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  <title>Syntagma</title>
  <link>https://syntagma.blogs.sapo.pt/</link>
  <description>Syntagma - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Wed, 24 Aug 2011 19:00:50 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Wed, 24 Aug 2011 18:59:43 GMT</pubDate>
  <title>Equidade fiscal.</title>
  <author>Luís Menezes Leitão</author>
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  <description>&lt;div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-PXz4_GnV35w/Th9iRklqHcI/AAAAAAAAKP4/-T7GTXsei9A/s1600/imposto_extraordinario_2011.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Enquanto a França &lt;a href=&quot;http://economia.publico.pt/Noticia/franca-cria-imposto-extra-de-3-para-rendimentos-anuais-acima-dos-500-mil-euros_1509039&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;anuncia um imposto extraordinário&lt;/a&gt; de 3% a ser pago unicamente pelos contribuintes que ganham rendimentos acima de 500000 euros, e a aplicar só em 2012, Portugal já demonstrou que é possível ir muito mais longe. O imposto extraordinário cá é de 3,5%, a ele só escapam os indigentes e os rendimentos de capitais, é aplicado já aos rendimentos de 2011 e será pago em grande parte ainda no fim deste ano. Aqui temos um exemplo típico do entendimento que em Portugal se tem da equidade fiscal. Como é que a França não se lembrou disto para assegurar um orçamento ainda mais equilibrado já em 2011?&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>imposto extraordinário</category>
  <category>frança</category>
  <category>portugal</category>
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  <pubDate>Thu, 14 Jul 2011 09:51:41 GMT</pubDate>
  <title>O desvio colossal às regras constitucionais.</title>
  <author>Luís Menezes Leitão</author>
  <link>https://syntagma.blogs.sapo.pt/31313.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Primeiro parece que queriam uma receita adicional de 800 milhões de euros já em 2011. Agora &lt;a href=&quot;http://economia.publico.pt/Noticia/taxa-de-35--dara-o-dobro-da-receita-anunciada-com-imposto-extra_1502817&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;parece que já vão em 1600 milhões&lt;/a&gt;. Amanhã provavelmente já serão 3200 milhões e o Estado lá continuará a aumentar em progressão geométrica os impostos sobre os contribuintes exangues, sem qualquer resultado visível à vista, pois o mais provável efeito deste regabofe fiscal será o aumento da recessão e a inerente quebra da receita fiscal, com a impossibilidade de cumprimento dos défices previstos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;É evidente que este novo imposto é constitucionalmente proibido, uma vez que a Constituição veda expressamente os impostos com natureza retroactiva. O Governo conta, porém, com a jurisprudência complacente do Tribunal Constitucional, que nos últimos tempos tem deixado passar medidas fiscais semelhantes, embora não com a gravidade desta. Neste caso, vai criar-se um precedente que consiste no seguinte: sempre que se verifique que o Estado gastou acima do que está orçamentado, está autorizado a criar um imposto extraordinário retroactivo para cobrir esses gastos excessivos. O respeito pelos orçamentos aprovados pelo Parlamento e a responsabilidade financeira dos titulares de cargos públicos são assim de uma penada atirados para o lixo, uma vez que se houver desvios ao orçamento, há sempre a possibilidade de lançar impostos extraordinários para os cobrir. Em consequência, o princípio da legalidade fiscal e a protecção da confiança dos contribuintes deixam igualmente de existir no nosso ordenamento jurídico. Os direitos dos cidadãos estão neste momento sacrificados a um Estado despesista, incapaz de controlar a sua voragem fiscal. As pessoas ficam hoje a saber que em qualquer momento os seus rendimentos podem ser retroactivamente tributados, sendo-lhes ordenado o pagamento imediato de novos impostos. O Xerife de Nottingham não faria melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Claro que há sempre um processo fácil de justificar este regabofe fiscal que agora passa a caracterizar o Estado Português: é de dizer que a culpa é do Governo anterior. Já estamos habituados a que cada novo Governo ensaie este discurso justificativo, mas que nunca se traduz em acusações concretas, com a exigência das competentes responsabilidades legais, caso elas efectivamente existam. Este discurso só serve para exigir novos sacrifícios a quem não tem culpa nenhuma nesta situação. Os únicos que pagam o despesismo incontrolável do Estado são os contribuintes, a quem são cada vez mais exigidos novos e incomportáveis sacrifícios, neste caso numa flagrante inconstitucionalidade. Ora, o Estado continua a ser o mesmo, independentemente da mudança de Governo, não sendo aceitável que cada novo Governo possa lançar retroactivamente novos impostos, alterando completamente o enquadramento fiscal em que os cidadãos vivem e trabalham.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não sei se é apenas Portugal que vai colapsar, ou se vai ser a Europa no seu conjunto. O que sei é que com medidas destas a confiança dos cidadãos nas suas instituições, essencial ao bom funcionamento do regime democrático, está totalmente posta em causa.&lt;/p&gt;</description>
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  <category>constituição</category>
  <category>imposto extraordinário</category>
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