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A crise do Brexit.

Terça-feira, 26.03.19

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O Reino Unido está neste momento a atravessar uma crise constitucional sem paralelo desde a Revolução Gloriosa de 1688. Embora desde sempre o sistema de governo britânico tenha assentado na soberania do parlamento, a verdade é que essa soberania era delegada no governo e no gabinete, criando assim o que se convencionou chamar de parlamentarismo de gabinete. Nem na "hora mais negra", em que as tropas de Hitler arrasaram o exército britânico na Europa, ou durante a batalha de Inglaterra, em que Londres foi sistematicamente bombardeada, alguma vez o parlamento se imiscuiu nas competências do gabinete. Hoje, quando decide tomar o processo do Brexit directamente nas mãos, o parlamento britânico abandona o sistema parlamentar de gabinete para adoptar um sistema parlamentar de assembleia. É extraordinário é que a primeira-ministra se mantenha no cargo depois de ser desautorizada desta maneira.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 10:17


2 comentários

De Anónimo a 27.03.2019 às 10:25

Ouvi dizer que não é bem assim, que o governo mantém a direcção da negociação, mas que o parlamento é quem diz se se aceita ou não a negociação que o governa faça. O mesmo será dizer que, se o governo não fizer qualquer negociação com a UE, o parlamento fica quietinho no seu canto. Isto posto, parece que anda para aí muita gentinha, comentadeira e paineleira, à espera que a Inglaterra se #oda. Ora, não vai acontecer nada disso, pese o facto de o nosso monhé e o seu acólito ilhéu (ou vice versa) já se acharem como os salvadores do planeta e na posse de todos os meios e mais um para combater o tal de Brexit.

De Manuel da Rocha a 27.03.2019 às 12:04

Quando o parlamento vota propostas que se contrapõem (como foi o caso do acordo/sem acordo e os pontos sobre a Irlanda do Norte), será interessante perceber qual será o rumo, é que se votarem para deixar de ter acordos com a Europa, ao mesmo tempo que votam para ter acordos com a Europa, vai ser engraçado.
Pelo menos a May tinha um acordo que permitia saltarem fora, protegendo a Irlanda do Norte, onde ainda há menos de um ano, um grupo de extremistas fez explodir um automóvel, em frente ao tribunal, para avisar que ainda por lá andam... 20 anos depois da paz ter sido alcançada.

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