Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Antes tarde do que nunca!

Quarta-feira, 21.09.16

A polémica sobre o livro de José António Saraiva mostrou infelizmente ao público o pior de Pedro Passos Coelho: a precipitação, a ligeireza e a teimosia. Só a precipitação pode explicar que o líder da oposição de um país, que aspira a voltar a ser primeiro-ministro, aceite apresentar um livro sem sequer o ler. Só a ligeireza explica que, confrontado com o teor do livro, viesse desvalorizar o assunto, não se apercebendo da gravidade do mesmo. E por fim, só a teimosia pode explicar as suas declarações públicas a insistir na apresentação do livro, quando era para todos evidente que o mesmo não poderia ser apresentado.

 

Qualquer líder partidário tem obrigação de pensar nos interesses do partido que lidera antes de toda e qualquer consideração pessoal. O PSD tem o legado de Sá Carneiro, que nunca permitiu que a vida íntima dos adversários fosse explorada, mesmo quando ele próprio sofria ataques em razão da sua vida privada. Nunca um líder do PSD poderia por isso apadrinhar um livro com referências à vida íntima de políticos. Passos Coelho deveria ter sido o primeiro a reconhecer essa situação. Como pelos vistos não foi o caso, ainda bem que alguém lhe explicou o óbvio e ele finalmente percebeu. Antes tarde do que nunca!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Luís Menezes Leitão às 07:16

Há limites para tudo.

Sexta-feira, 16.09.16

Não li o livro e não gosto de fazer juízos antecipados sobre algo que não conheço. Se de facto se confirmar que é o quem tem vindo a público, trata-se de um objecto absolutamente inqualificável, a merecer o mais vivo repúdio.

Quanto à atitude de Passos Coelho em o ir apresentar, também a ser verdade que isso vai acontecer, parece-me que o qualificativo de amadorismo é muito suave. Nem que se tratasse de uma obra-prima a merecer o prémio Nobel — e acho que o autor tinha pretensões a tal — um ex-Primeiro-Ministro não se pode prestar a essa figura, uma vez que é muito mais do que um apresentador de livros. As pessoas têm que ter respeito pelo seu próprio passado e não devem deslustrar o que já foram.

Agora, se o livro é de facto o que dizem e se, apesar disso, Passos Coelho insiste em o apresentar, acho que é preciso pensar seriamente se ele está de facto em condições de voltar a ser candidato a Primeiro-Ministro. É que nem a um candidato a membro de junta de freguesia deve um partido político permitir semelhante disparate, quanto mais a um candidato a Primeiro-Ministro. Há limites para tudo e sinceramente acho que este espectáculo os vai ultrapassar a todos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Luís Menezes Leitão às 16:20

Futebol e política.

Segunda-feira, 18.11.13

 

Hoje em dia, perante a desgraça em que se afundaram os países europeus, o único vislumbre de orgulho nacional a que os cidadãos podem aspirar é algum sucesso da sua selecção. Não admira, por isso, que os políticos se metam abundantemente nas questões do futebol. Quando Cristiano Ronaldo foi objecto de piadas de gosto duvidoso por parte de Blätter, Marques Guedes não hesitou em saltar em defesa do ídolo nacional de Portugal. Agora é Marine Le Pen que, depois da derrota da selecção francesa na Ucrânia decidiu chamar aos jogadores "rapazes rebeldes mal-educados sem orgulho nacional". A mensagem sub-liminar é evidente: François Hollande é um mole, incapaz de educar os jogadores franceses e obrigá-los a terem orgulho nacional. Estivesse lá Marine Le Pen e outro galo cantaria.

 

Pessoalmente acho ridículo este tipo de intervenção política. O futebol é um jogo em que só pode ganhar uma das equipas e as vitórias dependem de inúmeros factores, alguns deles puramente aleatórios, como a infelicidade momentânea de um guarda-redes, a marcação ou não de um fora-de-jogo, ou a precipitação de uma falta na grande-área. Mas não há dúvida que as vitórias contribuem imenso para elevar o moral de um país, enquanto que as derrotas são altamente depressivas. É por isso que se Portugal conseguir passar amanhã na Suécia, o povo sairá feliz às ruas, a crise económica será esquecida e o Governo estará de parabéns. Mas, se não passar, será mais uma desmonstração da incompetência nacional, ficando o povo português plenamente convencido de que isto não tem solução, e que precisaremos seguramente de um segundo resgate ou até mesmo de um terceiro. Esteja o Governo atento que a sorte do país joga-se afinal é num campo de futebol em Estocolmo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Luís Menezes Leitão às 18:29





mais sobre mim

foto do autor


pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Dezembro 2018

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031




comentários recentes

  • Anónimo

    Nunca percebi a obsessão da direita radical por Ro...

  • Anónimo

    A verdade é que Hillary Clinton teve três milhões ...

  • Anónimo

    É preciso ser-se muito acéfalo para achar que Bols...

  • Anónimo

    E faz muito bem o Rio Rui em expulsar a direita ra...

  • Anónimo

    Bingo, Coreia do Norte! Porque é que a escumalha d...

  • Anónimo

    Olha o "Sátiro", um membro honorário da escumalha ...

  • Anónimo

    Vou aqui deixar um artigo que li num blog. O artig...

  • Anónimo

    Aconselho ao Luís que emigre para a China. Lá quem...

  • Anónimo

    Disparate! O PSD nunca foi tão PSD como no tempo d...

  • Anónimo

    Foi o 1o líder do PSD que eu considero votar desde...