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Aliança Velha.

Sábado, 23.02.19

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Com a capacidade de análise que o caracteriza, Vasco Pulido Valente escreveu que Santana Lopes, que "presidiu ao mais desastroso governo constitucional pretende agora levar uma facção de anónimos a uma nova derrota". Essa derrota começou hoje. Ninguém consegue entender no eleitorado que alguém que saiu em ruptura com o seu partido para formar um novo partido, pretenda agora coligar-se com o seu velho partido. Pode ser uma estratégia política de alto gabarito, bem ao estilo de Santana Lopes, mas a sua compreensão não está ao alcance do comum dos mortais, que são aqueles que votam nas eleições.
 
Na verdade, Santana Lopes pretende replicar à direita o trajecto de Lopes Cardoso à esquerda. Primeiro saiu do PS, depois criou a UEDS, depois a sua UEDS fez uma coligação com o PS e finalmente voltou a aderir ao PS.
 
Se é este o objectivo do novo partido, mais vale encerrá-lo já, que se poupa tempo. Tudo isto é muito velho e muito previsível. E, sinceramente, não faz falta nenhuma ao centro-direita.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 12:17

O novo partido.

Domingo, 05.08.18

O partido de Santana Lopes tem tantas hipóteses de singrar como as teve o partido Nova Democracia, de Manuel Monteiro. Ambos apenas tinham para oferecer aos eleitores o desgosto de um ex-líder por já ninguém lhe ligar nenhuma no partido que liderou. Como mensagem política é muito pouco e como estratégia de poder ainda menos. Os 1,9% que uma sondagem hoje dá a esse novo partido, sob o efeito da novidade, não dão para nada e nunca tirarão qualquer maioria à esquerda. Quando Santana Lopes perceber onde se meteu, quererá voltar ao PSD, como agora quer Manuel Monteiro voltar ao CDS, mas já será tarde. Entretanto, já que nenhum dos partidos actuais lhe serve, pode fundar todos os partidos que ache adequados ao seu ego. Chapéus há muitos, e partidos também.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:02

PSL.

Quinta-feira, 28.06.18

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Não tenho paciência nenhuma para as fitas de Santana Lopes. O seu governo foi um desastre para o PSD, que atirou para uma derrota história, permitindo a maioria absoluta do PS de Sócrates, que depois conduziu o país à bancarrota. Agora também teve grandes responsabilidades na derrota autárquica, fazendo o partido hesitar meses na candidatura a Lisboa, a que depois renunciou devido ao compromisso com a Santa Casa. Esse compromisso naturalmente desapareceu logo para se candidatar à liderança do PSD contra Rui Rio, onde até teve uma votação razoável, podendo ser o rosto da oposição no partido. Mas a oposição a Rui Rio também desapareceu logo no dia inaugural do Congresso, quando entraram os dois de braço dado, fazendo uma lista única. Pouco tempo depois, rompe outra vez com Rui Rio, mas no PSD já ninguém lhe ligou nenhuma. Agora anuncia um novo partido, o que também já anda a anunciar desde 1996, o célebre Partido Social Liberal, com a sigla PSL. Só o nome do partido já mostra a contradição em que Santana Lopes vive desde sempre, sendo o seu projecto político apenas o seu próprio ego. Que forme o novo partido, que rompa com ele, que forme outro ainda, e que volte a formar outro mais uma vez. A mim preocupa-me mais o combate político contra este governo.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:36

Rectificação à entrevista.

Sábado, 06.01.18

Recordo-me de há muitos anos, quando Mário Soares era líder da oposição ao governo Balsemão, ter querido posicionar o PS mais ao centro, pelo que deu uma entrevista a acusar a União Soviética de ter um plano secreto para desestabilizar a Península Ibérica. A Embaixada Soviética apareceu então com um comunicado a dizer que Mário Soares estava "mentalmente doente e necessitava de um prolongado tratamento". A indignação foi tanta, até porque foi interpretada como uma referência ao "tratamento" dado aos opositores na União Soviética, que a Embaixada sentiu necessidade de corrigir a resposta e explicou ter havido erros de tradução. Onde se lia "mentalmente doente" deveria ler-se "com uma imaginação doentia" e o "prolongado tratamento" referia-se antes às declarações e não à pessoa de Mário Soares.

Foi deste episódio que me recordei quando vi este comunicado da candidatura de Santana Lopes a desmentir as afirmações deste sobre Rui Rio na entrevista que deu ao Expresso. Afinal para Santana Lopes Rui Rio não é "limitado e paroquial". Tem apenas "uma visão limitada" e uma "visão muito paroquial". Felizmente que a candidatura estava atenta e corrigiu as falsidades do Expresso.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:33

Revisitando o governo de Santana Lopes.

Sexta-feira, 05.01.18

Santana Lopes tem razão quando se queixa de que ninguém no partido lhe chamou a atenção para as trapalhadas do seu governo, quando estas saltavam aos olhos de toda a opinião pública. O mal dos partidos políticos portugueses sempre foi o excessivo seguidismo que têm pelos seus líderes. Em 2004, quando Santana Lopes fez todas aquelas trapalhadas no seu efémero governo, deveria ter sido o PSD a promover internamente a sua rápida substituição no cargo de Primeiro-Ministro, o que teria evitado a dissolução de Jorge Sampaio, e a entrega do país a Sócrates. Margaret Thatcher tinha sido uma excelente Primeira-Ministra e foi destituída pelo Partido Conservador quando se tornou evidente que o seu governo estava esgotado, o que permitiu que os conservadores voltassem a ganhar com John Major. Os partidos não são meras estruturas de apoio ao líder. É antes o líder que deve colocar-se ao serviço do partido.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:31

A Santa Casa e o Montepio.

Quinta-feira, 21.12.17

Parece que anda por aí uma enorme polémica entre Santana Lopes e António Costa sobre quem teve a iniciativa de fazer a Santa Casa entrar no capital do Montepio. Mas a mim não me interessa nada de quem foi a iniciativa. A entrada da Santa Casa no Montepio é um perfeito disparate e costuma dizer o povo que, se tolo é quem pede, mais tolo é quem lho dá. Se eu fosse provedor da Santa Casa, fugia de propostas destas como o diabo da cruz. Não foi isso, porém, o que fez Santana Lopes, que até assinou um memorando de entendimento sobre o negócio. Não me parece, por isso, correcto que queira descartar as suas responsabilidades neste assunto.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 16:21

As eleições no PSD.

Sexta-feira, 15.12.17

Esta história dos debates demonstra bem a instabilidade crónica que caracteriza Santana Lopes. Primeiro exige dezenas de debates. Depois faz um acordo com Rui Rio para realizar apenas dois. Depois de o acordo estar firmado, aparece a pedir ainda um terceiro. Quando não lhe dão o terceiro, amua e afinal cancela o debate que tinha marcado. Se alguém quer convencer os eleitores de que Santana Lopes evoluiu desde os tempos que foi primeiro-ministro, que se desengane. Isto é a sua marca de água de sempre. E por isso é que António Costa adoraria ter Santana Lopes na liderança do PSD, que derrotaria em qualquer eleição com a mesma facilidade com que o derrotou nas eleições para a Câmara. Imaginem este tipo de campanha, com exigências e desmarcações de debates, no quadro de uma eleição nacional.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 08:26

O estado do PSD.

Segunda-feira, 09.10.17

Se há demonstração eloquente do estado miserável em que Passos Coelho deixou o PSD é precisamente o de Santana Lopes, apesar do desastre que foi o seu governo para o partido e para o país, achar que pode voltar a ser o "menino guerreiro" e apresentar-se a votos. Mas é curioso que tenha andado a pedir autorização a António Costa e a Vieira da Silva. Se ele ganhar as eleições, o PSD terá assim um líder autorizado por António Costa. Que bela maneira de ser um partido de oposição.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 19:16

O regresso do Conde de Monte Cristo.

Quarta-feira, 04.10.17

Leio aqui com perplexidade que Santana Lopes está a "ponderar" o regresso à liderança do PSD. E diz com ênfase que "mesmo que cada um comece a apresentar-se em nome de barões ou baronetes quem vota são os militantes". Se bem me lembro é o mesmo Santana Lopes que há poucos dias queria abolir o voto dos militantes na escolha do líder e voltar a fazê-lo eleger num congresso organizado pelos barões e baronetes, mas adiante. No nosso país, em vez de dizerem de uma vez ao que vêm, os políticos adoram "ponderar" as candidaturas, deixando toda a gente em suspense por uns dias, quando não deixam mesmo por meses, acabando por isso por levar o partido à derrota.  Mas neste caso a "ponderação" não se justifica, pois é evidente para todos que, até pelo seu brilhante contributo para o resultado de Lisboa, Santana Lopes é manifestamente o sangue novo de que o PSD precisa. Foi líder do partido entre 2004 e 2005, andou por aí, e agora regressa em grande, quase catorze anos depois. Já li um romance que contava precisamente esta história. Chama-se O conde de Monte Cristo.

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publicado por Luís Menezes Leitão às 07:52

O candidato.

Sábado, 19.07.14

 

Resulta claramente desta entrevista que Santana Lopes não pensa noutra coisa a não ser em candidatar-se a Belém, no que parece ter pelo menos o ámen de Passos Coelho, que continua a apostar teimosamente na estratégia TMMRS (Todos menos Marcelo Rebelo De Sousa). Neste enquadramento, o lugar de Provedor da Santa Casa da Misericórdia, que misericordiosamente foi atribuído a Santana, seria apenas um estágio para que ele pudesse adquirir uma imagem de simpatia social, após o que transitaria para Belém. Claro que Passos Coelho preferiria Durão Barroso, mas não estando este disponível, prefere naturalmente apostar em Santana do que deixar Marcelo avançar.

 

A questão é que esta estratégia foi claramente posta em causa pelo avanço de António Guterres. Efectivamente António Guterres secou completamente o espaço à esquerda, tanto assim que António Costa, mal soube desse avanço, mergulhou logo nas absurdas primárias do PS em vez de se guardar para Belém. Neste espaço apenas Marinho Pinto pode conservar algum eleitorado, se conseguir manter o seu discurso populista e contra a classe política, que tantos votos lhe trouxe nas europeias. Já os candidatos da esquerda tradicional cederão naturalmente o lugar a António Guterres.

 

A questão é que António Guterres entra também muito no eleitorado da direita, com o seu catolicismo social e com o facto de ter sempre resistido a entrar nas questões fracturantes, em que o PS se fracturou logo após a sua saída. É por isso que na área da direita só alguém com o perfil de Marcelo Rebelo de Sousa lhe poderia dar alguma luta. Durão Barroso percebeu isso e afastou-se logo da corrida presidencial. Já Santana Lopes, pelo contrário, acha que Guterres "não é imbatível" e que até seria "altamente estimulante" enfrentá-lo.

 

Santana Lopes tem um problema com as eleições presidenciais, semelhante à percepção que ele tem do seu governo, e que ele próprio quis expor no seu livro de 2004, et pour cause chamado Percepções e Realidade, na altura objecto destes dois fabulosos sketches dos Gato Fedorento. Na sua percepção, o seu governo foi óptimo e foi uma grande injustiça ter sido derrubado por Jorge Sampaio. A realidade é que o seu governo foi o pior da história da democracia portuguesa, e se há alguma coisa a censurar a Sampaio — e a Durão Barroso — foi precisamente o terem permitido que ele tomasse posse. Já em relação às presidenciais, ele tem a percepção de que, passados dez anos do seu governo, e com o seu currículo na Santa Casa, tem condições de bater Guterres nas eleições. A realidade é, no entanto, que nem com mais cem anos na Santa Casa Santana conseguiria ultrapassar Guterres na área social, e que tem tantas hipóteses de ser eleito presidente como a torre Eiffel de dançar o samba. Mas, conhecendo a teimosia de Passos Coelho, é muito provável que venha a ser ele o candidato presidencial do PSD. 

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publicado por Luís Menezes Leitão às 13:03





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