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O ataque ao Irão.

Quinta-feira, 19.06.25

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Tenho idade suficiente para me lembrar da fuga precipitada do Xá do Irão em Janeiro de 1979 com uma revolução islâmica a explodir no país, que logo a seguir assistiu a uma tomada de reféns na Embaixada dos EUA, um verdadeiro acto de guerra e uma humilhação para a América, que levou à não reeleição de Carter.

Não me espanta por isso que, na sua imensa vaidade, Trump queira agora vingar a humilhação então sofrida e ajustar contas com o Irão, derrubando o seu regime.

Não acredito, porém, em qualquer regresso da monarquia ao Irão. Como disse a Rainha D. Amélia a D. Manuel II, quando a família real portuguesa partiu da Ericeira, do exílio não se regressa. Na verdade, mais valia a família real iraniana ter adoptado em 1979 a posição da Imperatriz Teodora, que disse ao Imperador Justiniano, que pretendia fugir perante uma revolta que então grassava no Império Bizantino: "a púrpura (o manto dos Imperadores) é uma linda mortalha".

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:45

A homenagem a Ramalho Eanes.

Terça-feira, 10.06.25

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Não há português que mereça mais ser homenageado no 10 de Junho do que o General António Ramalho Eanes, hoje com 90 anos de idade de uma vida intensa ao serviço de Portugal.

Tendo feito o serviço militar em África, participou no 25 de Abril e foi o herói do 25 de Novembro, que terminou com as loucuras revolucionárias do PREC, permitindo a aprovação da Constituição por uma Constituinte várias vezes ameaçada pelos revolucionários da extrema-esquerda. Depois foi Presidente da República durante dez anos, sempre eleito com votações apoteóticas.

Mais recentemente recordo a sua entrevista à RTP em Abril de 2020, no período mais terrível da pandemia, onde, então com 85 anos, apelou a que em caso de necessidade não o colocassem num ventilador para permitir que o mesmo pudesse atribuído a um homem de 40 anos com mulher e filhos. A sua coragem serena e o seu exemplo de serviço público foram sempre essenciais para Portugal nas horas mais difíceis.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 18:41

Os ataques dos ministros de António Costa a António José Seguro.

Segunda-feira, 09.06.25

Não há nada que mais me divirta do que assistir a antigos ministros de António Costa a atacar a candidatura presidencial de António José Seguro, precisamente o único socialista que até agora teve a coragem de assumir uma candidatura. Isto depois de os governos em que participaram terem conduzido o PS e o país ao abismo em apenas oito anos, enquanto que o seu líder partiu alegremente para um exílio dourado em Bruxelas, o que não o impede de querer condicionar por interpostas pessoas as escolhas do seu partido. É assim que primeiro surge Mariana Vieira da Silva a dizer que há dez anos que não se conhece uma ideia a António José Seguro. Depois vem o seu pai, José Vieira da Silva, a dizer que António José Seguro não tem o perfil desejável para ser apoiado pelo PS. Dá gosto ver uma tão grande convergências de posições entre pai e filha, apesar da diferença de gerações, o que talvez se possa explicar pelo facto de terem estado os dois ao mesmo tempo nos governos de António Costa, situação que causou perplexidade até no Parlamento Europeu. O que cabe perguntar é porque é que nenhum dos dois se candidata à presidência da república ou até a líder do partido, em vez de se manterem como treinadores de bancada. Enquanto o PS continuar neste estado não vai longe.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:42

A candidatura de António José Seguro.

Quarta-feira, 04.06.25







Sempre achei que António José Seguro era uma das pessoas mais injustiçadas da política portuguesa. Pegou no PS depois de José Sócrates ter deixado em cacos esse partido, bem como ao próprio país, e foi fazendo o seu caminho, com uma oposição responsável ao governo de Passos Coelho, que levou o PS a ganhar as eleições europeias.

 

Foi, porém, logo a seguir injustamente derrubado numa conspiração liderada pela dupla Sócrates-Costa, com o objectivo de colocar Sócrates em Belém e Costa em São Bento. Erradamente Seguro aceitou o desafio de convocar umas primárias, que se revelaram terreno minado para ele, conduzindo Costa à liderança do partido. Mas, quando Costa se preparava para anunciar o apoio a José Sócrates, este foi detido, e Costa imediatamente o abandonou. Costa acabaria por perder as eleições, mas isso não o impediu de formar governo com o apoio da extrema-esquerda, para o que transformou o próprio PS num partido de extrema-esquerda. Costa, apesar de ter ganho a seguir duas eleições, graças à inépcia da oposição de Rui Rio, acabaria por se mudar para um exílio dourado em Bruxelas, com o apoio de Montenegro, mais uma vez deixando o PS em cacos.

 

Por isso, a única atitude correcta que o novo PS de José Luís Carneiro pode adoptar é manifestar apoio a António José Seguro, corrigindo a injustiça histórica que lhe foi praticada. Se quiser apostar antes em figuras ligadas aos tempos de Sócrates e de Costa, como Augusto Santos Silva, ou em líricos como Sampaio da Nóvoa, arrisca-se a ter o mesmo destino do Bloco de Esquerda.







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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:29





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