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O eixo Espanha-Portugal.

Domingo, 01.03.15

Numa reunião do comité central do Syriza, o presidente desse partido Alexis Tsipras, afirmou o seguinte: "Descobrimos um eixo de poderes liderado pelos governos de Espanha e de Portugal que, por motivos políticos óbvios, tentou levar a Grécia para o lado, para o abismo durante todas as negociações". E acrescentou que "o plano deles era e é desgastar-nos, derrubar o nosso governo ou levar o nosso Executivo a uma rendição incondicional antes que o nosso trabalho comece a dar frutos e que o exemplo da Grécia afecte outros países, sobretudo antes das eleições em Espanha". Trata-se de liguagem tipicamente partidária, para consumo interno do Syriza, mas que não deixa de ter um fundo de verdade. Afinal de contas não foi a imprensa alemã que noticiou que Maria Luís Albuquerque tinha pedido a Schaeuble para ser duro em relação à Grécia?

 

Portugal e Espanha ficaram obviamente ofendidíssimos com as acusações de Alexis Tsipras. E para assegurar que não formam eixo nenhum, resolveram enviar um protesto conjunto em carta assinada por ambos — importam-se de repetir? — destinada aos presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Conselho Europeu, Donald Tusk. Presumo assim que estejam cortadas as relações diplomáticas com a Grécia, pois caso contrário seria de esperar que o protesto fosse enviado por via diplomática a este país. Claro que é altamente original governos protestarem por declarações feitas num encontro partidário, mas a confusão é tanta que já ninguém conhece as regras.

 

Em qualquer caso, esta reacção conjunta demonstra claramente que afinal Tsipras estava cheio de razão. Há, de facto, presentemente um eixo Espanha-Portugal. O que demonstra a falta que estão a fazer as comemorações do 1º de Dezembro no nosso país.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 13:00

O novo olhar.

Domingo, 01.03.15

Uma das coisas claras que distinguiu António Costa de António José Seguro foi ter apoiado a reforma do mapa judiciário de Paula Teixeira da Cruz, uma das coisas mais desastrosas que se fez no sistema judicial. Nada que seja de estranhar pois António Costa como Ministro da Justiça também tem no seu currículo reformas absolutamente desastrosas, como a obrigação de os mandatários se notificarem uns aos outros, ou a preparação da reforma da acção executiva, depois executada por Celeste Cardona, que transformou o país num paraíso para os devedores. Não é por isso de admirar que logo que se apanhou secretário-geral do PS, António Costa tenha imediatamente abandonado a proposta de António José Seguro de reabertura dos tribunais.

 

Confrontado com o desastre que isto está a ser, António Costa propõe agora um novo olhar sobre o mapa judiciário que permita que "em todas as sedes dos concelhos se realizerm os julgamentos que digam respeito às gentes desses concelhos". Uma vez que o actual mapa judiciário deixou de referir a comarca ao concelho para esta passar a ter antes como referência o distrito, não vejo como se consegue que os tribunais voltem a funcionar ao nível do concelho sem uma alteração radical desta reforma. António Costa está convencido que consegue isto apenas com um novo olhar? Deve ter o mesmo efeito do que quando prometeu terminar com a austeridade com uma simples leitura inteligente do tratado orçamental.

 

Duvido por isso que António Costa chegue a algum lado com este "novo olhar". É que os eleitores não são cegos.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:17





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