Eleições à vista?
Ontem foi Jerónimo de Sousa a dizer que era preciso um novo governo. Hoje é Catarina Martins a ameaçar votar contra o orçamento, a menos que Costa cumpra uma exigência impossível de cumprir. Parece manifesto que os queridos parceiros da geringonça já querem abandonar rapidamente este barco. Resta agora saber se Rui Rio vai querer assumir-se como muleta deste governo ou dá a Costa o destino que a sua votação eleitoral em 2015 lhe deveria ter traçado desde o início. Mas com as constantes demissões que a sua estratégia de ligação ao PS está a causar no PSD, não me parece que Rui Rio tenha grande alternativa. Está hoje na mesma posição de Passos Coelho, que também apostou inicialmente na colaboração com Sócrates, e a quem disseram que ou havia eleições no país ou havia eleições no partido. Claro que as eleições no país neste momento podem ser um maná para António Costa, que seguramente não deseja outra coisa, e uma tragédia para os restantes partidos. Só que é uma tragédia inevitável. Marcello Caetano, também ele uma personagem trágica, disse uma vez que é um erro pensar que se pode deixar de ir a Alcácer-Quibir. O destino está escrito nos astros.
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O aumento da função pública.
Este anúncio de aumentos na função pública é o mesmo esquema de sempre de governar para as clientelas, normalmente sem qualquer pudor de as enganar. Sócrates também aumentou os funcionários públicos em 2,9% em ano eleitoral. Logo a seguir às eleições estabeleceu cortes de salários entre 5 a 10% para os funcionários públicos, levando-lhes ainda mais do que os tinha aumentado. Só me espanta é que ainda haja gente que acredita nesta medidas eleitoralistas.
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A ONU a rir-se.

Acho inacreditável que uma assembleia geral da ONU se permita rir do Presidente dos Estados Unidos, sabendo-se que é esse o país que sustenta a organização e que pode muito bem cortar a sua contribuição. A assembleia geral deveria respeitar quem lhe paga e ouvir atentamente os discursos, como se espera num forum internacional. Desde o tempo de Ronald Reagan que estou habituado a o resto do mundo considerar os presidentes republicanos como imbecis e idiotas. Quando são democratas, já são uns génios, mesmo no caso da desastrada presidência de Carter, que até permitiu reféns americanos no Irão. Ninguém consegue perceber que, se o presidente americano fosse um imbecil, nunca teria chegado a presidente dos Estados Unidos. E quanto a rir-se de Trump, muitos o fizeram durante as eleições americanas. Viu-se o resultado.
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A não recondução da PGR.

Nunca achei bem que se fizesse uma questão nacional em torno da recondução da PGR, mas também sempre me pareceu que a solução natural seria a sua recondução, face ao brilhante trabalho que desenvolveu. Comecei a ter dúvidas quando, conhecendo Marcelo, vi a primeira página do Expresso, o que me pareceu ser uma manobra de diversão, o que o desmentido de Marcelo só confirmou. A questão é que a procuradora estava a ter demasiado protagonismo e isso Costa não perdoa e Marcelo muito menos. Ou muito me engano ou a nova PGR vai ter um total "low profile". Como convém ao actual poder político.
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Um país de opereta.

Eu julgava que neste país existiam leis que puniam os bloqueios de estrada e a ocupação da via pública, impedindo a normal circulação do trânsito. Afinal parece que em Portugal é possível fazer uma manifestação a utilizar carros indevidamente estacionados para cortar a via pública nas principais cidades do país, causando o caos no seu funcionamento e prejudicando centenas de milhares de pessoas. E as autoridades, em lugar de cumprirem a lei, até se dispõem a colaborar nesse objectivo, cortando elas mesmas o trânsito e reservando as vias para o estacionamento dos manifestantes. Digam lá se isto não é um país de opereta.
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Reciprocidade.

Eu, se estivesse no lugar do João Lourenço, depois dos calções de banho de Marcelo na praia da Ilha e das jeans de António Costa em revista às tropas, trataria a viagem de Estado a Portugal exactamente da mesma maneira. Optaria por isso por isso por surgir em todas as ocasiões solenes com uma roupa leve e desportiva. O único senão desta estratégia é que Novembro em Portugal costuma ser muito frio.
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A estratégia do PSD.
Primeiro eram "fake news", depois foi alguém que deu com a língua nos dentes. Mas isso é acessório perante o principal. O principal é a Direcção achar que é normalíssimo o PSD andar de mão dada com o Bloco, avalizando uma proposta deste completamente absurda e que tinha sido arrasada por todos os outros partidos. Para logo a seguir assistir-se a ser a proposta do PSD a ser arrasada por todos os outros partidos, incluindo o próprio Bloco, que pelos vistos nem foi capaz de lhe agradecer o favor… Pode a Direcção achar que pôr o PSD a fazer um discurso ideológico de extrema esquerda contra os especuladores e o grande capital é uma jogada política genial. Eu digo que isto é jogar à roleta russa com uma metralhadora pesada. Vamos ver quem tem razão.
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Eleições já.
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A exumação de Franco.
Por cá, na altura do PREC, Carlos Fabião propôs no Conselho da Revolução que se fosse desenterrar Salazar e fazer-lhe um julgamento público, colocando o cadáver em tribunal no banco dos réus. Para seu grande desapontamento, os seus companheiros tiveram o bom senso de lhe dizer que achavam essa ideia completamente absurda. Em Espanha parece que anda a faltar aos deputados esse mais elementar bom senso. Franco está morto e enterrado. Desenterrá-lo é perfeitamente idiota.
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Rio sem regresso.
