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O sucesso de Mário Centeno.

Terça-feira, 05.12.17

O mal do governo de Passos Coelho (entre muitos outros) foi nunca ter tido um Ministro das Finanças de jeito. Escolheu Vítor Gaspar porque ele próprio se candidatou ao cargo, depois da recusa de Vítor Bento, e foi um desastre. Basta recordar que foi dele a ideia louca de aumentar a TSU dos trabalhadores, com custos brutais para o PSD. Quanto a Maria Luís Albuquerque, nunca passou de uma secretária de Estado promovida, certinha mas sem rasgo. A única ideia que se viu dela foi a devolução da sobretaxa, medida tão absurda que ainda hoje cobre de ridículo o seu governo. Paulo Portas teve toda a razão na crise do irrevogável, quando lutou para que Paulo Macedo fosse para o lugar, tendo mais uma vez perdido face à obstinação de Passos Coelho. É por isso que quando há um Ministro das Finanças a sério como, diga-se o que se disser, é o caso de Mário Centeno, as diferenças vêm ao de cima. Por isso, enquanto o centro-direita continuar a chorar pelo governo perdido de Passos Coelho, estará a contribuir para a sua derrota.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:59


5 comentários

De Jaime Menezes a 05.12.2017 às 10:18

Ontem vi e ouvi, uma estranha (ou talvez não) comédia, no jornal das 21h00 da SICNotícias, a propósito da eleição de Mário Centeno, para presidente do Eurogrupo. A certa altura a pivô de serviço, em contacto com a correspondente do canal em Bruxelas, perguntou-lhe se ele, Centeno, iria ter dificuldades de actuação por só ter sido eleito à 2ª ronda, ao que a interlocutora respondeu que sim, fundamentando numa longa conversa comprovativa, mas... culminada com a notícia da aceitação unânime do ministros das finanças da UE da escolha feita.
Uma comédia na realidade que nem os senhores Santos, Faria e a senhora Esteves da RTP fariam melhor.

De Anónimo a 05.12.2017 às 11:44

Discordo em absoluto. Se o meu caro syntagma explicasse como é que se baixa um défice de mais de 11% para 3,4% em quatro anos (a razão de 2% ao ano) eu até lhe dava um beijinho na boca. Agora, vir para aqui gabar um cepo que baixou de 3,4 para 1,4 em dois anos e numa conjuntura altamente favorável, isto é, à razão de 1% ao ano... ora vá-me à loja. Convenhamos, meu caro syntagma, que o benfica é uma merda.

De Anónimo a 05.12.2017 às 12:48

estude anónimo
e muito fácil baixar de 11% . É cortar. Agora baixar quando se cortou tudo isso é que é difícil

De Anónimo a 05.12.2017 às 13:35

O amigo anónimo do syntagma nem faz ideia do que o Centeno corta, isto é, cativa (é uma palavra mais coisa e tal para os parolos ficarem de boca aberta como bois a olhar para palácios). Há dias estive num tribunal, precisei que me dessem uma guia de pagamento e, veja-se o inaudito, não havia papel de fotocópia há oito dias. E porquê? Disse-me o funcionário que quando não se paga eles deixam de fornecer. É quase como o cavalo do inglês que, quanto já estava tão habituadinho a não comer... morreu. De modos que, se alguém tem de estudar alguma coisa, não se descuide, agarre-se aos livros (nem que sejam os do seu amigo Sócrates).

De Anónimo a 05.12.2017 às 13:55

Julgávamos que o D Sebastião tinha morrido em Alcácer Quibir. Pois nem morreu nem se perdeu. Está vivo, mudou de nome e agora chama-se Mário Centeno, está bem conservado, ou não fosse um genuíno produto português do Algarve, e vamos exportá-lo para a Europa toda, que vai ficar a saber o que é ser conservador, ie, como é que se faz conserva a sério. Foi eleito para o Eurogrupo pelo PSE, o mesmo partido em que está filiado o PS de António Costa e de...Jeroen Dijsselbloem, a quem sucede o nosso D Sebastião, que vai exercer na continuidade o mandato do anterior, cujos objectivos passam pelo aprofundamento do federalismo europeu, da transferência de soberania e do controlo orçamental e da implementação mais sólida do euro e do mercado monetário e cambial na Europa. Passos Coelho contribuiu e muito para esta eleição. Centeno conseguiu baixar o déficit e repor umas migalhas nos ordenados da função pública à custa exclusivamente de dois factores: aumento continuado e incessante de impostos sobre as empresas e sobre as famílias, aumento das cativações orçamentais, que lhe permitiram cortar cegamente a despesa, com as consequências que se viram nos serviços públicos essenciais, e reembolsando juros mais depressa para diminuir ou conter o aumento da dívida, obrigando assim o déficit a contrair, meteu dinheiro a rodos na banca e até teve a sorte de não contar para o déficit, ao contrário do que aconteceu com PPC..os Portugueses deviam estar felizes e satisfeitos, porque Centeno apesar de ter de satisfazer os caprichos da esquerda radical, compromisso essencial à manutenção do governo (que vamos todos pagar muito caro nos anos que virão,porque isso foi um retrocesso necessário para o PS e para a geringonça) não foi em cantigas no que era crítico para combater o déficit. Cortou a bem cortar e o povo lixou-se bem com isso (nos incêndios e na maior área de floresta ardida em toda a Europa em 2017, na bandalheira nas FA com o roubo de armas dos paióis, revelando estes episódios ministros incompetente e negligentes com um PM completatente insensível às populações e que teve de ser substituído na ação e na decisão pelo próprio PR, o que nunca fora visto, na saúde, nas escolas, e por aí adiante, enfim, os exemplos estão todos à vista.. Centeno foi muito além da austeridade de Passos Coelho. Mas os louros são sempre para os que estão e a culpa para os que já eram. É como nas corridas de atletismo em que há uma lebre a correr para o record e a desgastar os mais fracos para que haja um tipo que ganhe sem esforço. Não se lhe pode retirar o mérito, mas quem é que no fim quer saber que só foi possível porque foi com a ajuda da lebre? A direita chora coisa nenhuma, mas lamenta que vamos pagar caro o desmando de um governo estatizante que capitulou onde não podia e hipotecou por mais umas décadas a liberdade dos portugueses. Ser (bom) Ministro das finanças não é exactamente o lugar mais difícil do governo. Difícil é ser português e sobreviver a estes tipos que nos vêm governando há décadas.

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