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A grande ilusão.

Domingo, 21.06.15

 

António Costa acusa Passos Coelho de criar a ilusão de que o país está melhor. Trata-se de uma ilusão tão grande que até António Costa foi iludido. Afinal não foi ele que há quatro meses foi dizer à comunidade chinesa que Portugal está melhor hoje do que há quatro anos? Mas António Costa não é ilusionista e por isso não faz promessas que não pode cumprir, como a abolição ou redução das portagens na via do Infante. António Costa limitou-se a descobrir a solução para a crise. A solução não está nem "na saída do euro, nem na prossecução da austeridade". Está na "coesão e convergência das economias europeias". Acho que o Syriza fez mais ou menos a mesma promessa, de que iria abolir a austeridade sem sair do euro, apostando na coesão e convergência dos restantes países europeus. Os quais, diga-se de passagem, não lhe têm faltado com o seu apoio nesta fase crítica.

 

Mas António Costa tem todas as garantias para conseguir ter sucesso nas suas promessas eleitorais. Para isso conta com o seu candidato presidencial que já avisou que, se for eleito (longe vá o agoiro), vai exigir que as promessas eleitorais sejam cumpridas. Isto porque, como bem salienta o candidato, "um Presidente da República pode exigir que as promessas sejam cumpridas. Pode exigir e vigiar e se entender que as promessas não estão a ser cumpridas, deve usar todos os meios ao seu dispor para encetar uma renovação política". Ficamos assim a saber que Sampaio de Nóvoa admite demitir o governo e dissolver a assembleia, se chegar à conclusão que as promessas feitas na campanha não estão a ser cumpridas. Se calhar alguém já lhe chamou a atenção de que a assembleia pode nesse caso renovar a confiança no governo, ou o país reeleger novamente o mesmo partido, caso em que ao presidente só resta renunciar ao cargo. Mas isso não preocupa nada o candidato. "Serei um Presidente da República despojado porque não tenho nenhuma carreira política ou outra qualquer pela frente. Não hesitarei nunca em tomar as decisões que eu ache que devem ser tomadas”. Teríamos assim um Presidente cheio de iniciativa. Como o próprio assume: "Todos os dias acordarei a pensar e a mobilizar os portugueses para as grandes causas”.

 

Estes dois precisam rapidamente de um profundo mergulho na realidade.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:06





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