo. Se há uma coisa que tem de se reconhecer a António Costa é a sua enorme capacidade de conciliar e criar harmonia no seu partido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Luís Menezes Leitão às 06:57





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Fevereiro 2015

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728




comentários recentes

  • Manuel Nunes Francisco

    Então estamos à vontade, podendo avançar com o san...

  • Anónimo

    Olivença é a menor das preocupações no Estado Espa...

  • Anónimo

    Concordo na íntegra e dizendo mais, na minha modes...

  • Anónimo

    Caro anónimo espanhol,Não sei se esteve atento nas...

  • Anónimo

    Caro anónimo Vasconcelos,O uso da Grândola deveu-s...

  • Alda Fernandes

    Oh! sr. anónimo espanhol? (será?)Quem diria que af...

  • Teresa

    Cuando afirmo a que "arriscam-se a apalhaçar a mes...

  • Anónimo

    Es facil tener una opinion viendo los toros desde ...

  • Teresa

    (anterior comentário seguiu sem identificação)Gent...

  • Anónimo

    Gente peculiar nuestros hermanos Grândola Vila Mor...




subscrever feeds