<?xml version='1.0' encoding='utf-8' ?>

<rss version='2.0' xmlns:lj='http://www.livejournal.org/rss/lj/1.0/'>
<channel>
  <title>Syntagma</title>
  <link>https://syntagma.blogs.sapo.pt/</link>
  <description>Syntagma - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sat, 27 Jan 2024 19:06:10 GMT</lastBuildDate>
  <generator>LiveJournal / SAPO Blogs</generator>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://syntagma.blogs.sapo.pt/a-crise-politica-na-madeira-279269</guid>
  <pubDate>Sat, 27 Jan 2024 18:34:00 GMT</pubDate>
  <title>A crise política na Madeira.</title>
  <author>Luís Menezes Leitão</author>
  <link>https://syntagma.blogs.sapo.pt/a-crise-politica-na-madeira-279269</link>
  <description>&lt;p class=&quot;sapomedia images&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;hhs_1088.jpg&quot; height=&quot;449&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/G6b17dc6f/22596060_VgFGM.jpeg&quot; style=&quot;width: 800px; padding: 10px 10px;&quot; width=&quot;800&quot; /&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Tenho visto aparecer afirmações sobre a resolução da crise política na Madeira praticamente decalcadas da péssima solução que Marcelo Rebelo de Sousa adoptou para o país, que se baseou em adiar, quer a demissão do Governo, quer a dissolução do Parlamento para permitir a aprovação do orçamento. Isto implicou que o país esteja a viver num limbo durante quatro meses, em que as instituições se vão degradando à vista de todos, sem que ninguém faça nada para resolver os problemas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Na Madeira, no entanto, esta solução não é replicável por uma razão muito simples: É que nas Regiões Autónomas vigora um regime parlamentar puro, enquanto que na República o regime é semipresidencialista. Tal leva a que grande parte do que foi feito no país não possa ser repetido na Madeira.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Assim, em primeiro lugar, não há qualquer possibilidade de o Presidente do Governo Regional apresentar a demissão e a mesma não ser logo aceite, uma vez que o art. 62º, nº1, b) do &lt;a href=&quot;https://www.alram.pt/media/7149/estatutopoliticoadministrativorepublicacao.pdf&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Estatuto Político-Administrativo da Madeira&lt;/a&gt; refere expressamente que implica a demissão do Governo Regional a apresentação pelo Presidente do Governo Regional do pedido de exoneração. Ou seja, é logo no momento da apresentação do pedido de exoneração que se verifica a demissão do Governo Regional, não podendo a mesma ser adiada, pois não é necessário qualquer acto de aceitação.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Para além disso, ao contrário do que sucede na República, onde o Programa do Governo é discutido, mas não votado, só podendo o Governo cair se for apresentada uma moção de rejeição, na Madeira o Programa do Governo Regional implica a apresentação de uma moção de confiança (art. 59º, nº1, EPAM), pelo que sem a Assembleia Regional aprovar o seu Programa, o Governo Regional ficará em gestão (art. 63º, nº1, EPAM). Assim, qualquer substituto de Miguel Albuquerque terá que ter necessariamente desde o início a confiança da maioria da Assembleia Regional.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em qualquer caso, como a Assembleia Regional ainda não fez seis meses sobre a sua eleição, a mesma não poderá ser dissolvida pelo Presidente da República a não ser daqui a dois meses. Não parece, porém, que possa ter seguimento a evidente tentativa do Presidente da República de manter o actual Governo Regional em plenitude de funções até esse momento. Basta que algumas das anunciadas moções de censura seja aprovada para que tal já não seja possível.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Aguardemos assim pelas cenas dos próximos capítulos.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://syntagma.blogs.sapo.pt/a-crise-politica-na-madeira-279269</comments>
  <lj:replycount>1</lj:replycount>
  <category>madeira</category>
  <category>crise política</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://syntagma.blogs.sapo.pt/as-eleicoes-na-madeira-277158</guid>
  <pubDate>Fri, 29 Sep 2023 11:37:00 GMT</pubDate>
  <title>As eleições na Madeira.</title>
  <author>Luís Menezes Leitão</author>
  <link>https://syntagma.blogs.sapo.pt/as-eleicoes-na-madeira-277158</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Não tencionava comentar as eleições na Madeira, mas &lt;a href=&quot;https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/eleicoes-na-madeira-16176793&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;este post&lt;/a&gt; do JPT estimulou-me a dar também a minha opinião, no quadro da pluralidade que sempre caracterizou este blogue. Na minha opinião estas eleições foram um desastre para o PSD, o que só augura o pior para as eleições que se seguem e para a liderança de Montenegro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;As principais culpas do que se passou não podem ser atribuídas a Miguel Albuquerque, que até partia lançado para renovar a maioria absoluta e trucidou a oposição do PS. O problema ocorreu na semana anterior, com a posição do PSD nacional perante a moção de censura do Chega. Essa moção de censura fez o Chega aparecer ao eleitorado como a única oposição ao Governo de António Costa, o que lhe permitiu saltar de uma base de zero — nem se sabia se conseguia concorrer até ao último momento — para 8,5% na Madeira. E a Iniciativa Liberal entrou no Parlamento da Madeira porque apoiou essa moção. Pelo contrário, o PSD perdeu deputados ao abster-se numa censura ao Governo do PS. Se não conseguia votar ao lado do Chega, teria que apresentar ele próprio uma moção de censura e votá-la favoravelmente. A conversa de que somos o partido das soluções e não o das moções só serve para o PSD não ser visto como oposição. Espero que ao menos aprendam de vez a lição. Se amanhã aparecer de braço dado com o PS na revisão constitucional, o PSD será trucidado em quaisquer futuras eleições.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Mas a solução de Miguel Albuquerque de fazer um acordo com o PAN também é péssima para o PSD. Luís Paixão Martins, no seu livro &lt;em&gt;Como perder uma eleição&lt;/em&gt;, assume ter cometido um erro ao aconselhar António Costa a assumir que o PS, caso não tivesse maioria absoluta, se poderia coligar com o PAN. Tal provocou uma reacção indignada de muitos militantes do PS no interior. Na verdade o PAN pode ter muitos votantes no meio urbano, mas é odiado nas zonas do interior, pelo seu posicionamento contra o meio rural. Ora o PSD ainda tem mais apoio nos distritos do interior do que o PS, pelo que um acordo com o PAN será tóxico para o partido. Aliás, pelas convulsões que o próprio PAN está a ter, aposto que esse acordo não vai valer o papel em que será escrito.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Ou o PSD muda rapidamente de estratégia ou a sua chegada ao Governo será uma miragem.&lt;/p&gt;</description>
  <comments>https://syntagma.blogs.sapo.pt/as-eleicoes-na-madeira-277158</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>madeira</category>
  <category>eleições</category>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>https://syntagma.blogs.sapo.pt/38000.html</guid>
  <pubDate>Tue, 20 Sep 2011 05:44:57 GMT</pubDate>
  <title>A nossa aldeia gaulesa</title>
  <author>Luís Menezes Leitão</author>
  <link>https://syntagma.blogs.sapo.pt/38000.html</link>
  <description>&lt;div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/_Mq4S1uVPJOo/S-QHfc9KmkI/AAAAAAAATNY/sK7P3Rt4AKU/s400/mapa27.gif&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ler &lt;a href=&quot;http://www.ionline.pt/conteudo/150447-a-nossa-aldeia-gaulesa&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
  <comments>https://syntagma.blogs.sapo.pt/38000.html</comments>
  <lj:replycount>0</lj:replycount>
  <category>madeira</category>
  <category>aldeia gaulesa</category>
</item>
</channel>
</rss>
