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O Che Guevara grego.

Quarta-feira, 23.05.12

 

É interessantíssimo ver como o Die Welt qualifica Alexis Tsipras: o Che Guevara grego ou o Messias da esquerda europeia. As suas propostas políticas lembram o PREC português de 1975, altura que o nosso Otelo também se proclamava o Fidel Castro da Europa. Tsipras tem o retrato de Che Guevara no seu gabinete e deseja fazer uma revolução como ele. A revolução passa naturalmente pela nacionalização de todos os bancos e pelo combate ao desemprego através da criação de novos cargos públicos e de empresas estatais. E quem vai pagar os custos desta política será naturalmente a solidariedade europeia, já que Tsipras não quer sair do euro. Mas não deixará de declarar a bancarrota, causando o caos em toda a Europa, se os restantes governos europeus não estiverem dispostos a financiar a sua revolução.

 

Alexis Tsipras também não se considera isolado pelo facto de, na sua viagem às capitais europeias, não ter sido recebido por nenhum governante mas apenas pelos partidos de extrema esquerda. Ela acha que é Merkel que está "extremamente isolada" na Europa. Vai ver o que o espera após a sua eleição.

 

O dramático desta história é que, contra toda a racionalidade, este homem pode mesmo ser o chefe do novo Governo grego. E a culpa disto é dos aprendizes de feiticeiro europeus que criaram esta situação.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 09:43


2 comentários

De Tó Zé a 05.06.2012 às 07:12

Sabe, eu sou admitidamente de extrema esquerda, mas há algo que queria tentar perceber no seu texto. Por que razão o líder de um partido que não está no poder teria de ser recebido pelos chefes de estado da Europa? Ele deve ser recebido por quem concorda com ele, no caso, a extrema esquerda.
Também não compreendo o mal da nacionalização dos bancos. Se dão perjuízo, então devem ser nacionalizados, de modo a evitar falências e efeitos dominó na economia (à semelhança do BNU), se começarem a dar lucro, então o Estado passa a ter uma fonte de rendimentos que não os impostos, deixando de sobrecarregar uma economia superlotada.
Mas, infelizmente, pergunto-lhe se ainda acredita em idealistas de extrema esquerda no nosso continente, eu não.

De aespumadosdias a 05.06.2012 às 15:27

Os gregos deviam arriscar. A perder não ficavam certamente.

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