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Acefalia parlamentar.

Sexta-feira, 23.11.18

Parece que em relação à taxa Robles numa reunião do grupo parlamentar do PSD, com a excepção de um deputado que se pronunciou a favor da medida, todos os restantes se pronunciaram contra. Mas "ainda assim a proposta será mantida". Eu chamo a isto acefalia parlamentar.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 06:46

O mito Kennedy.

Quinta-feira, 22.11.18

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O Pedro lembra abaixo a efeméride de hoje passarem 55 anos sobre o assassinato de John F. Kennedy que criou um enorme mito na política americana. Aqueles que morrem jovens normalmente atingem o estatuto de heróis, uma vez que todos têm tendência para assumir que iriam deixar grandes realizações neste mundo e que só a morte prematura os impediu de fazer aquilo a que estavam destinados. Kennedy, vítima de um brutal assassinato dramaticamente relatado nos media, com um enterro de estado transmitido a todo o país, em que os americanos viram uma jovem viúva de 30 anos destroçada e um filho de três anos a fazer a continência, atingiu precisamente esse estatuto.

O problema é que devido a esse mito, nunca foram escrutinadas as enormes fragilidades da presidência de Kennedy. Começou logo com a sua ligação à Mafia, via Sam Giancana, de quem se diz que organizou uma verdadeira chapelada eleitoral nos estados decisivos, permitindo a derrota de Nixon. Prosseguiu com o ataque a Cuba na Baía dos Porcos, um fracasso total, e depois com a tentativa de assassinar Fidel Castro, através do recrutamento de uma sua amante. O resultado foi Castro ter aceitado colocar mísseis dirigidos aos Estados Unidos em Cuba, o que quase colocou o mundo à beira de uma guerra nuclear, apenas resolvida com uma negociação secreta por troca com os mísseis na Turquia, mas que Kennedy nunca quis assumir. Tal contribuiu para a queda de Kruschev, substituído por Brezhnev, cujo radicalismo fez adiar por décadas o fim da guerra fria. Os seus apoiantes garantem que Kennedy era um pacifista e iria retirar as tropas americanas do Vietname, mas não ele nunca deu qualquer sinal nesse sentido.

Em relação ao assassinato de Kennedy, para mim é manifesto que Oswald não agiu sozinho e não faltam candidatos a mandantes, desde a Máfia (que nunca perdoou o facto de Kennedy não lhe ter retribuído o apoio na campanha eleitoral) aos cubanos (devido aos sucessivos ataques a Cuba) e aos soviéticos (furiosos com a forma como a resolução da crise dos mísseis foi anunciada publicamente). Se tivesse que apostar, apostaria em que o mandante foi Fidel Castro. Oswald tinha ligações a Cuba, o que me leva a crer que, se Kennedy falhou na tentativa de matar Fidel Castro, Castro não falhou no objectivo de assassinar Kennedy. A tentativa da administração Johnson de apresentar o crime como um acto isolado tem a explicação de que a divulgação do verdadeiro mandante levaria necessariamente a uma guerra nuclear, o que se quis prevenir depois da crise dos mísseis. A razão de Estado muitas vezes suplanta o sentimento.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:18

Delírio político.

Quarta-feira, 21.11.18

A actual direcção do PSD vive no delírio político absoluto. PSD e BE, a mesma luta. Camaradas e camarados, lutemos unidos, que é nossa a vitória final. Vão ver o resultado disto nas próximas eleições.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:46

A taxa Robles do PSD.

Domingo, 18.11.18

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Em 1984 Mondale concorreu contra Reagan que se recandidatava à presidência dos Estados Unidos. Anunciou na sua campanha um futuro aumento de impostos. Teve a maior derrota de sempre alguma vez obtida por um candidato presidencial na América, com apenas 13 votos no colégio eleitoral, contra os 525 de Reagan. O PSD actual parece que quer repetir essa estratégia, aumentando os impostos a partir da oposição, com a agravante de pretender concorrer com o Bloco de Esquerda propondo igualmente uma taxa Robles. Devem achar que isto é politicamente um tiro muito certeiro, embora eu não perceba a que segmento do seu eleitorado se estão a dirigir. Por isso o que me parece é que andam a jogar à roleta russa com uma metralhadora pesada.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:29

A revolta dos coletes amarelos.

Sábado, 17.11.18

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O actual Estado fiscal insuportável, depois de ter elevado os impostos directos quase até ao limite do absurdo, aposta agora nos impostos indirectos e na multiplicação de taxas por tudo e por nada, como se viu com a protecção civil, a que agora o governo quer regressar. Só que há alturas em que esta situação conduz a movimentos de revolta de cidadãos, como entre nós sucedeu com a revolta da ponte sobre o tejo em 1994, que precipitou o fim de Cavaco Silva. Hoje parece que é Emmanuel Macron que está a passar pela mesma situação.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 15:50

A tourada.

Quinta-feira, 15.11.18

Em 1973 mandámos ao festival da eurovisão esta canção, demonstrando bem como o governo de então estava a ser visto pelo país. Se olharmos bem para a letra, apesar de terem passado 45 anos, acho que a actual situação não é muito diferente. Neste dia, em que o governo e o grupo parlamentar do partido que o apoia se envolveram numa verdadeira tourada, acho que é adequado recordar esta canção.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 20:38

O acordo do Brexit.

Quinta-feira, 15.11.18

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É raro assistirmos ao descalabro de um governo em directo. Hoje parece que é isso o que se está a passar no Reino Unido. Parece que os ministros estão na situação daquele célebre dito brasileiro: "Se fugir, o bicho pega, se ficar o bicho come".

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:40

A condessa de Abranhos.

Quarta-feira, 07.11.18
Depois destas declarações da Ministra da Cultura, a prometer que o Museu de Évora vai "tornando-se no primeiro Museu Nacional a sul do Sado", só me apetece recordar a célebre personagem ministerial criada por Eça de Queiroz:
"Outra circunstância que torna mais admiráveis esses serviços, é o facto do Conde – tendo dado todo o seu tempo ao estudo das questões sociais – jamais se ter ocupado do conhecimento subalterno da geografia. Segundo ele dizia, nunca pudera reter todos esses nomes esquisitos e bárbaros de rios, cordilheiras, vulcões, cabos, istmos! Assim, por exemplo, nunca compreendeu, confessou-mo muitas vezes, esses cálculos estranhos de graus, latitudes e longitudes, nem dava grande crédito à ciência da navegação (…).
Uma ocasião, na Câmara, ele falava de Moçambique como se considerasse essa nossa possessão na costa ocidental da África. Alguns deputados mais miudamente instruídos desses detalhes, gritaram-lhe com furor.
– Moçambique é na costa oriental, Sr. Ministro da Marinha!
A réplica do Conde é genial:
– Que fique na costa ocidental ou na costa oriental, nada tira a que seja verdadeira a doutrina que estabeleço. Os regulamentos não mudam com as latitudes!
Esta réplica vem mais uma vez provar que o Conde se ocupava sobretudo de ideias gerais, dignas do seu grande espírito, e não se demorava nessa verificação microscópica de detalhes práticos, que preocupam os espíritos subalternos".
EÇA DE QUEIROZ, O Conde de Abranhos.
 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 11:03

Maria Guinot (1945-2018)

Sábado, 03.11.18

Lembro-me bem da surpresa geral que houve em 1984 quando esta canção ganhou o festival da canção da RTP. Mas toda a gente reconheceu que apesar de não ser nada festivaleira, era a canção mais bonita que tinha aparecido em festivais. Hoje, no dia em que Maria Guinot partiu, deixando um silêncio no meio de tanta gente, recordo a beleza desta canção.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 21:16

In memoriam.

Quinta-feira, 01.11.18

 

Hoje é um dia em que recordo sempre a maior tragédia que alguma vez atingiu Portugal. Não apenas matou 60.000 pessoas num único dia, como também destruiu completamente o que era então a cidade de Lisboa, não nos deixando quase nenhum edifício para recordar os tempos passados.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:56





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